Innovation Academy

EIA: “As pessoas em Portugal estão prontas para encontrar soluções”

Centro de Congressos do Estoril recebe provisoriamente este ano a European Innovation Academy. FOTO: Global Imagens
Centro de Congressos do Estoril recebe provisoriamente este ano a European Innovation Academy. FOTO: Global Imagens

European Innovation Academy estará em Portugal nos próximos cinco anos

O Centro de Congressos do Estoril é o epicentro da inovação durante as próximas três semanas. A European Innovation Academy (EIA) arrancou no domingo com a primeira edição do mentoring de empreendedorismo inovação em Portugal e que vai decorrer até 4 de agosto. Cerca de 400 participantes, de 63 países, vão ouvir alguns dos melhores mentores da Google e das universidades de Berkeley e Stanford.

O arranque do programa ficou marcado por uma conferência de imprensa esta segunda-feira e que contou com Alar Kolk (líder da EIA), Ken Singer (Universidade de Berkerley), Marcos Soares Ribeiro (Santander Totta), Ricardo Marvão (Beta-i) e João Crespo (Universidade Nova de Lisboa).

Quando questionados sobre as razões para Portugal ter sido escolhido pela EIA, os participantes na conferência de imprensa não têm dúvidas: “É pelas pessoas que estamos aqui”. E esse foi o principal factor que permitiu ao nosso país ser escolhido por estar organização internacional. Alar Kolk conta mesmo um episódio recente vivido em Portugal.

“As pessoas em Portugal estão prontas para encontrar soluções. Há uns meses, queria mudar o bilhete para o comboio. A pessoa disse que não sabia como fazer mas disse que ia encontrar forma de resolver. Demorou 25 minutos e não parou até encontrar uma solução. As pessoas têm mesmo vontade de encontrar soluções. Isto não se vê habitualmente noutros países”, contou o líder da EIA.

Da parte do Santander Universidades, Marcos Soares Ribeiro assinalou que no evento há uma “boa mistura de pessoas e instituições. Queremos fazer algo pelos estudantes e pela economia. Da Beta-i, Ricardo Marvão assinalou que “é preciso mudar a mentalidade das universidades. Os estudantes podem fazer um projeto próprio em vez de estar a trabalhar para outros”.

O também cofundador desta aceleradora recordou que o interesse de Portugal na EIA começou há dois anos.

“Foi em 2015 que ouvi falar pela primeira vez do EIA. Tentámos ver como poderíamos participar. Discutimos o projeto na altura e precisávamos de ter um projeto de grande dimensão. Os portugueses são como os estónios – entram com tudo. Também precisávamos de um patrocinador. Entretanto, tivemos um pitch com o vice-presidente da Câmara e percebemos que poderíamos avançar.”

Ao município cascalense juntaram-se o Santander Totta, a Daimler e a Universidade Nova de Lisboa, permitindo que, nos próximos cinco anos, Portugal receba este programa de aceleração, de três semanas.

Com 130 ideias, de 10 indústrias diferentes, prontas a ser aceleradas, espera-se que, no limite, cada participante crie a sua própria startup. E que o evento acabe por desencadear uma onda de investimentos no empreendedorismo.

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