Cambridge Analytica

Zuckerberg reconhece “erros” e que há “muito a fazer”

Mark Zuckerberg

O criador e presidente do Facebook diz que se não se conseguir proteger os dados dos utilizadores, a empresa não os merece ter.

Alguns dias depois de ter rebentado o escândalo da alegada utilização ilegal de dados de utilizadores do Facebook por parte da Cambridge Analytica, Mark Zuckerberg reagiu.

Numa publicação na rede social, o líder do Facebook diz que “tem estado a trabalhar para perceber exatamente o que aconteceu e como garantir que isso não se volta a repetir”.

Numa altura em que está sob pressão para explicar como os dados de 50 milhões de utilizadores foram utilizados diz que “as boas notícias são que a maior parte das medidas importantes para prevenir que isto aconteça novamente já foram tomadas há alguns anos”.

O líder do Facebook revela que a app que terá sido utilizada para aceder abusivamente a dados dos utilizadores foi lançada em 2013. Mas defende que em 2014 o Facebook fez alterações na plataforma para impedir apps intrusivas. E assegura que desde essa mudança qualquer app desse tipo não consegue aceder a tantos dados.

O fundador da rede social informa ainda que em 2015 exigiu um comprovativo à Cambridge Analytica de que tinha apagado todos os dados obtidos de forma abusiva para que esta continuasse na plataforma. A exclusão apenas chegaria na semana passada, quando foi noticiado que essa informação não tinha sido eliminada.

Mas Zuckerberg reconhece que “cometemos erros e há mais a fazer”. Ainda assim, o criador do Facebook assegura que “o problema específico a envolver a Cambridge Analytica já não deverá acontecer com as novas aps atuais”.

No entanto, diz que isso “não altera o que aconteceu no passado. Iremos aprender com esta experiência para proteger mais a nossa plataforma e tornar a nossa comunidade mais segura daqui para a frente”. Zuckerberg diz que “termos a responsabilidade de proteger os vossos dados e se não o conseguirmos não merecemos servi-los”.

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