Wikipédia quer cobrar às gigantes tecnológicas pela utilização do conteúdo informativo

A enciclopédia online mantém-se gratuita, mas a fundação Wikimedia que a gere irá oferecer opções de integração para empresas como a Google, Amazon e Apple.

A Wikipédia vai lançar um serviço pago para cobrar, às gigantes tecnológicas, o acesso aos seus conteúdos informativos. Ainda que administrada por uma organização sem fins lucrativos que funciona através de donativos, a enciclopédia está a preparar este novo "produto comercial" e espera que se encontre concluído já no final deste ano.

Intitulada de Wikimedia Enterprise, a iniciativa não pretende alterar o funcionamento base da Wikipédia e, para os utilizadores independentes não haverão alterações. Assim, a única novidade é para as "big tech's" como a Google, Apple e Amazon que terão de pagar para usufruir do conteúdo.

A informação que está disponível já é recorrentemente utilizada pelas grandes empresas, nomeadamente, muitas das respostas das assistentes virtuais da Amazon (Alexa) e da Apple (Siri) são obtidas através da base da Wikipédia.

Até ao momento, essa informação é gratuita, no entanto, para responder às perguntas dos usuários é necessário que exista uma organização prévia e comprovada dos dados, quer seja através de sistemas de inteligência artificial ou não.

De acordo com a informação que é avançada pelo Engadget, as conversações entre a nova filial da Wikimedia LLC e as quatro grandes gigantes tecnológicas já estão a decorrer e é esperado um acordo comercial durante o mês de junho.

Este acordo abrira, essencialmente, uma nova fonte de rendimento para a enciclopédia (sem fins lucrativos), que se encontra sediada em São Francisco. No que respeita às angariações de fundos, a Wikipédia atingiu o seu recorde em 2019 com receitas de cerca de 120 milhões de dólares (107 milhões de euros), enquanto as despesas ascenderam a mais de 91 milhões de dólares (76 milhões de euros).

A medida surge numa altura em que Facebook e Google também enfrentam várias mudanças legislativas para que comecem a pagar aos meios de comunicação social algum valor da publicidade online onde são reis (com cerca de 86% da publicidade online mundial), como é o caso polémico recente da Austrália (deve-se seguir Reino Unido, França e Canadá).

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de