Politécnico de Setúbal intensifica voluntariado de Natal com apoio do parceiro Santander

Presidente da eleita IES +Voluntária 2019 pelo Santander é também presidente do Conselho de Politécnicos e afirma que o voluntariado universitário não só veio para ficar como passou de esporádico a profissional

Promover a cidadania ativa através do voluntariado é uma das metas da inovação social do Santander Universidades ao longo de todo o ano, mas para as Instituições do Ensino Superior (IES) suas parceiras, a atuar no terreno, os esforços redobram nesta quadra do Natal. Recolha e distribuição de alimentos, combate ao isolamento de idosos, entrega de brinquedos a crianças, todas as ideias são válidas para apoiar os mais vulneráveis. Para o ilustrar, fomos ver o exemplo do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), eleito IES +Voluntária 2019 na 4.ª edição dos Prémios de Voluntariado Universitário do Santander.

"As atividades de voluntariado inserem-se numa estratégia de promoção da sustentabilidade do Politécnico de Setúbal com um forte envolvimento dos vários atores: académicos, docentes, não-docentes, estudantes, diplomados... E desde a primeira hora que quisemos envolver os nossos parceiros", começou por dizer Pedro Dominguinhos, presidente do IPS. A área do voluntariado é de tão grande relevo e este ano teve um reforço tal, em parte devido à pandemia, que foi criada uma vice-presidência no IPS que lhe está dedicada.

Nesta quadra natalícia, explica o responsável, a atuação social do IPS distingue-se em duas vertentes: uma interna, dirigida à comunidade do Politécnico de Setúbal, e outra externa.

No âmbito da primeira, foram atribuídas "40 bolsas no valor de 1.300 euros aos estudantes mais carenciados, e não apenas aos bolseiros, a que se somam cerca de outras 40 bolsas patrocinadas pelo Banco Santander, que é nosso parceiro também nesta atividade", diz o presidente do IPS.

De facto, são diversas as bolsas de ação social instituídas pelo Santander Universidades. O exemplo mais recente é o das Bolsas Santander Futuro, lançadas no final do ano passado e destinadas a estudantes universitários com recursos económicos limitados. Mas há ainda a rápida reação do Santander Universidades e IES suas parceiras em transformarem os Prémios de Voluntariado Universitário 2020 nos Prémios Uni.Covid-19 para apoiar ideias ou iniciativas promovidas por universitários e restante comunidade académica que respondam à situação de emergência relacionada com a pandemia. E há cerca de duas semanas, em comemoração do Dia Internacional do Voluntariado, o Santander Universidades lançou em parceria com a Universidade do Porto - a outra IES +Voluntária de 2019 - o U.Porto Santander Inspira-te, que consiste num conjunto de workshops ou formações de curta duração, abertas a toda a comunidade académica - estudantes, docentes e não-docentes -, para quem quiser desenvolver projetos na área do voluntariado e de impacto social.

Além disso, o Santander Universidades tem mais de 50 Instituições do Ensino Superior suas parceiras em Portugal continental e ilhas. E a grande maioria, se não todas, canalizam parte dos fundos do seu mecenato nesta altura do ano para ações de voluntariado e apoio social ligadas ao espírito do Natal.

Natal dentro e fora do Politécnico de Setúbal

Voltando à ação social interna da época de Natal do Politécnico de Setúbal, conta o seu presidente que, além das bolsas para quem delas precisa, foi também reforçado o empréstimo de computadores a estudantes, em parte devido ao elevado número de alunos a estudar a partir de casa imposto pela pandemia, e a disponibilização de hotspots para acesso à internet, para os que a não tenham em casa.

"Na dimensão externa, aquilo que fizemos foi, por um lado uma recolha de alimentos para uma associação que apoia pessoas sem-abrigo, que garantirá cerca de 500 refeições até ao final do ano", revelou Pedro Dominguinhos. E, de seguida, acrescentou: "Simultaneamente, em conjunto com duas associações locais que se dedicam ao apoio a idosos em centro de dia que ficaram privados dessa mesma valência, oferecemos tablets para que esses mesmos idosos possam falar com as suas famílias". Um diálogo inter-geracional, frisou o responsável, que conta com "estudantes de animação e intervenção sociocultural" para a sua concretização.

As crianças também estão (quase obrigatoriamente) no foco do voluntariado de Natal do Politécnico de Setúbal. "Junto das crianças, desenvolvemos três atividades: uma, num projeto que temos com a Câmara Municipal de Setúbal, que é o Nosso Bairro, Nossa Cidade, onde oferecemos cerca de 100 kits pedagógicos para as crianças do bairro; e, em articulação com a Science4You, para a Fundação Santa Rafaela Maria, na Moita, oferecemos quase cinco dezenas de brinquedos a crianças entre os 11 e os 15 anos", contou Pedro Dominguinhos. Enquanto isso, através do grupo de teatro do IPS, estão a ser feitas peças de Natal online para as crianças da região, disse ainda.

Uma Plataforma aberta

O empenho do Politécnico de Setúbal e seus estudantes na cidadania ativa e ação social é grande, mas o instituto quer ir mais longe. Por isso, criou e lançou, no passado dia 5 dezembro - mais uma vez, o Dia Internacional do Voluntaraido -, a Plataforma Voluntariado IPS. "Esta plataforma, aquilo que tenta fazer é casar a oferta com a procura. Ou seja, na plataforma, as organizações exteriores ao instituto podem colocar as atividades que queiram desafiar os instituto a desenvolver e nós temos os voluntários - docentes, não-docentes - do Politécnico de Setúbal que permitem naturalmente escolher estas mesmas atividades", explica Pedro Dominguinhos.

Diz o presidente do IPS que a plataforma, totalmente desenvolvida por alunos do curso de Engenharia Informática do Politécnico de Setúbal, gere no seu backoffice o match entre oferta e procura. E, depois de concluídas as várias atividades, graças a um QR Code, é possivel saber que atividades os estudantes desenvolveram e, automaticamente, gera um certificado de participação que pode ser acrescentado ao suplemento ao diploma dos alunos.

"Neste momento, temos já cerca de quatro atividades que estão na plataforma e largas dezenas de voluntários que estão disponíveis para aderir a esta plataforma", afirma Pedro Dominguinhos.

Santander: Um parceiro de relevo no voluntariado

A maioria das atividades inscritas na nova Plataforma Voluntariado IPS são apoiadas pelo Santander Universidades. Por isso, quis-se saber qual a relevância do mecenato Santander para o Politécnico de Setúbal no âmbito restrito das ações de voluntariado.

"É muito significativa. Em primeiro lugar, mais a nível de estruturação das atividades - e o Politécnico de Setúbal, o ano passado, venceu o Prémio de IES +Voluntária -, porque nos ajuda a estruturar e a profissionalizar estas atividades", afirma Pedro Dominguinhos..

"Por outro lado, através dos prémios que angariámos e do mecenato que é recebido anualmente, nós canalizamos um conjunto de verbas para essas mesmas atividades que permitem o desenvolvimento de ações dirigidas aos mais carenciados - aos estudantes e à comunidade interna - que acabam por ser fundamentais", conta o presidente do IPS.

Em suma, Pedro Dominguinhos diz encontrar no Santander um parceiro que alia ao apoio financeiro a partilha do seu know-how no planeamento e prossecução de projetos de voluntariado. "Sabemos que o Santander tem uma forte aposta nestes programas de voluntariado e são parceiros também na estruturação desses mesmos programas e também incentivadores de alguma direção, se quisermos, que nos ajuda a projetar algumas destas iniciativas e ações que são essenciais", garante. "Portanto, o Santander acaba por ser um parceiro muito relevante nesta atividade", conclui o presidente do IPS.

Voluntariado universitário: de esporádico a profissional

Pedro Dominguinhos, além de presidir ao IPS, é também presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). E, daquilo que lhe é dado observar e da experiência partilhada pelos seus congéneres, não lhe restam dúvidas de que o voluntariado "é uma tendência cada vez mais presente em todos os Politécnicos".

"Eu diria que se profissionalizou cada vez mais e passou de um conjunto de ações voluntárias, esporádicas, para a integração nas políticas organizacionais dos politécnicos. Eu diria que praticamente todos os politécnicos têm um vice-presidente ou um pró-presidente ou alguém responsável por esta temática da responsabilidade e do voluntariado", afirma.

Pedro Dominguinhos conta que foi feita uma compilação, ao nível dos politécnicos, das atividades desenvolvidas pelos institutos desde março deste ano e foram identificadas "mais de 120 atividades em conjugação com a comunidade, dirigidas às pessoas mais carenciadas, aos estudantes, o que revela bem a sua capacidade de resposta, aliando o conhecimento e a inovação ao serviço da comunidade".

"Portanto, é uma panóplia muito diversificada de atividades que as instituições estão a desenvolver e a maior parte destas está a pensar seriamente, por exemplo, em que muitas das unidades curriculares optativas passem também pelo voluntariado ou então por organizar e publicar regulamentos de voluntariado", revelou o presidente do CCISP.

Aliás, é isto mesmo que o Politécnico de Setúbal está a fazer: no princípio do ano irá publicar o seu regulamento de voluntariado. "Iremos atribuir horas aos próprios funcionários para que eles possam, ao longo do ano, utilizá-las para atividades de voluntariado que queremos ter como uma política organizacional", diz Pedro Dominguinhos.

Já para os estudantes envolvidos no voluntariado, poderá estar prevista uma de duas opções: ou a sua atividade traduzir-se-á num certificado que será acrescentado ao diploma de curso e o mercado de trabalho valorizará o jovem por isso; ou haverá mesmo no IPS unidades curriculares optativas que acolhem os programas de voluntariado como atividades que podem ser creditadas na nota final do estudante.

Portanto, e concluindo, o voluntariado "é uma tendência que se está a verificar e que é cada vez mais presente - mesmo a nível europeu, por exemplo, com as micro-credenciais, que é uma temática que vai estar na ordem do dia já a partir do próximo ano", afirma Pedro Dominguinhos, enquanto presidente do CCISP.

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