Estes são os critérios mais valorizados pelos trabalhadores em 2022

Estima-se que um em cada cinco portugueses pretenda mudar de emprego este ano. O Employer Brand Research da Randstad de 2022 mostra o que os futuros colaboradores procuram e o que os empregadores devem (re)pensar.

As empresas estão a viver tempos excecionais: os colaboradores foram afetados de diferentes formas pela pandemia e estão a avaliar o seu futuro laboral, o que já levou muitos a sair, pondo em primeiro lugar outros aspetos das suas vidas. Este fenómeno mundial já ganhou até um nome: "The Great Resignation" ou, numa tradução livre para português, a Grande Renúncia.

Em 2022, a Randstad prevê que um em cada cinco portugueses queira mudar de emprego, um número que cresceu face a 2021. Estes futuros candidatos são, em grande número, mulheres (28%), pessoas com menos de 35 anos (31%) e têm elevadas qualificações literárias (28%). E o que a esmagadora maioria espera do seu novo emprego é, em primeiro lugar, um bom salário e outros benefícios atrativos.

Embora seja o critério mais valorizado quando aceitam uma nova proposta de trabalho, não é o único que importa. Atrás dele, estão dois drivers não-financeiros: a conciliação entre a vida profissional e laboral, cada vez mais valorizada desde o começo da pandemia, e um bom ambiente de trabalho. Mais abaixo, surge um segundo empate, desta vez entre o desejo por estabilidade profissional - mais valorizada graças à pandemia - e a progressão na carreira.

Porém, estes pontos não são igualmente valorizados pelas respetivas gerações. Há particularidades que as empresas têm de conhecer para construírem uma estratégia de employer brand inclusiva e justa, especialmente numa altura em que, nas mesmas equipas, estão membros de três gerações diferentes.

Apesar da diferença de idades que separa os jovens que compõem a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010) e os adultos da geração X (nascidos entre 1965 e 1981), ambos acham que a conciliação entre a vida pessoal e laboral é o segundo critério mais decisivo na hora de escolher um emprego: com 69% e 66% das respostas a apontar neste sentido, respetivamente.

Já o que os baby boomers e os millennials têm em comum é o facto de valorizarem um ambiente de trabalho positivo, logo a seguir a um salário atrativo. Relativamente a este critério, 68% dos millennials e 66% dos baby boomers estão de acordo.

Há sete anos que a Randstad analisa a perceção da população ativa em relação aos 150 maiores empregadores de 31 países diferentes no seu Employer Brand Research. Este ano, o inquérito online juntou centenas de milhares de respostas, entre as quais cerca de cinco mil em Portugal. As pessoas que responderam ao inquérito em solo nacional dividem-se entre a região de Lisboa (38%), o Norte (34%) e o Centro (18%).

Todas as respostas - que agora se refletem em conclusões concretas no estudo - são espelho das necessidades e desejos de uma força de trabalho em crescimento. Esta massa é constituída por indivíduos cujas prioridades mudam consoante o ano em que nasceram, contextos familiares e os seus sonhos. Mas, acima de tudo, todos querem o mesmo: ter um trabalho que os faça sentirem-se felizes.

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