"Não deixem cair a criatividade nem a capacidade de inovação"

Diretora-geral do Santander Universidades acredita que a pandemia não pode impedir o investimento no futuro por parte dos jovens e que a partir do segundo semestre de 2021 a vida vai regressar à normalidade, com algumas limitações.

A Responsável pela Área das Universidades do Santander Portugal, Sofia Menezes Frère fala das suas expectativas para o programa que dirige no ano de 2021. Nos planos do Santander Universidades está fazer mais e melhor com o seu orçamento de 5,5 milhões de euros. E isso incluirá o regresso da European Innovation Academy a Portugal, depois da interrupção imposta pela pandemia, um acréscimo do número de bolsas oferecidas e a continuação dos incentivos à procura de respostas para crise pandémica. Aos jovens, deixa o apelo a que invistam na formação, no conhecimento e no constante desenvolvimento das suas capacidades e aptidões.

A situação pandémica vai prolongar-se em 2021. As Bolsas Santander, muitas delas de mobilidade, são uma das vertentes fortes das parcerias Santander Universidades Instituições do Ensino Superior (IES). O que se pode esperar nesta área par 2021?

Todos os anos temos vindo a reforçar e a lançar novas bolsas - no ano passado lançámos as Bolsas Santander Futuro, para alunos com dificuldades financeiras -, pois um dos nossos aspetos cruciais é criar oportunidades de acesso ao ensino superior.

Em 2021 pretendemos aumentar o número destas bolsas - passar, talvez, das 800 para cerca de 1400 -, mas também vamos tentar promover as tais bolsas de mobilidade, que no ano de 2020 não foram, como costumamos dizer, executadas na sua plenitude por causa da pandemia. Mas acreditamos que, particularmente a partir do segundo semestre, poderemos ter essas bolsas em prática.

Dos três principais eixos de atuação do Santander Universidades, além da educação que é onde mais investimos, temos também o empreendedorismo universitário e a empregabilidade dos jovens. Portanto, muitas das bolsas que nós pretendemos lançar para o próximo ano têm a ver com o reforço de competências para adequar os alunos ao mercado de trabalho cada vez mais dinâmico.

Numa entrevista recente mencionou o regresso da European Innovation Academy, que por norma ocorre no início do verão. Considera mesmo real essa perspetiva face à crise pandémica?

Eu continuo a acreditar no regresso da European Innovation Academy (EIA) porque acho que nessa altura já teremos um contexto mais favorável à realização de eventos. A evolução do processo de vacinação, que é um dado muito relevante, e como temos muito estrangeiros oriundos de países onde o processo já vai estar bastante avançado nessa altura, acho que vamos conseguir fazer o evento, ainda com algumas medidas de precaução, eventualmente.

As universidades norte-americanas, que representam cerca de 35% dos alunos, já confirmaram a participação e a maioria dos mentores internacionais também. Portanto, está incorporado que o evento será para se fazer, naturalmente com algumas restrições.

Este ano o Santander Universidades reagiu muito rapidamente para responder à pandemia. Para o ano, com mais tempo e planeamento, que tipo de medidas pensa o programa desenvolver para fazer à situação?

Por um lado, nós continuamos a pensar em lançar mais programas para ajudar os estudantes a continuarem os seus estudos. Portanto, vamos reforçar as Bolsas Santander Futuro que, inequivocamente, vão ser um foco muito grande. Vamos promover programas também para que as IES e as suas comunidades consolidem os avanços que fizeram em termos de transformação digital durante a pandemia e soluções estruturais que possam continuar a ser relevantes mesmo em ambiente não-Covid.

Vamos preparar, no fundo, os alunos para os novos desafios que vão estar em cima da mesa e, portanto, bolsas que lhes deem competências complementares àquelas que eles já têm.

Há algumas outras novidades que queira anunciar já para 2021?

Há. Como referi, nós estamos muito preocupados com a questão da empregabilidade dos jovens e, portanto, vamos necessariamente lançar algumas bolsas que promovam que o re-skilling, quer o up-skilling; vamos fazer programas de inovação e de empreendedorismo; também programas de voluntariado e apoio social.

Uma das coisas que é importante pensarmos é que os programas de voluntariado têm também uma quota-parte de empreendedorismo, portanto, é muito importante para os alunos. É, de facto, aqui também uma maneira de testar ideias e pô-las em prática.

Quanto é que o Santander Universidades vai investir em 2021 no seu mecenato universitário?

A ideia é otimizar em termos de impacto social os cerca de 5,5 milhões de euros, mais ou menos, que já atribuímos para 2020 e que deverá rondar mais ou menos o mesmo montante para 2021. E queremos, de facto, que o nosso investimento na educação seja uma valia para os alunos e, naturalmente para as próprias instituições.

Que mensagem gostaria de deixar aos diversos atores universitários (estudantes, docentes, investigadores, etc.) para 2021?

Eu acho que todos nós entraremos em 2021 com uma grande esperança, não só de ter um bom ano novo, mas com o desejo de voltar a uma vida normal.

Considerando que a economia está em plena mutação, que há uma alteração no modo como se executa as funções, como se trabalha, temos de ter os jovens portugueses preparados para a competitividade. E quando eu falo em competitividade, é tanto nacional, como internacional, porque hoje em dia temos várias pessoas a trabalhar fora do país, remotamente. Portanto, cada vez há mais essa internacionalização e, portanto, eles têm de ter um processo de aprendizagem ao longo da vida. Por isso, investir em bolsas, investir em conhecimento é aquilo que a meu ver faz todo o sentido.

Consequentemente, eu recomendo que os alunos consultem os nossos sites do Santander Universidades e das Bolsas Santander para acederem às múltiplas plataformas especializadas para que possam ver os programas que nós estamos a lançar, quer de empreendedorismo, de empregabilidade, quer de formação, quer de mobilidade académica. Há um bocadinho de tudo.

Enquanto instituição, acho que é importante promover o relacionamento com as IES - nós temos vindo cada vez mais a estar mais próximos, a ter uma abertura e um diálogo, uma flexibilidade - e toda a proatividade dos parceiros é sempre bem-vinda.

E, por último, uma indicação em que eu verdadeiramente acredito e que é mais dirigida aos jovens: mesmo em momentos mais adversos, não deixem cair a criatividade nem a capacidade de inovação, porque isso fá-los avançar, isso dá valor a eles próprios.

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