Técnico de Lisboa vai dar curso avançado de negócios digitais com mil Bolsas Santander Tecnologia

As inscrições são feitas online no site do Santander, já abriram e terminam a 17 de dezembro. Só os 30 melhores chegarão ao fim.

Dinheiro Vivo
O curso vai ser "quase" presencial, isto é, as aulas serão online, mas síncronas. © António Pedro Santos / Lusa

O curso Digital Business Development, recém-criado na escola Técnico+ Formação Avançada do Instituto Superior Técnico (IST), visa ensinar ou pôr a praticar melhor quem até já têm alguma experiência as principais tecnologias e metodologias de desenvolvimento de negócios digitais. E o objetivo é fazê-lo sem custos para os alunos. É aí que entra o parceiro Santander Universidades, com as suas Bolsas Santander Tech / Digital Business Development que financia todos os que se inscrevam e passem os testes de admissão. As inscrições estão abertas até 17 de dezembro na plataforma dedicada às Bolsas Santander.

"O curso é aberto a pessoas de qualquer formação de base, não exige nenhuns conhecimentos tecnológicos em particular e muito menos informáticos ou na área digital", diz Miguel Mira da Silva, professor associado de Sistemas de Informação do IST, responsável pela Unidade de Investigação de Transferência Digital INOV INESC Inovação e coordenador do Curso Digital Business Development.

A este respeito sublinha também Cristina Dias Neves, diretora do mecenato do banco: "O Santander Universidades está atualmente focado em apoiar, não só os jovens universitários, mas também todas as pessoas que sintam necessidade de reforçar as suas competências profissionais para fazer face aos desafios na nova era digital".

Acerca das bolsas de tecnologia, dia a responsável que a relação da entidade que dirige é tão próxima com as Instituições de Ensino Superior (IES) que permite ao Santander Universidades ser um ator importante neste domínio. "É neste contexto que decidimos criar bolsas de estudo que vão contribuir para uma melhor integração e reintegração das pessoas no mercado de trabalho e assim, alargar o impacto das nossa atividade junto de outros públicos", concluiu.

A recente preocupação quer das IES, quer do Santander Universidades, tem sido a crescente necessidade de reskilling e upskilling dos licenciados ou mesmo daqueles que já estão no mercado de trabalho, face à rápida e contínua capacidade de adaptação que este exige.

No Digital Business Development, o que as pessoas vão aprender, explica o prof. Mira da Silva, são os fundamentos da transformação digital, cobrindo as principais competências na área da experiência do cliente, da gestão de operações e de modelos de negócio. "Depois, os módulos de tecnologias digitais cobrem, no fundo, uma introdução a páginas web, aplicações moveis, criação de vídeos, o marketing digital e análise de dados. E depois ainda temos cinco módulos da área de desenvolvimento de negócios: estamos a falar de temas como a colaboração remota, a gestão ágil de projetos, design thinking, business model canvas e lean startup."

Diz Miguel Mira da silva que estes são 10 temas muito atuais e que cobrem a quase totalidade dos conhecimentos necessários para criar um novo negócio digital, embora sublinhe que se trate de um curso introdutório e que e necessário continuar depois a aprofundar os conhecimentos.

Seja como for, diz o prof. que este curso vai aumentar os conhecimentos na área digital, quer ao nível de tecnologias, quer ao nível do desenvolvimento de negócios digitais e isso traduz-se por maior empregabilidade. "Porque hoje em dia já não se fala só do digital como trabalhando só no Departamento de Informática", especifica Miguel Mira da Silva. "Qualquer profissional, por exemplo, da área do marketing, hoje em dia, quase toda a gente tem de saber de Marketing Digital, porque quase não há outro marketing senão o digital", afirma.

E o mesmo se aplica a muitos outros empregos, continua, nomeadamente ao seu, enquanto professor. "Estamos a adotar, por exemplo, este ano letivo, no Técnico, tecnologias digitais extremamente inovadoras que eram impensáveis há meia dúzia de anos", revela par exemplificar o prof. Mira da Silva.

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