Onde está o dinheiro para as fundadoras?

Com toda a conversa em torno da diversidade e a necessidade de diminuir a escandalosa diferença de oportunidades para homens e mulheres no mundo das startups, a pandemia de covid-19 foi um autêntico camião de areia na engrenagem. Já sabíamos que era muito difícil a startups fundadas por mulheres conseguirem acesso a financiamento. Mas quando a pandemia lançou o caos na economia, os investidores viraram-se imediatamente para as startups fundadas apenas por homens.

Ana Rita Guerra

De "nova Steve Jobs" ao banco dos réus

Com olheiras e cabelo desgrenhado, usando uma máscara grande demais para a sua cara, a Elizabeth Holmes que apareceu em tribunal para a selecção dos jurados no seu julgamento estava quase irreconhecível. A ex-CEO da Theranos, uma super startup médica que prometia revolucionar a indústria dos testes de diagnóstico, vai ser julgada por fraude. Em causa está uma sucessão de mentiras aos investidores e ao mercado sobre as capacidades da Theranos e a sua rentabilidade. Posto de forma sucinta, quase tudo o que Elizabeth Holmes disse sobre a sua empresa, que fundou aos 19 anos, era mentira.

Metaverso. A próxima obsessão de Silicon Valley

Ali pelos lados de 2006 houve uma fase de loucura com a vida simulada online, numa plataforma chamada Second Life onde as pessoas podiam dar asas à sua imaginação em experiências virtuais realistas. Este ambiente virtual 3D permeado por avatares deu-nos um cheiro do que iria ser a transição para vidas filtradas pela digitalização. Há hoje tantas formas de encarnar outras vidas online que a novidade se dissipou, mas o Second Life, criado pela Linden Lab em 1999, continua a existir como um videojogo e mantém uma certa mística.