Prémio de inovação quer projetos que concretizem os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

Já estão abertas as inscrições - até 31 de janeiro - para o, este ano designado, Prémio Melhor Ideia de Negócio Go Green Go Social - NOVA FCSH / Santander Universidades.

Este ano reformulados como Prémios Melhor Ideia de Negócio - Go Green Go Social,, os galardões Nova FCSH/Santander Universidades que há oito anos vêm premiando o empreendedorismo e poder de inovação dos alunos daquela faculdade já estão a aceitar candidaturas. Até 31 de janeiro, quem tiver uma ideia de negócio inovadora na área das ciências sociais e humanas, mas virada para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU, pode inscrever-se e habilitar-se ao valor pecuniário do prémio e à mentoria necessária para desenvolver e lançar a sua start-up.

Fruto de uma parceria entre o Santander Universidades e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa, esta seria a 9.ª edição dos Prémios de Empreendedorismo - Melhor Ideia de Negócio das duas instituições. Troféus que, nas palavras da subdiretora da Área de Estudantes da Nova FCSH, Antónia Coutinho, "trazem ao de cima a ideia de que o empreendedorismo e a inovação são também possibilidades das áreas das ciências sociais, das artes e das humanidades".

Sob a sua nova roupagem, os Prémios Go Green Go Social conhecem este ano a sua 1.ª edição. E embora tenham o mesmo objetivo - premiar a capacidade criativa e empreendedora dos alunos daquela área -, desta vez o seu escopo foi afinado para metas concretas. Os interessados têm agora pouco mais de três semanas para conceberem uma ideia de negócio dentro dos novos parâmetros e apresentarem as suas candidaturas online, na página dedicada às Bolsas Santander. E as candidaturas tanto podem ser individuais como em grupo, caso em que basta apenas que um dos seus membros seja aluno, ex-aluno, docente, funcionário, investigador ou bolseiro da Nova FCSH.

"Este enfoque, este ano, especificamente relacionado com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da ONU tem a ver, no fundo, com uma orientação global que é nossa, da Nova FCSH, e que se enquadra também na orientação de fundo da Universidade Nova", afirmou Antónia Coutinho, concretizando logo de seguida: "A nós, enquanto Instituição do Ensino Superior, compete-nos produzir conhecimentos, é a nossa função, mas é um conhecimento que pretendemos que seja também um conhecimento sustentável, um conhecimento que seja útil para a vida das pessoas, que seja útil para os projetos de sociedade em que nos empenhamos".

Diz a professora, e subdiretora da Área de Estudantes da Nova FCSH, que esta não é a única iniciativa da sua faculdade diretamente relacionada com alguns dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. "Só para dar alguns exemplos, na Nova FCSH temos, este é o segundo ano, o galardão Eco-Escola e estamos a trabalhar num plano para a igualdade de géneros e de diversidade", refere.

Antónia Coutinho acredita que o conhecimento, mesmo quando é teórico, não é algo desenraizado: toda a produção de conhecimento que vai sendo feita, todo o trabalho de investigação pode ser pensado e dirigido, em algum momento, de modo a ser posto ao serviço da procura de soluções para os grandes problemas da sociedade em que vivemos, exatamente na perspetiva de sociedades mais inclusivas, sustentáveis e mais justas.

Daí que a ideia de fundo destes Prémios de Empreendedorismo Nova FCSH/Santander Universidades - Melhor Ideia de Negócios, afirma, seja associar o conhecimento desta faculdade e das suas unidades de investigação e perspetivá-lo em função daquilo que são os objetivos comuns da sociedade em geral, tanto a nível nacional, como internacional.

Para ajudar a concretizar esta aplicação prática do conhecimento, os Prémios Melhor Ideia de Negócio Go Green Go Social - NOVA FCSH / Santander Universidades serão atribuídos a dois projetos vencedores. O 1.º classificado terá direito a um valor pecuniário de 3.000 euros e, o 2.º, a 1.000 euros.

Além destes valores, financiados pelo Santander Universidades, os vencedores serão depois acompanhados por mentores e ser-lhes-ão dadas pela FCSH condições logísticas para o desenvolvimento das etapas seguintes dos seus projetos. "Este é um aspeto importante, quer em relação à própria apresentação do projeto, quer no acompanhamento posterior", frisa a responsável.

Aliás, ainda antes da seleção dos vencedores, todos os candidatos aos Prémios Go Green Go Social terão acesso a um programa de aceleração de ideias, que decorrerá entre 8 de fevereiro a 15 de março e será dinamizado pelo Centro de Inovação da FCSH. E todos serão acompanhados por um elemento da Rede de Mentores da Nova. A apresentação do projeto - o chamado pitch - perante júri até 30 de março.

A mentoria e o programa de aceleração de ideias de negócios é uma das mais-valias que os Prémios de Empreendedorismo Nova FCSH/Santander - Melhor Ideia de Negócio oferecem, de acordo com as reações que Antónia Coutinho diz que tem vindo a ser testemunhadas há anos.

"O impacto que têm, em primeiro lugar, é o de as pessoas que se candidatam, que se envolvem no processo de candidatura" ficarem a ganhar com a sua participação. "Mesmo nos casos em que não ganham o 1.º ou 2.º prémio, o feedback que temos é de que é uma experiência formativa fundamental, que é uma formação complementar àquilo que são os percursos convencionais de formação dos vários ciclos de estudos que oferecemos", conta a subdiretora para os Estudantes da Nova FCSH.

Portanto, conclui Antónia Coutinho, "esta é uma componente complementar, mas que acaba por desempenhar um papel fundamental, exatamente uma transição para a vida profissional e para a criação de emprego, como uma dinâmica absolutamente necessária nos tempos de hoje".

O segundo impacto, sublinha à responsável, tem sido um processo que ao longo dos últimos oito anos se tem sedimentado, de reforço da identidade própria das ciências sociais, artes e humanidades como uma área com capacidade de mobilização, de criação de emprego, de inovação e de empreendedorismo.

E tudo isto se enquadra, garante Antónia Coutinho, na perspetiva global da Universidade Nova de Lisboa enquanto entidade empenhada e comprometida com um ensino de qualidade e com uma transição sustentável para a vida ativa, para a vida profissional.

"Em última análise, de certa modo esta componente é uma forma de entendermos também, em termos globais, uma cidadania ativa e o papel da instituição do ensino superior que somos, da Nova FCSH, comprometida não só com aquilo que se passa em termos de formação enquanto as pessoas estão cá a estudar, mas dando-lhes também apoio e enquadramento para a transição e para esperarmos que sejam pessoas com um envolvimento de cidadania responsável, ativa, empenhada e, por isso, também comprometidas com os objetivos de desenvolvimento sustentável", concluiu a responsável.

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