"Nova" Universidade Lusíada do Porto abre portas para testes já na próxima segunda-feira, 13

Com o início das aulas marcado para o dia 20, o moderno e tecnologicamente avançado edifício da nova Lusíada do Porto tem uma semana para testar se está tudo a postos para receber os seus alunos.

Na segunda-feira, 13 de setembro, o novo edifício da Universidade Lusíada do Porto, situado na Rua de Moçambique, em Aldoar, não muito longe da célebre Avenida da Boavista, abre as suas portas "sem quaisquer restrições a todos os que queiram entrar, visitá-lo e conhecê-lo". O anúncio parte de João Redondo, chanceler da instituição, na mesma altura em que revelou que nesse mesmo dia professores, investigadores e demais colaboradores mudam-se de armas e bagagens para o novo edifício para, juntamente com uma miríade de técnicos, lançarem uma semana de testes que vão pôr à prova a "nova" Lusíada.

Depois de mais e 30 anos instalada na Cidade Invicta num edifício arrendado à Santa Casa da Misericórdia, a Lusíada do Porto realiza em 2021 o sonho de ter instalações próprias. Contando com o financiamento do Santander para a construção, o edifício tem uma área total aproximada de 17 mil m² e inclui seis anfiteatros, uma aula magna, com capacidade para mais de 300 pessoas, um auditório com 200 lugares e mais quatro de 100 lugares para aulas teóricas, além de de cerca de 30 salas de aulas convencionais.

"A universidade está apenas a criar um novo figurino no seu funcionamento e instalações com outras condições: umas instalações modernas, uma arquitetura arrojada, da autoria de um diplomado da casa, que é o arquiteto José Godinho, pensadas para aquilo a que se destinam, com todos os requisitos correspondentes à eficiência energética, às novas tecnologias", disse o prof. João Redondo.

O chanceler admitiu que muitas dessas novas tecnologias foram já inspiradas pelas necessidades que o confinamento imposto pela pandemia veio exigir e que são tornaram agora a situação normal do funcionamento da maioria das instituições de ensino, designadamente tudo aquilo que tem a ver com toda a tecnologia virtual da possibilidade de ensino remoto, com a possibilidade de assistência quer presencial, quer virtual, com todas as acessibilidades do ponto de vista da informática devidamente incrementadas.

Depois, por todo o edifício há espaços multiúsos, abertos, para que os estudantes das várias áreas se possam encontrar, trabalhar e estudar em conjunto. E há ainda "uma biblioteca com uma arquitetura, do meu ponto de vista, absolutamente fantástica", salienta o prof. João Redondo, "com três pisos diferenciados e que permite também espalhar por ali vários ambientes de trabalho dentro da própria biblioteca. E há espaços de lazer e de convívio também muito interessantes, com um boa cantina e um bom bar, que também fazem parte daquilo que devem ser as instalações universitárias", concluiu o chanceler.

Embora o novo edifício da Lusíada do Porto tenha capacidade para mais alunos - poderia passar dos atuais quase 2 000 para perto dos 2 700 -, João Redondo garante que nunca foi essa a intenção. "O objetivo das novas instalações não foi albergar mais alunos, foi acolher melhor os que já temos, com melhores condições de trabalho, ao nível de recursos de estudo, mais virados para o futuro do que para o passado, tornar o ensino mais atrativo e com melhor qualidade de vida dentro das instalações da universidade", disse João Redondo.

O chanceler da Lusíada sublinhou que sublinhou que o novo edifício "tem todas as condições logísticas, físicas, acústicas, térmicas que garantem um conforto, uma comodidade e um desejo de permanecer dentro da universidade a trabalhar e a estudar".

"Foi tudo muito pensado, até do ponto de vista filosófico, com o centro do conhecimento, que é a biblioteca, na zona central das instalações e depois uma ala para os auditórios e uma ala para as salas de aula... Dentro da universidade circula-se por dentro, de uma ponta à outra, pode-se ir a qualquer sítio sem ter necessidade de ir ao exterior", comenta com visível orgulho o chanceler. "E com uma particularidade: é que, desde que o sol nasce até que o sol se põe, não precisamos de luzes acesas porque o jogo de luz que universidade tem, pelo conceito que tem a sua construção, permite ter toda a universidade sem luzes acesas, mesmo no Porto, com aqueles dias cinzentos".

Este ano a oferta educativa da Universidade Lusíada Porto vai manter-se inalterada, mas no futuro a situação pode mudar. "Estas novas instalações permitem ir mais longe, em vários domínios, designadamente no campo das tecnologias", avançou João Redondo. "Mas a alteração da oferta educativa tem exigências às quais que não se responde de um ano para o outro: é preciso fazer planos de atividades, fazer planos de lançamento de novos cursos, acreditá-los na agência para que possam funcionar e tudo isso são processos demorados."

Na calha está pelo menos um reforço da área da investigação científica, com um aumento significativa dos gabinetes, laboratórios e centros alocados a esses trabalhos. O objetivo é alocar à Universidade Lusíada, avança o seu chanceler, um conjunto de investigadores e de professores-investigadores que possam enquadrar-se no domínio daquilo a que chama o conceito do "professor de carreira, que é um professor que está na universidade e que investiga e ensina".

Outra das vertentes que vai ser aprofundada no futuro é no âmbito da transferência do conhecimento para a sociedade civil por meio de uma maior conexão entre a universidade as empresas, como aliás já acontece, afiança o chanceler da Lusíada, com a Lusíada de Vila Nova de Famalicão.

"Na extensão da Universidade Lusíada do Norte, em Famalicão, há uma ligação muito íntima ao tecido empresarial e muitos projetos são desenvolvidos em cooperação com as associações empresarias e com as próprias empresas, designadamente no domínio do desenvolvimento tecnológico, da reciclagem dos equipamentos tecnológicos, do aproveitamento dos equipamentos tecnológicos que deixam de estar em funcionamento para serem adequados a outras funções, da formação do próprio pessoal técnico dessas empresas", revelou João Redondo.

"Já muito trabalho desenvolvido que tem de ser ainda mais intenso com as empresas, quer ao nível daquilo que se pretende no desenvolvimento tecnológico, quer ao nível de estágios, de inserção na vida ativa por parte dos diplomados na universidade e no desenvolvimento de formação ao longo da vida para os diplomados", disse o chanceler.

Mas sem querer (ou poder) revelar mais, o prof. João Redondo referiu que a Universidade Lusíada vai em breve passar por uma reconfiguração do seu modelo orgânico que levará a que todos os projetos que sejam desenvolvidos numa das suas instituições - em Lisboa, no Porto ou em Famalicão - "passem a ter expressão nacional e, portanto, aproveitem a toda a comunidade nacional e não apenas à comunidade regional".

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