5G

WeDo Technologies aposta no 5G e em novos modelos de negócio

WeDo Technologies
Rui Paiva, CEO da WeDo Technologies. Foto: D.R.

Chegada da próxima geração de comunicações móveis vai trazer mais riscos para os operadores de telecomunicações.

A WeDo Technologies acredita que o 5G vai trazer novas oportunidades de negócio na gestão de risco e prevenção de fraude no sector das telecomunicações, áreas nas quais a empresa portuguesa é especializada. Quanto, ao certo, o diretor executivo Rui Paiva não arriscou dizer.

“O movimento que fizemos para a cloud está a surtir efeito, mas esse movimento juntamente com a Internet das Coisas e o 5G são as principais áreas nas quais estamos a evoluir”, disse na sessão de abertura do encontro europeu que a empresa está a organizar esta semana em Cascais.

“Com o 5G e o IoT vão existir mais redes e mais elementos combinados. E com todos estes novos elementos, vemos que os operadores vão precisar de ter muito mais controlo. Se combinares isso com o Regulamento Geral da Proteção de Dados (RGPD), vai tornar-se uma área mais complexa. Vão existir muitas pessoas a tentarem fazer coisas más e nós vamos ser aqueles que temos o que é preciso para protegê-los”, reforçou, mais tarde, num encontro com jornalistas.

Com a chegada do 5G, os operadores de telecomunicações vão tornar as suas redes em ‘lojas de aplicações’ nas quais várias empresas podem disponibilizar serviços. Um fabricante automóvel pode, por exemplo, transformar-se num operador virtual para assegurar a ligação à internet de todos os seus veículos e para que os clientes não tenham de lidar com uma empresa externa.

Mas os perigos e riscos até aqui apenas associados aos operadores passam depois também para os clientes das redes virtuais. “Os operadores podem revender [as nossas tecnologias] ao cliente final. Vais comprar um BWM ou um Mercedes a dizer powered by WeDo Technologies”, exemplificou Rui Paiva.

RAID chega à versão 8.1

Para adaptar-se a esta nova realidade, a WeDo lançou uma nova versão da sua plataforma de gestão de risco, o RAID. “O 5G vai trazer uma explosão nos dados. Estamos a mudar a arquitetura dos nossos produtos para funcionar em grandes ambientes de cloud. A rede de telecomunicações vai ficar mais virtualizada, os clientes vão ter tudo na cloud e não conseguiríamos responder sem uma nova arquitetura”, explicou o diretor de tecnologia, Álvaro Ribeiro.

Destaque para o facto de o RAID 8.1 ter uma componente de visualização de dados em tempo real e também de possibilidade de integração de algoritmos de aprendizagem automática.

Como o ambiente tecnológico e as necessidades dos clientes estão a mudar, a WeDo está também a iniciar testes com novas formas de gerar receitas, mais especificamente um modelo ‘pay per use’, isto é, em que o cliente só paga pela utilização efetiva de determinada ferramenta.

“Estamos a evoluir no modelo de negócio e a testar os primeiros casos. Aquilo que estamos a ver é que a realidade está a ficar tão complexa, que os clientes querem uma abordagem de desenvolvimento operacional para que estejamos a trabalhar continuamente com eles. Só precisas de pagar pelo resultado ou pela funcionalidade que estás a usar” detalhou Bernardo Lucas, diretor de estratégia e marketing da tecnológica.

Uma das empresas com as quais a WeDo já está a testar o modelo de desenvolvimento conjunto é a Korea Telecom, uma das principais operadoras da Coreia do Sul, na área de aprendizagem automática e inteligência artificial.

O modelo pay per use também permite à WeDo ser mais flexível na resposta às necessidades que variam muito de mercado para mercado. “Empresas como a nossa vão enfrentar [com a chegada do 5G] realidades muito diferentes nos diferentes continentes e vamos tentar ter tudo integrado nas nossas tecnologias”, sublinhou ainda Rui Paiva.

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