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Smartphones Xiaomi: jp.di assegura distribuição oficial em Portugal

A Xiaomi lançou recentemente o flagship Mi 8, apresentado em Shenzhen, na China. REUTERS/Bobby Yip
A Xiaomi lançou recentemente o flagship Mi 8, apresentado em Shenzhen, na China. REUTERS/Bobby Yip

A jp.di, empresa de distribuição e revenda de material informático, anunciou que vai ser a distribuidora oficial dos smartphones da Xiaomi em Portugal

A jp.di, uma das empresas do jp.group, vai assegurar a distribuição oficial dos smartphones da marca chinesa Xiaomi em território nacional, mas a ambição da jp.di passa também por trazer o ecossistema da marca para Portugal, conta o diretor-geral da jp.di, Ricardo Ferreira.

Embora já fosse possível comprar os smartphones da marca através da Internet, a jp.di, ao ser a distribuidora oficial, vai assegurar a distribuição, comercialização e apoio aos smartphones da marca. Ao Dinheiro Vivo, Ricardo Ferreira, diretor-geral da jp.di, refere que a empresa já “estava a tentar [este negócio] há um ano”, acrescentando que estiveram “atentos à evolução que a marca tem tido no mundo todo, inclusive no mercado espanhol, onde já tem 15% da quota de mercado”.

“Sabemos que a Xiaomi tem um mercado não muito regulado em Portugal, que não cumpre com todos os requisitos. A nossa proposta de valor passa por antecipar as novidades e assegurar toda a compliance com o mercado nacional”, clarifica o responsável da jp.di. A jp.di vai assegurar também a chegada do novo flagship da Xiaomi, o Mi 8, a Portugal. Atualmente, a jp.di já fez chegar às lojas referências de telefones como o Redmi 5, Redmi Note 5 e Mi MIX 2S. Ricardo Ferreira assegura ainda que a distribuidora já encomendou o Mi A2, apresentado em abril deste ano, indicando também que a distribuidora já recebeu “as primeiras unidades, 3 ou 4 mil telefones”. A ideia da jp.di passa por fazer chegar a Portugal mais referências de terminais da Xiaomi.

Ricardo Ferreira especifica também que este negócio “primeiro, passará pela mobilidade”, mas ao “longo do mês de junho ficará concluída a negociação do restante ecossistema da marca”. Fundada em 2010, a Xiaomi não se limita apenas aos smartphones, tendo todo um ecossistema de produtos, que vão desde gadgets de smart home até computadores, drones ou dispositivos de realidade virtual.

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Com mais de 30 anos de operação, é a jp.di que assegura a distribuição de tecnologia para canais de retalho como a Worten, Fnac, Rádio Popular, Media Markt ou El Corte Inglés, por exemplo.

No mês de abril, a Xiaomi reforçou a sua presença em Portugal, ainda que não o tenha feito através da entrada oficial por cá. Habitualmente, quem queria comprar um smartphone da Xiaomi fazia-o através das lojas de e-commerce, como o marketplace da Fnac, por exemplo.

Em abril, a marca viu a sua presença ser reforçada nas lojas da Worten, Fnac, Rádio Popular ou Phone House, por exemplo, ao adicionar mais referências de produtos ao stock disponível. Também o operador Nos passou a ter disponível a comercialização dos smartphones da Xiaomi, com os modelos Xiaomi Redmi 5 ou o Xiaomi Redmi 5 Plus. Em Portugal, além da jp.di, também a Ingram faz distribuição de produtos da marca, já que a Ingram opera com distribuição no canal ibérico.

“Procuramos fazer negócio também com as operadoras”, refere Ricardo Ferreira. O diretor-geral da jp.di, indica também que “a Xiaomi está a fechar um contrato com um service provider que vai prestar apoio pós-venda em Portugal”.

Ricardo Ferreira deu mais informação sobre o acordo de distribuição numa chamada telefónica feita a partir da Computex, que decorre esta semana em Taiwan, na China. “Estamos à procura de mais novidades”, explicou o diretor-geral da empresa portuguesa. “Somos uma comitiva de três pessoas”, indica, explicando que foram à feira tecnológica “à procura de produtos e soluções de Internet of Things, smart home, mobilidade e segurança” para trazer para o mercado nacional.

No último trimestre de 2017, a Xiaomi conseguiu duplicar a sua quota de mercado global, conquistando 7,7% do mercado, indicou a IDC. Não é segredo que a empresa tem vindo a investir em mercados como a Índia e a Rússia, muito pela dimensão e potencial deste tipo de mercados. Globalmente, a IDC coloca a Xiaomi entre as quatro marcas mais importantes de smartphones, ao lado de marcas como a Apple, Samsung e Huawei.

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