Novo acordo dá à U.Coimbra mais meios para luta contra a pandemia

Além dos 400 mil euros para o combate à pandemia, parceria com o Santander reforça outras bolsas e programas de apoio

É uma parceria que espelha os tempos que correm. O novo convénio firmado entre a Universidade de Coimbra e o Santander Universidades traz, a par do reforço das bolsas e programas já existentes, a novidade de um pacote de medidas de combate à Convid-19 no valor de 400 mil euros. O acordo foi assinado esta quarta-feira, na Sala do Senado da universidade, numa cerimónia em que estiveram presentes o reitor da instituição, Amílcar Falcão, e a responsável pela área das Universidades do Banco Santander, Sofia Menezes Frère.

A luta desta instituição de ensino contra a Covid-19 já está em curso praticamente desde o seu início. “A Universidade de Coimbra tem um laboratório de análises que tem vindo a fazer a despistagem do Covid-19 aqui em Coimbra, e na Região Centro até, apoiando a administração Regional de Saúde”, avançou o reitor, Amílcar Falcão. “Nessa área o Santander apostou e ajudou-nos a criar as condições laboratoriais para podermos fazer essa despistagem, esses testes ao Covid”, explicou.

Agora, com o novo acordo, entre as várias medidas a apoiar está a realização de um concurso de projetos de investigação para o que virá depois. “Apostámos já na criação de umas bolsas, a que chamamos bolsas-semente, de projetos de investigação para o pós-Covid, já a prever o que pode acontecer após esta pandemia”, disse Amílcar Falcão.

Para o responsável, “estas bolsas são muito relevantes porque encaixam em áreas definidas pela universidade e que, portanto, irão ser preparatórias daquilo que serão projetos a lançar na fase pós-Covid”. E a "preparação dessa fase é muito importante para a estratégia da universidade", garante o responsável.

Embora não consiga prever o futuro, Amílcar Falcão acredita que o que estamos a viver vai implicar alterações a nível económico, social e até geopolítico, que “são matérias de estudo”. E “como universidade que produz conhecimento, temos de estar preparados para podermos ajudar a sociedade, transmitir e partilhar o conhecimento – e temos de o fazer antecipando também alguns cenários”, explicou.

Outra vertente do apoio previsto no acordo, ainda em contexto Covid, são bolsas diretas a estudantes em situação de emergência. “Antecipamos dificuldades económicas dos estudantes, eventualmente o aumento do abandono escolar. E o outro eixo de apoio nesta questão do Covid por parte do Santander é a atribuição de bolsas as estudantes para os apoiar e para tentar que tenham condições para continuarem a estudar, neste caso na Universidade de Coimbra”, revelou o reitor.

Além do reforço das bolsas (de estudo, investigação e mobilidade) e dos programas de empreendedorismo – como o Explorer, a Académica Start-UC e o Arrisca C – que já antes integravam a parceria com o banco, o novo acordo marca também a adesão da U.Coimbra às Bolsa Sociais Santander Futuro. São 200 mil euros que ficam assim dedicados à equidade no acesso dos alunos à universidade e à sua permanência e êxito nos estudos.

Segundo Amílcar Falcão, este apoio tanto pode ser às propinas, como à inclusão social, ou informático. “Há muitas áreas onde nós podemos aplicar este tipo de bolsas, que para nós são importantes, porque promovem a igualdade de oportunidades e é isso que nós queremos que aconteça”, disse Amílcar Falcão.

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