"Este foi o ano em que nós alargámos o âmbito e o alcance do nosso programa de educação"

Inês Oom de Sousa, administradora do Santander e da nova fundação, em 2022 terá, com a conjugação das duas instituições, 22,5 milhões de euros para educação e outros fins

Mais um ano terminado, é tempo de fazer contas. 2021 foi um ano pandémico, difícil. Ainda assim, para o Santander Universidades, o programa de mecenato do banco dedicado à educação, o saldo foi positivo, segundo os cálculos da administradora Inês Oom de Sousa. Mesmo com todos os obstáculos impostos pela pandemia no terreno, "este foi o ano em que nós alargámos um bocadinho o âmbito e o alcance do nosso programa de educação", disse a administradora do Santander Portugal, antes de fazer um sucinto balanço de 2021.

"Passaram a existir bolsas abertas a todas as pessoas e não apenas a estudantes e tivemos, sobretudo, também muitos programas focados no upskilling e reskilling para responder às novas exigências do mercado", sublinha Inês Oom de Sousa, como um dos grandes marcos do ano.

De seguida, antes de se lançar no balanço, a administradora frisa de novo os três "E" que definem o programa do Santander Universidades: Educação, Empreendedorismo e Empregabilidade.

"Na educação destaco que, para além das bolsas todas que lançámos, devido à pandemia reforçámos também todo o nosso apoio aos estudantes com maior dificuldades económicas e lançámos o programa Santander Futuro e atribuímos cerca de mil bolsas", resumiu. Importa aqui esclarecer que estas mil bolsas foram apenas as do Santander Futuro, as tais de 500 e 1.000 euros atribuídas como complemento financeiro a estudantes que delas necessitaram.

Na empregabilidade, disse Inês Oom de Sousa que a aposta para a qualificação e requalificação das pessoas e que todos os programas foram alargados para desenvolver as competências mais valorizadas no mercado de trabalho, como as digitais e os idiomas, por exemplo.

No empreendedorismo, a administradora salientou iniciativas como a European Innovation Academy - "que teve a maior participação de sempre de estudantes portugueses: mais de 170", sublinhou" - ou o Data Challenge Santander, que pôs estudantes à procura se soluções para gerir e aproveitar dados informáticos; na área do empreendedorismo social o destaque foi para o Santander Inspira-te, que ensina e incita jovens a criarem projetos de voluntariado, e o Santander Impacto, que dá prémios a projetos com impacto social.

"Portanto, mudámos um bocadinho o âmbito, passámos a apoiar não só os estudantes, mas todas as pessoas e todos os nossos clientes ao longo do seu ciclo de vida e acelerámos: vamos ter aqui um programa bastante mais profundo nos próximos anos para apoiar, de facto, a educação em Portugal", concluiu Inês Oom de Sousa já com os olhos postos em 2022.

Isto porque para este ano, com os 5,2 milhões de euros do orçamento do Santander Universidades que se mantêm, conjugam-se os 22,5 milhões de euros da dotação inicial da Fundação Santander Portugal recém-criada e também votada à educação, entre outros fins, e cuja presidência foi também entregue a Inês Oom de Sousa. Daí dizer a responsável que o programa se vai tornar "mais profundo nos próximos anos".

No final, Inês Oom de Sousa tinha algumas mensagens que quis deixar a cada um dos atores universitários à despedida de 2021.

"Para os estudantes, que vão ser os nossos líderes amanhã e que vão desempenhar aqui um papel catalisador neste mundo de constante mudança em que nós vivemos e acho que eles têm de ser de facto os líderes desta transição e têm de se preparar o melhor possível", disse a responsável.

Dirigindo-se aos professores, Inês Oom de Sousa afirmou que eles "são sempre uma chave na capacitação dos estudantes, não só em termos de competências, mas também em termos de atitude e valores".

Obviamente houve também uma palavra para os investigadores, "que terão de continuar, com todo o apoio, no desenvolvimento de novas tecnologias, os novos modelos produtivos que nós temos, de facto, que os adaptar a esta nova mudança, mas também com uma grande articulação e, cada vez mais crescente, com as empresas". "Portanto, esta capacidade de trabalhar em conjunto, academia-empresas, também vai fazer aqui a diferença no futuro", disse.

À despedida, fica a convicção de Inês Oom de Sousa da importância da educação para a evolução do país. "As universidades vão continuar a ter aqui um pilar estratégico em Portugal, a educação continua a ser um dos principais pilares no crescimento da economia e é aqui que nós vamos querer fazer a diferença", afirmou.

A nova Fundação Santander: "O que [o banco] quer é ajudar o país a avançar"

Lançada no passado dia 22 de novembro, a Fundação Santander Portugal vai laborar assente sobre quatro pilares: "a educação, a empregabilidade, o ambiente e o social - e queremos, obviamente, contribuir para que Portugal tenha um desenvolvimento sustentável, inclusive" explicou Inês Oom de Sousa, a administradora que assumiu também a presidência desta instituição.

Quer isto dizer, admitiu a responsável, que o Santander Universidades vai passar a funcionar no âmbito da fundação. Embora a atuação da fundação vá ser muito mais vasta e profunda.

"O grande foco, na fundação, vai ser sobretudo no que respeita à educação, com novos programas, e garantir o nosso apoio para termos uma sociedade mais inclusiva e contribuir para o desenvolvimento económico e de Portugal", reafirmou.

"Aquilo que nós queremos, com esta fundação, é criar os mecanismos para a qualificação e requalificação das pessoas, contribuir para um programa educativo muito mais completo e ajudar o país a avançar e garantir que ninguém vai ficar para trás", concluiu Inês Oom de Sousa.

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