WinProvit já fechou acordo com 70% dos trabalhadores transferidos da Altice

Trabalhadores tinham avançado com processos contestando a sua transferência da PT para a WinProvit através de uma transmissão de estabelecimento

A WinProvit já fechou acordo com 25 dos 36 trabalhadores transferidos da Altice para a retirada dos processos em tribunal.

"Já fechamos acordo com a maioria dos trabalhadores e os processos já foram retirados", adiantou Rui Moura da Silva, diretor-geral da WinProvit, ao Dinheiro Vivo.

O acordo abrange 70% dos trabalhadores transferidos da Altice Portugal para a empresa prestadora de serviços através de um processo de transmissão de estabelecimento. Deste universo estão incluídos trabalhadores de dois sindicatos, dos quais dois do STPT como já noticiado pelo Dinheiro Vivo, bem como a totalidade dos não sindicalizados. "Os 11 em falta, todos eles do SINTAVV, as negociações ainda estão a decorrer", frisa o responsável.

"Passado um ano todos os trabalhadores transmitidos estão connosco", reforça Rui Moura da Silva, um dos sócios da empresa com cerca de 400 trabalhadores e que presta serviços na área de desktop management; end user support ou printing em sectores como telecomunicações, banca e retalho, sectores que, representam 80% do negócio da empresa.

O contrato com a Altice Portugal representa menos de 10% do negócio da empresa. A dona do Meo "é um cliente estratégico e de longo prazo, mas NOS é tão igualmente estratégico para nós", refere.

Rui Moura da Silva não precisa a duração do contrato que liga a empresa a Altice Portugal, mas garante que é um "acordo de longo prazo" e que muitos dos trabalhadores vindos da PT já estão a prestar serviço fora do universo da operadora.

A WinProvit foi um das empresas externas e prestadoras de serviço à PT que receberam um conjunto de trabalhadores no âmbito de processos de estabelecimento. Recebeu 36 trabalhadores, de um total de 155.

Os processos de transmissão de estabelecimento foram altamente contestados pelos sindicatos, tendo originado mudanças legislativas ao Código do Trabalho. E desde o início do ano, os Sindicatos começaram a dar entrada com processos contra as empresas recetoras e PT/Altice visando reverter um processo que consideram ilegal.

Uma das preocupações era uma eventual perda de direitos ou despedimento após os 12 meses a que as empresas são obrigadas a manter as mesmas condições salariais e benefícios previstos no Acordo Colectivo de Trabalho (ACT).

Com os trabalhadores com os quais chegou a acordo, a WinProvit fez um acordo que lhes permite manter o subsistema de saúde que usufruía e as mesmas condições de pacotes de telecomunicações que tinham.

"E para toda a comunidade WinProvit fechamos um protocolo com a Altice/Meo com características muito semelhantes", refere o diretor-geral da empresa.

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