Aposta na música clássica para inaugurar ano letivo atípico

Universidade de Coimbra e Politécnico do Porto levam ao palco as suas orquestras clássicas na noite deste sábado, 10 de outubro

A Universidade de Coimbra e o Instituto Politécnico do Porto resolveram dar o pontapé de saída deste ano letivo, tornado diferente devido às restrições da pandemia de Covid-19, com concertos de música clássica. Os espetáculos, realizados com o apoio do programa Santander Universidades, vão ocorrer este sábado, 10 de outubro, às 21h30m, no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra, e no Coliseu do Porto Ageas, respetivamente.

Sob a direção do maestro, André Granjo, a Orquestra Académica da Universidade de Coimbra apresenta enSuite. Trata-se de "um concerto com três suites orquestrais que se revelam transversais à história da música, desde o renascimento até ao século XX", de acordo com a informação divulgada pela universidade. Joly Braga Santos, Peter Warlock e Edvard Grieg são os compositores das peças constantes no programa.

Segundo Joana Sayal, coordenadora da comissão organizadora da Orquestra Académica da UC (OAUC), e referindo-se as imposições acarretadas pela pandemia, este "vai ser um concerto desafiador, com todas as regras, mas vai ser bom retomar a atividade e manter a cultura, mesmo nestes tempos difíceis". Num artigo publicado no site da UC, Joana Sayal sublinhou o entusiasmo da orquestra, "não apenas por retomar a atividade, mas também para dar a conhecer o trabalho da OAUC e dar as boas-vindas aos novos estudantes da UC".

Os bilhetes para o concerto inaugural em Coimbra custam oito euros e podem ser comprados online.

A OAUC é uma orquestra sinfónica fundada em 2016, que é "composta por e para os elementos da comunidade universitária", refere-se na descrição do programa do espetáculo. Quer isto dizer que é "formada e organizada por estudantes e colaboradores da UC" e "proporciona um espaço de interpretação de música sinfónica portuguesa e do mundo".

Concerto do IPP no Coliseu "aberto a toda a comunidade"

Já o concerto da Orquestra Clássica do Politécnico do Porto, que acontecerá no mesmo dia e hora do de Coimbra só que no Coliseu do Porto, "está aberto a toda a comunidade", como sublinhou o professor Jorge Alexandre Costa, pró-presidente para a Cultura do Instituto Politécnico do Porto (IPP). "A entrada é gratuita e, devido às restrições impostas pela pandemia, o público será restringido a 550 pessoas no espaço do Coliseu do Porto Ageas", que tem capacidade para 4.000.

A Orquestra Clássica do Politécnico do Porto propõe-se a interpretar, neste concerto simultaneamente inaugural da sua temporada e do ano académico, "três obras musicais de exceção no panorama musical europeu", anunciou na apresentação do seu programa. Trata-se da Overture da ópera cómica de Mozart The Impresario (1796), de A Morte de Manfred, de Luiz de Freitas Branco, e a 7.ª Sinfonia, em Lá maior, op.92 de Beethoven, apelidada por Richard Wagner como uma "apoteose da dança". A direção da orquestra estará entregue ao maestro José Eduardo Gomes.

"É a primeira vez que se realiza um concerto de música clássica para inaugurar o ano letivo do IPP", salientou Jorge Alexandre Costa, avançando que a Orquestra Clássica do Politécnico do Porto teve a sua primeira apresentação em julho de 2019, na Casa da Música do Porto.

"A orquestra foi criada no ano passado e tem 37 elementos, todos ex-alunos da Escola Superior de Música do IPP", disse o professor Jorge Alexandre Costa que é, ele também, músico. Trata-se de uma orquestra semiprofissional, uma vez que não é escolar, mas também não é profissional, explica o professor. No entanto, todos os seus membros têm "uma formação instrumental, técnica e artística, comprovadamente sólida", que é um dos critérios exigidos para se ser parte da Orquestra Clássica do Politécnico do Porto.

"No fundo, com a orquestra, o objetivo foi criar uma plataforma para estes ex-alunos não caírem só no ensino, porque não há espaço suficiente no mercado da música", frisou o responsável do IPP pela Cultura.

Este sábado, na Cidade Invicta, vai ser possível à comunidade académica do IPP e a quem mais quiser testemunhar em primeira mão a mestria destes músicos no Coliseu do Porto.

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