Peggada e Cartas com Ciência vencem Prémio Go Green Go Social

O galardão vai render 3.000 e 1.000 euros, respetivamente, a cada um dos projetos, que apresentam soluções de sustentabilidade e de combate à desigualdade social

Foi nesta quarta-feira, 7 de abril, que ficaram conhecidos os vencedores do Prémio Go Green Go Social - Nova FCSH/Santander Universidades. Peggada, um site que dedicado às práticas sustentáveis, e Cartas com Ciência, um programa de troca de correspondência entre cientistas e crianças desfavorecidas dos PALOP, foram os eleitos de entre 40 candidatos e sete finalistas. Num balanço desta 1ª edição do Prémio Go Green Go Social, Lourenço Gouveia Booth, responsável pelo programa do galardão, admite que a qualidade dos candidatos foi tanta que a escolha foi difícil.

"Uma plataforma abrangente sobre sustentabilidade." Assim se define a Peggada, explicando depois que o seu site "nasceu para ser o ponto de encontro de uma comunidade que se preocupa em criar um mundo melhor" e que nele se encontram "negócios sustentáveis, eventos ligados à economia circular e textos informativos".

Foi este o projeto, promovido por Lígia Gomes, cujo mestrado em Antropologia é da Faculdade e Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Nova FCSH), que conquistou o 1º lugar do Prémio Go Green Go Social 2021.

Já o segundo escolhido pelo júri do galardão foi Cartas com Ciência, um projeto que "visa produzir e implementar programas educativos de troca de cartas entre cientistas lusófonos espalhados pelo mundo e crianças em contextos desfavorecidos nos 9 países de língua oficial portuguesa". Uma correspondência com a duração de um ano letivo e cujos protagonistas vão mudando anualmente.

O objetivo, dizem os seus responsáveis - Rita Neves, com mestrado em Comunicação de Ciência pela Nova FCSH, e Hilarino Luz, investigador do CHAM - Centro de Humanidades da FCSH -, é "mitigar barreiras e preconceitos associados ao ensino superior e às carreiras científicas, humanizando os profissionais de ciência aos olhos dos alunos", promovendo também "a literacia científica e da língua portuguesa".

Com a vitória, cada um dos projetos vai receber, respetivamente, 1.000 e 3.000 euros, montantes financiados pelo Santander Universidades, parceiro da iniciativa.

Mas os seus ganhos não ficam por aqui. Como explica o responsável pelo programa do prémio, estes projetos terão agora acesso a um programa de formação para melhor desenvolverem o seu modelo de negócios; a mentoria por parte da NOVA Mentor Network (Rede de Mentores da Universidade Nova de Lisboa); e ainda "acesso gratuito ao espaço de cowork da NOVA FCSH", além de poderem contar com o apoio do Centro de Inovação da NOVA FCSH para o seu desenvolvimento e lançamento.

Reformulado a partir do "antigo" Prémio de Empreendedorismo Nova FCSH / Santander Universidades - Melhor Ideia de Negócio, que já vem desde 2012, o Go Green Go Social continua, tal como o seu antecessor, a premiar a inovação e competitividade e a cultivar o empreendedorismo no meio académico da NOVA FSCH. Só que agora a tónica exerce-se também sobre o fomento da concretização das metas previstas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas.

Segundo Antónia Coutinho, subdiretora da FCSH e um dos membros do júri, com quem falámos quando primeiro aqui foi noticiado o troféu, "a ideia de fundo destes prémios é associar o conhecimento das diversas unidades de investigação da FCSH e perspetivá-lo de acordo com Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU".

Um desígnio que, para Lourenço Gouveia Booth, responsável pelo programa da iniciativa, foi plenamente alcançado. "Tivemos vários projetos que foram ao encontro de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Mesmo entre os vencedores, tivemos projetos não só com preocupações ambientais mas também sociais", disse.

Uma escolha difícil

Ao todo, foram 40 os projetos que participaram no programa de aceleração conducente à atribuição do Prémio Go Green Go Social - Nova FCSH/Santander Universidades. Destes, só sete foram selecionados para fazer o pitch perante o júri. Mas mesmo esta primeira escolha não foi fácil.

"Foi muito difícil escolher, dos 40 projetos, quais os 7 projetos a pitch, mas também não foi uma decisão nada fácil escolher os dois vencedores", contou Lourenço Gouveia Booth. "Todos os projetos tinham muitos pontos fortes a seu favor mas os membros do júri conseguiram reunir unanimidade para seleção dos dois projetos que consideraram ter maior potencial de crescimento", explicou.

Garantindo que "foram todos projetos com muita qualidade", Lourenço Gouveia Booth contou que, "durante o programa de aceleração, tiveram a oportunidade de amadurecer as ideias, fazer testes de mercado e fortalecer os projetos". E, no final, concluiu: "Estamos muito satisfeitos com o resultado".

A avaliar as propostas de cada projeto estiveram - além de Antónia Coutinho, em representação da Nova FCSH e que presidiu ao júri - Isabel Rocha, pro-reitora da Nova, Sofia Menezes Frère, diretora-geral do Santander Universidades Eduardo Graça, prsidnete da CASES - Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, e Manuel Antunes, investment associate na Mustard Seed da Maze, em representação do ecossistema empreendedor.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de