Santander Universidades e MIT juntos para ensinar a transformação digital

As 100 bolsas de formação foram lançadas a 26 de abril e as candidaturas podem ser apresentadas online até 18 de junho

Acabam de ser lançadas, esta segunda-feira, 26 de abril, as novas Bolsas Santander Tecnologia | MIT Liderar a transformação digital, que pretendem apetrechar os estudantes e profissionais portugueses das ferramentas necessárias para enfrentarem a economia... digital. Com inscrições abertas até 18 de junho, à disposição dos interessados para esta preparação ou requalificação profissional estão 100 bolsas exclusivamente destinadas a Portugal. Trata-se de uma formação complementar muito necessária porque "o mundo mudou", sublinha Sofia Menezes Frère, diretora-geral do Santander Universidades.

"Está comprovado que a situação pandémica em que vivemos veio acelerar toda a transformação digital e não houve, no meu entender, um tempo de adequação", afirma a responsável do programa de mecenato universitário do Santander. "Portanto, estas bolsas ou estas formações acabam por ser uma necessidade que as pessoas sentem para responder aos desafios que estão em cima da mesa", conclui.

As Bolsas Santander Tecnologia | MIT Liderar a transformação digital oferecem a licenciados e profissionais portugueses de todos os setores a oportunidade de se qualificarem ou requalificarem para "liderarem a transformação digital nas suas empresas ou organizações", explica o Santander Universidades em comunicado.

Até meados de junho, os interessados poderão candidatar-se na plataforma de Bolsas Santander. Depois, passado todo o processo de seleção e notificação dos candidatos, no outono, ao longo de 40 horas de formação distribuídas por cinco semanas, estes bolsistas irão aprender - financiados pelo Santander Universidades e com recurso aos superiores conhecimentos técnicos do renomado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla inglesa) - o que de mais relevante existe na área das tecnologias digitais.

No dizer do Santander Universidades, esta bolsa "oferece uma introdução ao conhecimento das principais tecnologias digitais que estão a acelerar a economia e os negócios - inteligência artificial, blockchain, computação em nuvem, cibersegurança e internet - permitindo praticar e aperfeiçoar as capacidades interpessoais necessárias para dirigir este processo".

Com os conhecimentos obtidos com as Bolsas Santander Tecnologia | MIT saem beneficiados "tanto empregadores, como empregados", afirma Sofia Menezes Frère. "Esta é uma bolsa de tecnologia, no fundo, que visa complementar alguns conhecimentos que cada vez são mais necessários, quer para recém-licenciados, quer para pessoas mais velhas que têm de dar resposta à transformação das necessidades do próprio emprego", refere.

Aliás, as próprias profissões estão a mudar, afirma a responsável, citando o relatório de 2020 do Fórum Económico Mundial sobre "O Futuro dos Empregos". "Há um estudo feito em termos internacionais que refere que há uma percentagem muito grande de empregos que vão ficar obsoletos: dizem que cerca de 85 milhões de profissões vão ficar obsoletas nos próximos 5-7 anos e que irão nascer 97 milhões de novas funções. Não sei até que ponto isto não poderá estar um bocadinho exagerado, mas em termos de contexto há, de facto, aqui uma necessidade de realocação do conhecimento", diz Sofia Menes Frère.

Por isso, o programa das Bolsas Santander Tecnologia | MIT é "dirigido a profissionais de vários sectores, tais como gestores e potenciais gestores que pretendem otimizar o seu potencial no contexto da economia digital e contribuir para que as suas empresas e instituições tenham sucesso nos seus processos de transformação digital", explica o Santander Universidades.

Sofia Menezes Frère faz questão de salientar que estas bolsas se inserem num dos três eixos orientares da atuação do Santander Universidades: são os três "E" da educação, empregabilidade e empreendedorismo.

"O Santander Universidades basicamente tem três objetivos. Por um lado, potenciar a educação. Por outro lado, aumentar a empregabilidade não só dos jovens universitários como também de pessoas mais velhas - e é nesse contexto que estamos a fazer bolsas a que chamamos de reskilling ou de upskilling, tal como é esta; esta é um caso típico. E por outro lado, também, temos programas que visam potenciar o espírito empreendedor dos jovens e criar novos negócios", explica.

Ora as Bolsas Santander Tecnologia | MIT não apenas poderão conduzir ao acréscimo da empregabilidade, como também aumentam o nível de instrução, logo melhoram a preparação e educação das pessoas.

Até porque, nas palavras do Santander Universidades, "os participantes do curso aprendem a identificar os seus pontos fortes de liderança e a alavancar essa vantagem para a criatividade e inovação, assim como a gerir a diversidade multicultural dos ambientes corporativos em que vão operar, liderando a transformação digital da economia e da sociedade".

Por fim, Sofia Menezes Frère frisa que descobrir talento e deixá-lo bem visível perante o mercado empresarial é também uma das missões do Santander Universidades, faz parte do "espírito social" que o anima. Isto porque "não são muitas", diz, as pessoas que dominam estas novas tecnologias e profissões, nem aquelas que têm o chamado perfil STEM - sigla inglesa para designar ciência, tecnologia, engenharia e matemáticas.

É por todas estas razões que a diretora-geral do Santander Universidades diz ser expectável que haja "bastantes candidaturas" para as 100 bolsas agora lançadas, a avaliar pelo interesse e enorme adesão que têm tido todas as bolsas ligadas à tecnologia.

Sendo que as Bolsas Santander Tecnologia | MIT Liderar a transformação digital têm uma vantagem: ao contrário de outras bolsas lançadas em termos internacionais, estas são uma iniciativa criada pelo Santander Universidades Portugal e lançada apenas no nosso país, pelo que a concorrência não estará tão dificultada.

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