Catarina Ferreira foi a primeira entre os seus pares no prémio que procura os líderes do futuro

A 17ª edição do Primus Inter Pares chegou ao fim esta terça-feira, 28, e a única mulher a chegar aos finalistas saiu vencedora

Foi num fim de tarde ventoso, no romântico jardim do Museu de Arte Antiga, que Catarina Ferreira, 24 anos, licenciada e mestre em Gestão, conquistou o cobiçado 1º Prémio Primus Inter Pares 2021, vendo assim consagrada a sua especial capacidade de liderança. Na cerimónia de gala de atribuição dos troféus, que decorreu esta terça-feira, 28 de setembro, foram ainda anunciados os restantes quatro futuros jovens líderes de negócios. Àlvaro Samagaio e Miguel Leite, foram os outros dois talentos a distinguir-se e a subir ao pódio virtual, no 2º e 3º lugar, respetivamente. António Ventosa e Bernardo Falcão receberam ex aequo o 4º prémio.

"É uma sensação fantástica, especialmente tendo em conta o nível de talento que os meus colegas têm", disse no final Catarina Ferreira, com um sorriso rasgado no rosto que teimava em não desaparecer e numa altura em que já toda a gente tentava apreciar o cocktail, apesar do frio. "Honestamente foi inesperado. Não podia estar mais contente. É um reconhecimento incrível", rematou.

Com efeito, para chegar até aqui, Catarina Ferreira teve de se bater com os cerca de 100 candidatos que se inscreveram nesta edição do Primus Inter Pares. Candidatos que foram apreciados pelo júri do concurso, que é iniciativa conjunta do Banco Santander e do Expresso, e que por isso é composto por Pedro Castro e Almeida, presidente do Santander Portugal, Estela Barbot, conselheira sénior internacional da Roland Berger, Francisco Pinto Balsemão, Presidente do Conselho de Administração da Impresa (grupo detentor do Expresso), e Raquel Seabra, administradora da Sogrape. Falta apenas acrescentar Miguel Poiares Maduro, que chegou a ser ministro do Desenvolvimento Regional, mas que agora é professor universitário.

Com o 1º prémio, Catarina Ferreira pode escolher um MBA com as propinas pagas numa business school de prestígio nacional e internacional, que tanto pode ser o IESE, em Barcelona, a IE Business School, em Madrid, o Lisbon MBA (da Católica ou da Nova SBE), o ISCTE, o ISEG e a Porto Business School. Os 4º e 5º classificados recebem um curso de pós-graduação.
"Sinto-me super-feliz e, ao ter a oportunidade de fazer um MBA, ainda mais feliz fico por poder voltar a estudar, que é uma coisa que eu adoro, e melhorar ainda cada vez mais as minhas competências", disse a jovem gestora.

Catarina Ferreira não consegue ainda ver com clareza o que o futuro lhe trará. Sabe apenas que está satisfeita com o recente emprego em marketing no setor da banca e que gostaria de ter um período de passagem pela banca. Nem sequer tem bem a certeza se mais facilmente se veria numa amanhã mais ou menos longínquo como detentora de um empresa sua ou como CEO de uma multinacional.

"Podia ver-me à frente de uma grande empresa, mas tinha de ser uma que tivesse um excelente impacto em termos sociais e ambientais", respondeu a jovem gestora que conta já no seu currículo com voluntariados na Jamaica, a ajudar pequenos empreendedores a desenvolverem os seus negócios, e em Madagáscar, na área da biologia marinha, a salvar tartarugas . "Se fosse uma grande empresa, mas à custa do planeta não quereria estar associada. Mas sim, se fosse uma grande empresa, em que eu sentisse que conseguia ter grande impacto no mundo, aí gostaria muito", concluiu Catarina Ferreira.

Os outros lugares do pódio

Para Álvaro Samagaio, de 24 anos, licenciado e mestre em Engenharia Biomédica, o 2º Prémio Primus Inter Pares constitui "epítome do que pode ser uma formação na área de negócios" e vai complementar perfeitamente a sua formação técnica. Até porque assim, ao combinar as duas vertentes e poder concretizar um sonho seu: abrir uma startup tecnológica.

Quando o fizer, "gostaria de trabalhar em alguma coisa que estivesse ligada à Inteligência Artificial, mas com algum impacto social, quer fosse na sustentabilidade, por exemplo, ou na desinformação - algo que ajude a combater a desinformação, agora tão presente na nossa sociedade", concluiu.

Para já Álvaro Samagaio está a trabalhar numa consultora, a LTP Labs. "É uma consultora um bocadinho diferente das tradicionais, porque se alia exatamente em ciência de dados e em Inteligência Artificial, portanto, acabo por aprender também esta dualidade", explicou. Por isso, o jovem engenheiro vai, para já manter-se onde está e fazer o MBA que conquistou só daqui a alguns anos.

Miguel Leite, de 25 anos, licenciado e mestre em Engenharia Mecânica foi o 3º classificado e teve também direito a um MBA. Este prémio "representa uma oportunidade que poderei agora ter no futuro de fazer um MBA e de dar um passo à frente na minha carreira profissional, porque um MBA acaba por me dar competência de Gestão e as soft skills que eu, em Engenharia, acabo por ter menos, e, portanto, acaba por me abrir um pouco mais ao mundo global", comentou.

Nos planos deste futuro líder está fazer o MBA daqui a dois ou três anos. "Depois ambiciono vir a ter uma carreira durante um curto espaço de tempo no estrangeiro, para depois voltar com o conhecimento que adquiri fora para o aplicar aqui na nossa indústria e ajudar as nossas empresas a crescer", revelou Miguel Leite.

E pretende fazê-lo na industrial, na vertente mais virada para a energia, onde já trabalho hoje em dia, ou mesmo a área de consultoria. Isto, quando tiver "know-how suficiente para voltar e ser um valor acrescentado para a nossa sociedade".

"Eu hoje em dia trabalho em energias renováveis, numa empresa que desenvolve e investe em projetos de energias renováveis e, portanto, o meu know-how já permite também dar um pouco da sustentabilidade ao nosso país através de um crescimento económico que possa trazer coisas positivas à nossa sociedade. E o MBA vai-me dar os conhecimentos de gestão para fazer isso", explicou, concluindo, Miguel Leite.

Álvaro Samagaio e Miguel Leite podem escolher, respetivamente, qualquer um dos MBA que sobrem depois de Catarina Ferreira ter feito a sua opção.

Já António Ventosa, de 24 anos e mestre em Finanças, e Bernardo Falcão, de 25, licenciado em Gestão e tambem mestre em Finanças, ficaram ambos em 4º lugar, o que lhes dá direito a um curso de pós-graduação, inteiramente financiado pelo Santander Universidades.

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