Comércio eletrónico

Dott alarga oferta a 1,5 milhões de produtos

Gaspar d’Orey lidera a equipa de 40 pessoas que trabalham na Dott. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens
Gaspar d’Orey lidera a equipa de 40 pessoas que trabalham na Dott. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens

A Sonae e os CTT já investiram cerca de cinco milhões de euros na plataforma, que conta com 40 pessoas entre Lisboa e Porto.

O Dott, plataforma de comércio eletrónico detida pela Sonae e pelos CTT, ultrapassou 1,5 milhões de produtos disponíveis, meio milhão acima da meta estabelecida até final do ano, avançou Gaspar D’Orey, presidente executivo do marketplace.

Lançado oficialmente em maio deste ano, o Dott “está a correr bastante bem”, afirmou o gestor, fazendo um balanço positivo dos quase cinco meses de vida do “primeiro marketplace português”.

Aquando do lançamento do Dott, a empresa tinha como objetivo acabar o ano com um milhão de produtos disponíveis na plataforma ‘online’.

“Neste momento acabámos de ultrapassar 1,5 milhões de produtos, o que é ótimo”, sublinhou o presidente executivo da Dott.

Isto significa que há “muito mais oferta disponível para os portugueses, que vai desde a moda e calçado”, passando por “acessórios para veículos” até aos “animais, saúde e beleza, que são das categorias que mais se vendem” na plataforma eletrónica.

Por exemplo, o segmento casa e jardim “equivale a cerca de 10% das nossas vendas todos os meses, algo que não estávamos minimamente à espera”, confidenciou Gaspar D’Orey.

Aliás, o tipo de produtos vendidos na plataforma online “é do mais díspar, desde casas para insetos até empurra cutículas”, comentou o gestor, adiantando que o Dott ultrapassou as “7.500 marcas diferentes” disponíveis.

Outra das novidades é que os clubes de futebol estão a entrar no marketplace para vender merchandising, disse, sendo que o Benfica já entrou, o Porto acaba de entrar e o Sporting também, tal como a Federação Portuguesa de Futebol.

“Para ver a diversidade de vendedores”, disse, temos um “que só vende camisolas de clubes de futebol para cães” e é português, revelou.

“De todos os compradores que compram num certo mês, no mínimo 10% deles voltam no mês seguinte”, disse, considerando ser um bom indicador. “Queremos criar esse hábito de recorrência e de conveniência”, sublinhou.

O Dott oferece “meios de pagamento de que os portugueses gostam”, que vão desde o pagamento através de multibanco por referência, passando pela utilização de cartões de crédito e débito, e ainda pagamentos em dinheiro através da Payshop.

“Ultrapassámos as 560 empresas a vender aqui no Dott, o que contrasta com as 400 que tínhamos quando abrimos, em maio”, prosseguiu.

Sobre o perfil dos compradores na plataforma, Gaspar D’Orey apontou as famílias, que querem comprar de forma conveniente, próxima e ao melhor preço, com idades compreendidas entre 25 e 45 anos.

“Entregamos entre quatro a cinco encomendas nas ilhas todos os dias”, sendo que “a maioria do comércio online não entrega” nos arquipélagos, acrescentou.

A título de curiosidade, o Dott regista entregas no Algarve a residentes estrangeiros, uma das comunidades mais ativas no comércio online.

A empresa, que não revela dados de faturação para já, tem como objetivo atingir os 100 mil clientes até final de dezembro.

“Para lá caminhamos de forma bastante ativa”, afirmou o presidente executivo, apontando que o Dott tem “cerca de 500 mil utilizadores todos os meses e mais de três milhões de visitas”. Além disso, “cerca de 60% das nossas visitas já são segundas visitas” à plataforma online.

“Não posso adiantar números de faturação, mas posso dizer que estamos com 15 mil produtos a entrar todos os dias”, quando em maio entravam mil.

A Sonae e os CTT já investiram cerca de cinco milhões de euros na plataforma, que conta com 40 pessoas entre Lisboa e Porto.

Questionado sobre se admite internacionalizar o Dott, Gaspar D’Orey afirmou que “a componente internacionalização não é uma prioridade”, mas está no pensamento do gestor.

“Temos de consolidar primeiro aqui” e depois encontrar mercados com características semelhantes ao de Portugal: consumidores que compram pouco ‘online’, o que corresponde a menos de um terço anualmente, e vendedores cujas receitas de retalho na Internet representam menos de 3%.

Para já, “há muito espaço para crescer” em Portugal, considerou.

Uma das apostas do Dott é colocar a “marca na cabeça” dos portugueses, tendo lançado a campanha onde afirma que vai “oferecer 7,5 milhões de euros aos portugueses”, através da oferta de ‘vouchers’.

Uma das apostas do Dott passa pelo Black Friday e Natal, período em que as compras têm um peso significativo no comércio.

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