Investimento

Vortal vai investir cinco milhões de euros em inovação nos próximos três anos

Vortal Centro de Inovação
Centro foi inaugurado pelo ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

A tecnológica portuguesa inaugurou hoje um novo centro de pesquisa e desenvolvimento em Lisboa, onde vai ter 50 profissionais.

A Vortal, empresa especialista em plataformas de contratação, inaugurou esta quarta-feira um novo centro de desenvolvimento e inovação, situado em Lisboa. Este centro representa um investimento inicial de 600 mil euros, mas nos próximos três anos a tecnológica prevê investir um total de cinco milhões de euros entre o novo centro de Lisboa e o que já tem no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

“Pretendemos reforçar porque queremos atingir a liderança internacional do nosso sector, o sector das plataformas de contratação, de compra e venda entre empresas (B2B), e para isso precisamos de estar constantemente a inovar e a exceder as expectativas dos nossos clientes”, disse o diretor executivo da empresa, Rui Dias Ferreira, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Para o centro de Lisboa, a empresa já contratou cerca de 25 profissionais para as áreas de desenvolvimento de software, inteligência artificial, ciência de dados e marketing digital. A empresa está a recrutar outros 25 profissionais com os perfis de trabalho já referidos. “Acreditamos que isso será o suficiente para manter uma capacidade de inovação nestes próximos dois a três anos”, salientou o CEO.

Deste centro de inovação vão sair novas soluções que vão ser integradas nas plataformas principais da Vortal. Por exemplo, a tecnológica está a trabalhar numa ferramenta chamada Experto, um mecanismo de inteligência artificial para lidar de forma mais célere com os pedidos dos clientes.

“Está a ajudar-nos a processar as oito mil interações escritas que nós temos todos os meses. A este ritmo, com o nosso ritmo de crescimento internacional, era cada vez mais difícil dar resposta aos nossos clientes em tempo útil e em qualidade. Desenvolvemos este modelo de aprendizagem automática, a que chamamos Experto, que em algumas categorias já está a acertar em 50% das respostas”, explicou.

A ferramenta faz uma triagem automática dos pedidos de informação que chegam e sugere uma resposta. Essa resposta é revista por um operador humano e só depois é enviada para o cliente. Sempre que errar numa resposta, o sistema vai aprender com esse erro e melhorar as suas triagens e respostas futuras.

Questionado sobre se estas novas ferramentas podem um dia mais tarde resultar na criação de empresas independentes (spin-offs), Rui Dias Ferreira deixou essa possibilidade em aberto.

“Acredito que sim, que isso pode acontecer. Estamos abertos. Uma das coisas que nos anima é fomentar o espírito de empreendedor das nossas pessoas e, enfim, na medida em que queiram seguir caminhos autónomos, o espírito da empresa é esse”.

Em 2017 a Vortal teve um volume de faturação de 12,5 milhões de euros e o CEO adiantou ao Dinheiro Vivo que para 2018 a empresa espera aumentar as receitas para 15 milhões, naquele que deverá ser um crescimento de 20%.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Centeno com Pierre Moscovici, comissário europeu da Economia. Fotografia: REUTERS/François Lenoir

Bruxelas quer despesa a travar a fundo no orçamento de 2019

Proteção de dados chega amanhã e já levou ao fecho de startup portuguesa

Fotografia: Igor Martins / Global Imagens

Valor médio das pensões da CGA subiu 77 euros em 2017

Outros conteúdos GMG
Vortal vai investir cinco milhões de euros em inovação nos próximos três anos