Pool de Talentos FEP proporciona perto de 100% de emprego aos alunos que nele participam

Diretor da FEP afirma que o programa satisfaz estudantes e empresas, permitindo transição fácil para o mercado de trabalho

Completa em 2020/21 dez anos de existência e é um autêntico programa de caça ao talento dos estudantes da Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP). No balanço de uma década, o professor José Varejão, diretor da faculdade, dá nota máxima ao Pool de Talentos FEP , que esta terça-feira, 15 de dezembro, concretizou a 2.ª fase da 10.ª edição com as competições de pitch individual de 63 candidatos, de que foram apurados 25. Só sete sairão vencedores da final do próximo mês de maio de 2021, mas todos saem a ganhar, garante o responsável: os alunos que ganham experiência e as empresas que os descobrem.

Lançado no ano letivo de 2010/11, o Pool de Talentos FEP foi criado com o apoio de diversos parceiros, como é o caso do Santander Universidades, para "detetar estudantes com elevado potencial e promovê-los junto de empresas e entidades empregadoras". Pelo menos assim se afirma no respetivo regulamento.

"Aquilo que resulta claramente e a avaliação que nós fazemos deste programa que conhece já várias edições é esta: é muito positiva, da parte dos estudantes, mas sobretudo também da parte das empresas", afirma o diretor da FEP. "Estes alunos são muito procurados pelo facto de terem passado por esta experiência e, em particular, pelas empresas que os viram passar por esta experiência", sublinha.

No decurso de oito longos meses, os candidatos passam por quatro fases de escrutínio, cada uma das quais tem uma vertente de formação e outra de avaliação. Esta última, está a cargo de um júri composto por empresários e professores. Para a vertente formativa, os candidatos contam com a experiência e o know-how de docentes e empresários, mas não só. "Eles têm também o apoio dos vencedores das edições anteriores, o que também é um fator importante para o sucesso da iniciativa e para a satisfação dos próprios estudantes", diz José Varejão.

A 10.ª edição, que agora está em curso, concluiu a sua 2.ª fase esta terça-feira. Os 63 candidatos fizeram o pitch "de si próprios" perante um júri, descrevendo e demonstrando, com a sua prestação, as suas competências e capacidades pessoais. E, apesar de tudo ter sido em formato virtual, "o feedback que tive foi o que invariavelmente tenho ao longo destas várias edições: sempre muito positivo", disse o diretor da FEP, acrescentando: "Positivo, quer pela qualidade do desempenho que os alunos evidenciam e que as empresas valorizam e reconhecem invariavelmente, quer também dos próprios estudantes, que se manifestam muito satisfeitos com as oportunidades que têm, por um lado, de se testar a si próprios e, por outro lado, de aprender com a interação que têm com pessoas que são mais experientes neste tipo de atividades e que são efetivamente representantes dos seus empregadores potenciais".

Agora é preciso esperar pelo mês de março para assistir ao próximo capítulo: o da dinâmica de grupo. Dos 25 candidatos, só 15 serão eleitos para a final, de onde sairão os sete vencedores que, como prémio, terão direito a um ano de propinas do curso de mestrado pago... desde que o façam nos próximos dois anos.

"É um momento em que se mostra o talento que existe e se desenvolve na faculdade: há um reconhecimento claro disso e há também a oportunidade de fazer networking entre os estudantes e os empregadores e isso traduz-se, no final, numa transição muito fácil, ou muito facilitada, muito suave, se quiser, para o mercado de trabalho", frisa José Varejão.

É por isso que o responsável, quando se lhe pergunta por números que atestem os resultados práticos deste programa, responde: "Num certo sentido, as estatísticas específicas de empregabilidade para este subgrupo de estudantes seriam um bocadinho redundantes, porque andam certamente à volta dos 100%".

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