Presidente do Santander dá aulas para partilhar o que sabe

A segunda das Santander Classes decorrerá em breve numa faculdade do Porto. A primeira aula foi em Lisboa, perante cem alunos e falou de inovação

A Universidade do Porto e, muito provavelmente, a sua Faculdade de Engenharia poderão ser em breve o palco de mais uma Aula Santander. A iniciativa, que foi lançada em Lisboa em finais de novembro, insere-se no âmbito do contributo que o banco quer dar à sociedade. A primeira aula decorreu na Nova SBE (School of Business and Economics), em Carcavelos, e foi dada pelo presidente executivo do Santander Portugal, Pedro Castro e Almeida. Perante um anfiteatro praticamente lotado – com cerca de 100 alunos – o responsável partilhou o “palco” com dois empresários do mundo da inovação.

“A primeira foi em Lisboa, a segunda vai ser no Porto”, prometeu o “professor” Pedro Castro e Almeida logo após a sua primeira Santander Class, que teve lugar a 27 de novembro na Nova SBE. “Esta foi numa faculdade de Gestão e Economia, vamos ver se conseguimos fazer a próxima numa faculdade ou de Engenharia ou de Medicina”, revelou o responsável.

O presidente Banco Santander Portugal estreou-se como “professor universitário” dando uma aula que teve por tema a inovação. “Primeiro, naturalmente, falei sobre o Santander e sobre o que estamos a fazer em termos de inovação e, acima de tudo, do contributo que nós queremos dar à sociedade”, comentou.

Ora, um destes contributos, na perspetiva do responsável, consiste em “poder trazer à universidade a experiência e o conhecimento” quer do próprio banco, quer dos seus clientes e parceiros. Por isso, pela primeira Aula Santander, além de Pedro Castro e Almeida, passaram também Bento Correia, CEO da Vision Box – cujo reconhecimento biométrico de ponta conquistou alguns dos maiores aeroportos do mundo – e Salim Karmali, fundador da HardLevel, líder na área da gestão de óleos alimentares usados.

“São empresas disruptivas que começaram em Portugal e se viraram para o mundo inteiro, com a ajuda do Santander, e que vieram cá hoje partilhar o que foi fazer inovação”, disse Castro e Almeida.

Segundo o responsável máximo do banco “o feedback dos alunos foi fantástico”, até porque “as duas histórias (da Vision Box e da HardLevel) são fora do standard”. “Eles acham muitas vezes que inovação é fazer apps”, disse Pedro Castro e Almeida, deixando nas entrelinhas que, com os exemplos que levou à sua aula, ficou demonstrado serem muitos os campos em que se pode inovar – basta ter ideias. E de como a concretização dessas ideias se pode traduzir em atrair talento para Portugal.

Até mesmo o ancestral setor da banca está a viver uma autêntica revolução. “Os próximos 5 anos vão trazer mais mudanças que os últimos 50, devido à disrupção tecnológica”, afirmou Pedro Castro e Almeida. E isto é verdade para todos os modelos de negócio, frisou o responsável, pelo que a experiência da banca pode servir de exemplo para outros setores empresariais.

Segundo o presidente executivo do Banco Santander a forma como as pessoas se querem relacionar com a banca, hoje em dia, é diametralmente diferente daquilo a que se assistia há apenas alguns anos. Hoje já são poucos os que querem ter de deslocar-se fisicamente aos balcões. Em vez disso, o cliente quer o seu banco à distância de um clique, “aberto” 24 horas por dia e sete dias por semana, que seja fácil de utilizar e rápido a responder. Aspirações que implicam uma adaptação a estruturas mais leves – menos balcões, dependências mais pequenas – e uma aposta na banca digital e ágil.

"Toda esta transformação do Old Banking (Banco Analógico) para o New Banking (Banco Digital) não se faz sem talento e sem pessoas que possam, com a sua atitude, competências e vontade de vencer, colocar a máquina a funcionar de outra maneira", frisou Castro e Almeida durante a aula.

A segunda vertente desta revolução da banca é a dos produtos e serviços oferecidos, que têm de ser justos (no sentido de transparentes, frisou o responsável) e oferecer soluções adequadas a cada cliente, o que implica investir na proximidade. Não se pode responder da mesma maneira a um cliente de 2 e poucos anos, de 5 ou de 8, sublinhou o presidente do Santander.

A terminar, Pedro Castro e Almeida referiu ainda "outra dimensão, que é muito importante ter em conta para o futuro e que faz parte da Inovação": qualquer negócio deve ser responsável e sustentável. "Não se trata apenas de ter lucro e crescer. Antes, importa-nos conjugar essa medida de rentabilidade com uma contribuição para que a sociedade evolua, seja mais justa, mais inclusiva e sustentável", disse.

Por isso, garantiu o responsável que no Santander se tem inovado em permanência, mas "apoiando a sociedade de diversas maneiras". E a título de exemplo referiu o apoio dado ao financiamento de energias renováveis – foram mais de 400 milhões de euros nos últimos 5 anos –; o apoio ao Ensino Superior, onde o número de bolsas de estudo concedidas chegará às 9.000, até 2022, e onde foi criado o programa de Residências para Estudantes desfavorecidos, que foi iniciado no Porto e, em breve, chegará a Lisboa; além do apoio a mais de 64.000 pessoas em diversas áreas, para dar resposta às necessidades de atuação na área da ação social e às preocupações inclusivas do Santander.

"Inovar é para isto que serve – melhorar a vida das pessoas", disse Pedro Castro e Almeida, concluindo a primeira Santander Class. Acerca desta, disse o responsável já à saída: "Foi uma experiência fantástica, tivemos o anfiteatro cheio, aqui na Nova". Agora, as atenções do executivo viram-se para a aula no Porto. E depois? "Claramente, temos de ir para o interior e percorrer o país para aí levar as Santander Classes e dar este nosso contributo para a sociedade", afirmou.

 

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