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João Proença, o trunfo da Altice para a paz social

Alexandre Fonseca antes de uma entrevista nos estúdios TSF. É o novo Presidente Executivo (CEO) da Portugal Telecom e lidera a empresa de telecomunicações da Altice em Portugal.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Alexandre Fonseca antes de uma entrevista nos estúdios TSF. É o novo Presidente Executivo (CEO) da Portugal Telecom e lidera a empresa de telecomunicações da Altice em Portugal. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Assumirá um "papel no Conselho Consultivo para as Relações Laborais", revela CEO da Altice

O ex-secretário geral da UGT é um dos membros convidados a participar e a liderar o Conselho Consultivo para as Relações Laborais da Altice, revela Alexandre Fonseca, CEO da operadora de telecomunicações.

Não vai haver despedimentos na Altice Portugal?

Neste momento esse é um tema que não está na nossa prioridade, na nossa lista de atividades.

Quando diz “neste momento” não pode garantir que num futuro próximo isso não venha a acontecer?

Estamos a falar de pessoas e famílias. Qualquer gestor que assuma compromissos ad eternum e sem um time frame temporal é irrefletido. Temos de viver a vida das organizações à luz daquilo que são os momentos que elas atravessam. Neste momento, dentro das prioridades estratégicas que temos, essa não é uma prioridade. O que posso é garantir estabilidade laboral e que contamos com todos os colaboradores.

É importante também que lhe diga que nós temos vindo não apenas a dizê-lo mas a caminhar e a traçar um plano para garantir esta estabilidade e este contexto, que hoje vivemos um contexto laboral como que vivemos hoje, com tanta estabilidade, nos últimos 3 meses. E isso é fruto da atividade que temos vindo a desenvolver com as estruturas dos trabalhadores, portanto diria que mecanismo como aquele que recentemente anunciamos de um conselho consultivo para a relações laborais, que diria que é é único em Portugal em organizações desta dimensão, a criação deste conselho para que possa ter um papel ativo nas relações entre a companhia e os colaboradores e as estruturas que os representam é já de si um passo concreto.

Gostaria de vos dizer também que estamos a colocar uma ênfase muito grande nesta estrutura porque acreditamos que é decisiva numa perspetiva de equilibrar e de dar uma visão independente neste tipo de relações. Para tal, contamos não só da definição deste órgão mas também um cuidado extremo identificação de comunidades e pessoas que possam fazer parte deste conselho.

Neste momento estamos, eu próprio tive oportunidade de falar na passada semana e estamos em contacto neste momento com o engenheiro João Proença, que é um dos convidados e que teve já um conjunto de conversas connosco neste sentido para que assuma o papel de liderança e participação ativa e ser um dos líderes deste conselho consultivo. Isto mostra claramente o nosso empenho e abertura ao diálogo, porque estamos a falar de uma pessoa que dispensa apresentações na sua capacidade de comunicação, é uma evidência clara da importância que a Altice Portugal coloca neste órgão. Só assim é que posso afirmar com a convicção que fiz há pouco que queremos e vamos ter estabilidade laboral na Altice em Portugal.

A administração já chegou a acordo com os sindicatos ou está à espera que o Conselho Consultivo para as Relações Laborais ajude a chegar a esse acordo?

É um trabalho que temos vindo a fazer e que gostava de destacar. Estou há 3 meses enquanto responsável executivo da Altice Portugal. Tive oportunidade de reunir com as estruturas sindicais e com a comissão de trabalhadores por 3 vezes em 3 meses. Não me recordo, mesmo enquanto espectador, de termos tido tantos pontos de interação entre aquilo que é a gestão da empresa e estas estruturas num passado recente. Acredito que este é um trabalho que tem vindo a ser feito, não é fácil, até porque existem níveis de flexibilidade e compreensão para a discussão de assuntos laborais que são distintos nas várias fontes de interlocução que temos. Fruto deste trabalho intenso que temos feito, hoje temos já vários caminhos apontados. Temos algumas estruturas que ainda não compreenderam a importância do diálogo e da flexibilidade, temos já algumas estruturas sindicais que foram capazes de compreender aquilo que é o nosso trabalho em prol do desenvolvimento desta paz social interna e que connosco estão já a trabalhar no sentido de chegarem a um acordo sobre alguns temas que têm vindo a ser discutidos. Isto é fruto de um trabalho que… vamos ser muito honestos, não podemos agradar a todos. Uma empresa que tem mais de 10 mil colaboradores diretos tentar agradar a todos não é ser realista, até porque alguns não têm como objetivo ser agradados, apenas causar alguma distorção nestas conversas. Focamo-nos nos que têm razoabilidade e que compreendem os problemas da organização e dos trabalhadores.

Para quando um acordo?

Tenho a minha profunda convicção de que nas próximas semanas teremos condições para começarmos a anunciar algumas medidas que revelam o acordo entre a empresa e as estruturas sindicais.

Ainda este mês?

Tentativamente eu diria na próximas semanas, vamos com tranquilidade porque quando falamos neste tipo de acordo a velocidade é inimiga da quase perfeição. Não estou preocupado se é esta semana, na próxima ou na outra, estou preocupado que seja um acordo sólido, que tenha reflexo na vida profissional e pessoal dos colaboradores.

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