Coronavírus

WhatsApp lança centro de informação sobre coronavírus

Foto: D.R.
Foto: D.R.

O WhatsApp lançou um novo portal de informação, em parceria com OMS, UNICEF e o Instituto Poynter (IFCN).

Se o WhatsApp tem sido, por estes dias, um meio onde a desinformação teima em não parar, a empresa lança um conjunto de iniciativas que pretendem reforçar a voz de organismos credíveis e combater a propagação de informação falsa na app. Assim, é lançado esta quarta-feira um hub de informação sobre o Coronavírus e ainda anunciada uma nova doação de um milhão de dólares à rede de fact-checking do Instituto Internacional Poynter.

O hub de informação é um site, disponível em whatsappcom/coronavirus, que é lançado em parceria com a Organização Mundial de Saúde (OMS), UNICEF, o Instituto Poynter e o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas. Neste centro, são dadas algumas indicações sobre o papel que a aplicação de mensagens quer assumir neste contexto de pandemia: além da componente de comunicação, também é pedido ao utilizadores que “partilhem informação de uma forma responsável”.

“Pense nas mensagens que recebe, porque nem tudo aquilo que recebe sobre o coronavírus poderá ser verdade. Verifique os factos com outras fontes oficiais ou fact-checkers”, alerta o WhatsApp. Em Portugal, por exemplo, têm-se multiplicado os áudios de supostos médicos, enviados através da aplicação. Ao longo destas últimas semanas, as tecnológicas têm apelado aos utilizadores para apenas reencaminharem informação de fontes de informação credíveis, dando primazia à OMS e à Direção Geral de Saúde (DGS).

Este novo centro de informação tem ainda áreas dedicadas aos profissionais de saúde, para que possam manter contacto com pacientes ou até definir respostas a perguntas frequentes, para educadores e ainda para ONG ou pequenos negócios.

Por fim, o site mostra ainda alguns estudos de caso sobre como a ferramenta de comunicação está a ser usada em países afetados durante este surto, como Espanha ou Itália.

O Facebook, dono do WhatsApp, anunciou ainda uma doação de um milhão de dólares, cerca de 924 mil euros, para apoiar os fact-checkers que trabalham neste momento a clarificar informações sobre o vírus. Em comunicado, a empresa refere que a “expectativa é que esta doação permita que os parceiros de fact-checking mantenham e aumentem o trabalho durante este período.”

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