O mecenato Santander adaptou-se, inovou e dedicou milhões ao combate à Covid-19

Além do incentivo a projetos de resposta à pandemia e do reforço dos apoios sociais e ao voluntariado, o Santander Universidades atribuiu este ano mais de 2.000 bolsas em Portugal.

2020 termina e fica, para todos, sociedade civil e empresarial, marcado pela pandemia de Covid-19. Para o Santander Universidades, programa que representa o mecenato universitário deste banco, o perigo de contágio e o obrigatório confinamento impediram parte das atividades e medidas previstas, mas foram também inspiração e motor de inovação. Mais de três milhões de euros de apoios foram redirecionados para o combate à pandemia. E, mesmo assim, ainda houve espaço e meios para os prémios e atividades que já há anos o Santander vem apoiando. E tudo isto foi tendo eco, como já vem acontecendo nos últimos quatro anos, nas páginas e site do Dinheiro Vivo, bem como na TSF desde 2019.

Quando em julho teve início a rubrica Campus Santander - com as muitas semanas de atraso a que a pandemia obrigou -, já o Santander Universidades andava há mais de três meses a apoiar Iniciativas das Instituições do Ensino Superior (IES) que visassem minorar a crise pandémica.

Produção de equipamentos de proteção e diagnóstico, apoio à criação de projetos com soluções para os efeitos da doença no terreno - como o isolamento ou a esterilização -, reforço dos incentivos a ideias de voluntariado com respostas sociais à Covid-19 e dos auxílios a estudantes que viveram reveses na sua situação financeira, ou na das famílias. Com rápido poder de reação, logo a partir de março/abril, o Santander Universidades soube canalizar os apoios prestados às mais de 50 Instituições do Ensino Superior (IES) suas parceiras em Portugal para a luta contra os efeitos da Covid-19.

"Em tempos de pandemia, o Grupo Santander doou mais de 100 milhões de euros a iniciativas ligadas ao Covid-19. Só em Portugal, o apoio atingiu 3,2 milhões de euros, sendo que dois milhões foram para iniciativas de apoio aos estudantes e famílias portuguesas que se encontravam em situação de emergência económica", afirmou Sofia Menezes Frère, responsável pela Área das Universidades do Santander, na sua mensagem de inauguração da rubrica Campus Santander deste ano no Dinheiro Vivo.

Logo nas primeiras semanas, por acordo mútuo, o Instituto Superior Técnico transformou o mecenato do banco em combate ao coronavírus. Durante vários meses, estudantes, docentes e investigadores produziram zaragatoas e analisaram amostras de Covid-19, com jornadas de longas horas e grande risco pessoal. E, noutro exemplo, com a renovação da parceria com a Universidade de Coimbra, além do reforço das bolsas e programas de apoio já existentes, foram alocados 400 mil euros para o combate à pandemia.

Nestes se incluiu, por exemplo, o Apoio Social Pontual criado para prestar auxílio aos estudantes da U.Coimbra .em dificuldades socioeconómicas, agravadas pelo atual contexto pandémico. O objetivo foi combater o abandono dos estudos pelo facto de os estudantes não poderem pagar as propinas ou por verem o seu desempenho académico afetado pela falta de estabilidade que as dificuldades financeiras sempre acarretam.

Além disso, com os fundos Santander Universidades, a U.Coimbra adaptou um laboratório de análises para fazer a despistagem do Covid-19 e lançou um concurso de projetos de investigação para o que virá depois. "Apostámos já na criação de umas bolsas a que chamamos bolsas-semente, de projetos de investigação para o pós-Covid, já a prever o que pode acontecer após esta pandemia", disse na altura o reitor Amílcar Falcão.

Os Prémios Uni.Covid-19 foram outra criação logo dos primeiros tempos da crise pandémica, visando instigar e apoiar projetos universitários com soluções para a minorar. Premiados com este "galardão dedicado" foram 14 projetos, de entre 335 candidatos. Mas o grande vencedor foi o Zelar@CB do Politécnico de Castelo Branco, que com recurso às novas tecnologias criou um dispositivo que monitoriza indicadores relacionados com as atividades diárias dos idosos e lança um alerta caso detete alguma alteração relevante ou acidente.

Os Prémios Uni.Covid-19 acabariam, aliás, por se assumir como substitutos dos Prémios de Voluntariado Universitário, que este ano não puderam realizar-se e dado que a grande maioria deles, senão todos, implicam o envolvimento de voluntários universitários. Por isso, os 14 projetos premiados foram distinguidos na véspera o Dia Internacional do Voluntariado, altura em que foi também lançado o U.Porto-Santander Inspira-te, que a partir de abril de 2021 começará a ensinar a desenvolver projetos universitários com impacto social.

O voluntariado universitário é, de resto, uma das vertentes mais apoiadas pelo Santander Universidades. Este ano, os fundos deste programa de mecenato foram usados, por exemplo, para reforçar fortemente o voluntariado de Natal das IES suas parceiras.

A inovação que a Covid-19 trouxe

Os Prémios Uni.Covid-19 foram apenas mais uma das iniciativas criadas pelo Santander Universidades nesta pandemia. "Desde o início de março, fizemos um programa de emergência para reforçar as capacidades destas instituições [do ensino superior] na resposta assistida a esta crise", explicou Sofia Menezes Frère. A esta espécie de bolsas de emergência, ainda se juntaram, por exemplo, os auxílios à aquisição de equipamentos informáticos, em que muitas universidades usaram fundos Santander, de modo a permitir ou facilitar as aulas à distância

Outras ideias inovadoras relacionadas com a pandemia foram sendo desenvolvidas usando meios do Santander Universidades já há muito instituídos. Por exemplo, o projeto Com@Rehab, que reuniu as competências de três faculdades da Universidade Nova, arrebatou (ainda que ex aequo com um outro) o Prémio de Investigação Colaborativa Santander-Nova 2020. O Com@Rehab propõe uma reabilitação interativa, em que paciente e máquina (e, consequentemente, terapeuta) mantêm uma comunicação permanente e facilitada.

Veja aqui como funciona o Zelar@CB, apresentado pelos próprios criadores.

Já o Go No Go, ao propor uma solução rápida e eficaz para a esterilização dos tapetes rolantes das caixas de supermercado, conseguiu sagrar-se Best E.Project (ou seja, melhor projeto de empreendedorismo) 2020 nos E.Awards@Técnico, que existem desde 2018 para distinguir os melhores projetos desenvolvidos na área do empreendedorismo por alunos do Instituto Superior Técnico (IST).

E em mais um exemplo de empreendedorismo e criatividade espoletados pela Covid-19 surgiu a Stamply Box, uma caixa estanque e inteligente, capaz de conservar os alimentos perecíveis na melhor das condições e protegê-los de contaminações, criada por uma start-up de jovens portugueses, que viria a conquistar o Concurso Santander X Tomorrow Challenge.

Aliás, o empreendedorismo, a par da educação e da empregabilidade dos jovens - também designados como os três "E" - são os três pilares de sustentação do Santander Universidades. Por isso é que, apesar dos obstáculos trazidos pela pandemia, foi dada continuidade a projetos como o Pool de Talentos FEP, que este ano letivo concretizou a sua 10ª edição, e o Poliempreende, que atirou a final deste ano para o verão de 2021.

Nem tão pouco impediu, a Covid-19, o começo de projetos considerados inovadores e urgentes. Foi o caso do lançamento da 42 Lisboa, a mais revolucionária escola de programação, por alguns considerada a Nº 1 do mundo, que foi inaugurada em outubro. Como se disse, na altura, trata-se de uma escola que forma profissionais de que o mercado muito precisa: exímios programadores. E fá-lo de forma inédita e gratuita no espaço de 3,5 anos, em média.

Veja aqui como foi a inauguração da 42 Lisboa.

Além disso, o Santander Universidades, com os olhos postos no futuro e lançando mão da vasta rede de programas congéneres existentes nos Bancos Santander de outros países, realizou um inquérito internacional a mais de 700 reitores de universidades de 90 países sobre o impacto da Covid-19 nas universidades do mundo inteiro. Conclusão: tal impacto será pesado e duradouro.

Mais de 2.000 bolsas

Ao longo do ano, apesar das dificuldades, a atribuição de novas Bolsas Santander nunca foi suspensa. Em 2020 foram atribuídas 2.066 Bolsas Santander, das quais 1.113 são de cariz exclusivamente nacional, ascendendo (estas últimas) a cerca de 800 mil euros.

Bolsas Santander Futuro, criadas em 2019 para apoiar universitários com dificuldades económicas e que podem atingir os mil euros, este ano foram 790 atribuídas em 28 universidades e institutos. Entretanto, a diretora-geral do Santander Universidades já fez saber que em 2021 estas bolsas são para manter e reforçar, tendo planeado atribuir cerca de 1.400.

Mesmo as Bolsas de Mobilidade, com todas as dificuldades e impedimentos às viagens e intercâmbios, não deixaram de se realizar este ano. Ainda que com muitas limitações, ao longo de 2020 foram atribuídas 315 bolsas de mobilidade Santander em Portugal.

Por isso, quando o ano letivo recomeçou em setembro, depois de passado o momento de maior confinamento da primeira vaga pandémica, muitas das IES parceiras do Santander Universidades recomeçaram a enviar os seus estudantes para fora e a receber os seus alunos de intercâmbio. Foi o caso, por exemplo, do Instituto Politécnico de Setúbal, que recebeu 29 novos estudantes estrangeiros no primeiro semestre de 2020/2021 ao abrigo dos programas Erasmus+ e Santander/Cooperação Bilateral com o Brasil.

A forte aposta na mobilidade por parte do Santander Universidades, mesmo em ano Covid-19, tem uma razão de ser. "Hoje em dia, num mundo cada vez mais global e imprevisível, é muito importante que os jovens consigam sentir-se bem trabalhando e tendo intercâmbios com outras culturas e outras vivências e, simultaneamente, que tenham a flexibilidade e capacidade de adaptação a novas realidades", afirmou na altura Cristina Dias Neves, diretora do Mecenato do Santander Universidades.

Segundo disse a responsável, "há estudos feitos que indicam que os jovens que fazem programas de mobilidade têm níveis de empregabilidade superiores àqueles que os não fazem. É por essa razão que, apesar da situação que vivemos, e aproveitando também o facto de sermos um banco internacional com ramificações em vários países do mundo, aproveitamos para incentivar sempre este tipo de programas junto das universidades nossas parceiras".

Em 2020 houve também bolsas de estágio e outras de investigação e de doutoramento. Só na Universidade da Beira Interior foram 21 as Bolsas de Incentivo ao Doutoramento UBI-Santander atribuídas, abrangendo as suas cinco faculdades. E a par destas, nesta universidade já é habito realizar um concurso fora do comum, mas que já leva alguns anos de existência. Aos inscritos é apresentado um desafio: "3 Minutos, 1 Slide.... A tua tese!" de doutoramento. Os mais bem-sucedidos têm direito a prémios monetários.

Até para criar mulheres líderes de negócios houve apoios. Na 10.ª edição das Bolsas Santander W50, a componente presencial do curso passou da Universidade da Califórnia para a London School of Economics (LSE) e foi adiada para janeiro, devido à pandemia. As Bolsas W50 foram pensadas para transformar atuais mulheres de negócios na próxima geração de líderes empresariais, e este ano foram atribuídas a oito mulheres portuguesas.

Premiado o mérito e a excelência

A excelência e o mérito também não deixaram de ser premiados pelo Santander Universidades este ano. O rol é longo. Os Prémios Mário Quartín Graça, atribuídos em parceria com a Casa da América-Latina, distinguiram teses sobre biocombustíveis, inovação na empresa e a figura do autor. Os Prémios do Jornalismo Económico 2020 mantiveram, este ano em formato virtual, e distinguiram com o Grande prémio "O dinheiro é verde?", da revista Exame. E no Instituto Politécnico de Castelo Branco, o mérito Científico de uma professora do IPCB foi distinguido com o Prémio Santander.

Na faculdade de Economia e Gestão da Universidade Nova, 26 alunos ficaram com as propinas 100% pagas no seu primeiro ano de curso graças às suas elevadas médias de ingresso e às Bolsas Nova SBE - Santander Excelência. E até o melhor lincenciado, ou antes, licenciada militar teve direito a Prémio Santander Universidades. A premiada foi a alferes da Força Aérea Catarina Soares do Vale, que se formou em Administração Aeronáutica, com 15,35 valores.

Digitalização dentro e fora do banco

A aposta na inovação e nas tecnologias é outra das vertentes privilegiadas pelo Santander Universidades. Mesmo com a pandemia, o ano de 2020 não foi exceção. O que explica o regresso, em formato digital, da Digital Health Porto, que pela segunda vez "veio" a Portugal apreciar startups com soluções digitais e tecnológicas para a área da saúde. Ou os Prémios Santander-UC de Inovação Pedagógica, que distinguiram projetos que usam inclusão, tecnologia e jogos para ensinar.

Esta é, aliás, uma aposta que o Santander Universidades faz até para o mundo financeiro e para o próprio banco. Daí o lançamento do TecInnov Santander Innovators Challenge, em que o banco e o IST se uniram na procura de soluções digitais para a banca, ou das 100 bolsas Santander Tech Revolution in Finance para fomentar a descoberta do setor financeiro, parte das quais foram atribuídas a portugueses.

Neste último caso, o objetivo é dar aos jovens a oportunidade de tirarem "um curso que os ajude a descobrir o potencial do setor financeiro e lhes dê ferramentas básicas para compreenderem as forças motrizes e os desafios da inovação financeira no contexto da era digital", como explicou o Santander.

"2020 foi o ano em que mais contratámos pessoas nos últimos 12 anos para a área digital. E temos ido buscar [colaboradores] a todas as universidades", afirmou Pedro Castro e Almeida na cerimónia de inauguração da 42 Lisboa. Nas entrelinhas ficava o interesse do Santander em futuramente recrutar alunos da 42 Lisboa é uma forte possibilidade.

A par disto, houve também as 400 bolsas de formação em tecnologias digitais, um programa Santander Universidades e o MIT Professional Education. Embora lançadas a nível internacional, 83 delas couberam a estudantes, licenciados e profissionais portugueses.

O caminho da digitalização está também a chegar aos universitários por via do Santander Universidades. Com a Covid-19, este foi o ano em que o Santander lançou a capacidade de abertura de conta de forma digital, isto é, online para estudantes. E já há anos que estes, caso abrissem conta neste banco, são munidos de um Cartão Inteligente, uma aposta tecnológica do Santander Universidades, que pode ser gerido através de uma app para telemóvel e que pode servir como documento de identificação, meio de controlo de acesso a recintos do campus e a computadores, permite a gestão de empréstimos de livros nas bibliotecas, a obtenção de descontos no comércio e até faz de porta-moedas eletrónico, para pagamentos dentro das universidades e nos transportes.

Preocupação com a sustentabilidade

Valores como a defesa do ambiente e a sustentabilidade não ficaram esquecidos em ano pandémico, apesar do desvio de fundos por parte do Santander Universidades para atender à emergência da Covid-19. O seu patrocínio serviu para financiar, ou antes, continuar a financiar projetos que têm subjacente a procura de soluções energéticas alternativas e a proteção do ambiente.

Graças às verbas do seu mecenato, o Técnico Solar Boat, o projeto do IST que criou o barco solar de corridas, dotou o seu SR 02 de hydrofoils - as "pernas altas" ou asas, como tecnicamente se chamam - que lhe permitiram velocidades muito mais elevadas, podendo por vezes atingir os 60 km/h, se usados os dois motores.

E como a pandemia impediu a realização de provas internacionais, os membros da equipa organizaram a Odisseia 2020, composta por quatro travessias que incluíram o Porto, Lisboa, Setúbal e Lagos. Para 2021, o Técnico Solar Boat já anunciou "temporada colossal" .

Também no Técnico, o Projeto de Sustentabilidade Móvel (PSEM) não teve oportunidade de pôr à prova este ano o seu carro de corridas elétrico. Mas dedicou o ano a criar um novo modelo, o GP21, que apresentou no final do ano e que promete bater recordes em 2021.

Enquanto isso, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) a parceria e cumplicidade do Santander manteve-se na concretização do primeiro e maior - afirmam os seus responsáveis - eco-campus universitário do país e da Península Ibérica.

Todos os anos, são tomadas iniciativas e aplicadas medidas em que UTAD e Santander Universidades se unem na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 da ONU nos cerca de 130 hectares do eco-campus da UTAD, que se gaba de ser "inteligente", com infraestruturas e soluções digitais, e energeticamente eficiente.

Este ano, entre outras coisas, deu-se a inauguração dos Trilhos Santander na UTAD, vários quilómetros de caminhos que ligam a entrada do campus à sua zona histórica, concebidos como "um espaço público, seguro, inclusivo e verde", que permite o exercício físico e reduz o impacto ambiental.

2020 já terminou. Se tudo isto foi conseguido em ano de pandemia e confinamento, fica no ar o que é possível fazer em 2021 com os cerca de 5,5 milhões de euros do orçamento do Santander Universidades. Algumas certezas já há: as Bolsas Santander vão aumentar e, tudo indica, a European Innovation Academy vão voltar no verão.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de