Santander desafia empresários a criarem soluções para negócios mais verdes e sustentáveis

Com inscrições abertas até 8 de abril, o Santander X Environmental Challenge é lançado a todos os empresários e empreendedores dos 11 países onde o Santander Universidades está presente

A ideia é levar o mundo empresarial a repensar a sua estrutura para criar uma realidade com reduzidas emissões de carbono. Para isso é preciso encontrar soluções já e o Santander Universidades acaba de lançar em todos os países onde está presente o Santander X Environmental Challenge. Até dia 8 de abril, as start-ups e empresas que mais esforçadamente se batem por funcionar com êxito e preservar o ambiente podem responder ao desafio, apresentar as suas soluções e receber - as seis melhores de entre 20 - um prémio de 20 mil euros para as concretizarem.

"O Santander X Environmental Challenge é uma iniciativa de empreendedorismo, um desafio internacional lançado à comunidade de jovens empreendedores", descreve Sofia Menezes Frère, diretora-geral do Santander Universidades. "É um apelo à procura de soluções inovadoras com impacto positivo no meio ambiente", conclui.

Como explica a responsável, "Quem pode concorrer é, no fundo, toda a comunidade empreendedora dos países onde o Santander Universidades está presente". Portanto, ao todo, são 11 os países nos continentes americano e europeu: além de Portugal e Espanha, está também na Alemanha, Polónia, Reino Unido e depois Estados Unidos, México, Brasil, Argentina, Uruguai e Chile. As empresas e empreendedores sedeados nestes países que estejam interessados têm agora cerca de um mês, até 8 de abril, para se inscreverem online.

Para concorrerem, os candidatos terão de obedecer a uma série de critérios exigentes: têm de ser negócios que já estejam constituídos, com um volume de vendas constante de pelo menos um produto ou serviço e uma faturação de referência entre 200 mil euros e cinco milhões de euros por ano.

Além disso, deverão ser negócios inovadores e apresentar dados e indicadores do impacto positivo gerado no meio ambiente, baseado em dois pontos principais: serem sustentáveis, promovendo o financiamento e o investimento verde; e criarem a consciência da importância de reduzir a pegada ambiental.

"É verdade que este desafio tem critérios bastante rigorosos", admite Sofia Menezes Frère, "mas também isso traz uma certa atratividade a ele próprio". Razão por que a diretora-geral do Santander Universidades afirma ter "boas expectativas em termos globais" para este desafio e estar "particularmente entusiasmada" quanto a Portugal.

"Já falámos com várias start-ups e departamentos de inovação e empreendedorismo das universidades e outras organizações e tivemos bastante interesse. Não me admirava que conseguíssemos chegar até perto de mil projetos candidatos, em termos globais, a este desafio", avança a responsável.

A convicção de êxito do Santander X Environmental Challenge advém de uma análise muito simples por parte de Sofia Menezes Frère. "É um tema da atualidade e a Covid não fez parar os projetos de inovação por um mundo cada vez mais verde. Eu acredito até que já haja alguns investidores que estão à espera dos resultados deste mesmo desafio."

A diretora-geral do Santander Universidades conta mesmo que, na atividade quotidiana do banco enquanto entidade de concessão de crédito, começa a notar-se uma tendência crescente de apresentação de projetos e pedidos de financiamento para investimentos mais verdes e sustentáveis.

E depois, "nós temos alguns critérios, mesmo em termos de risco, que balizam, no fundo, este tema. Temos algumas ofertas financeiras, por exemplo, crédito-habitação verde. Temos também um objetivo de, daqui a uns anos, não financiar muito as empresas que consomem muito carbono. No fundo, também em termos de financiamento estamos a promover iniciativas mais verdes", diz.

Segundo o comunicado divulgado pelo Santander Universidades acerca do desafio, é convicção deste banco que "a transição para uma economia verde, com um modelo de produção que reduza as emissões de carbono, baseado em fontes de energia alternativas aos combustíveis fósseis, continua a ser um dos maiores desafios enfrentados pela sociedade na era pós-Covid-19". Por isso, entende, "será imprescindível apostar numa economia resiliente, inclusiva e de baixo carbono, como eixo para a recuperação económica".

Aliás, na altura do lançamento deste desafio, Pedro Castro e Almeida, presidente executivo do Banco Santander Portugal, disse: "O Santander X Environmental Challenge é uma oportunidade para as empresas empreendedoras que, também no nosso país, apostam numa economia ambientalmente responsável, cumprindo as metas do Acordo de Paris. Só com empresas mais verdes e mais digitais podemos contribuir para um futuro mais promissor para as novas gerações, em Portugal e no mundo. Acreditamos que podem aparecer excelentes candidatos nacionais a esta iniciativa global".

Júri de peritos internacionais, 20 finalistas

Um grupo de especialistas internacionais irá avaliar as soluções empreendedoras dos participantes, selecionando os 20 finalistas que, no dia 26 de abril, vão apresentar os seus projetos perante um júri internacional de líderes em sustentabilidade, empreendedorismo e investimento global. Dos 20 finalistas vão resultar seis vencedores.

"A avaliação vai ser rigorosa, feita por especialistas", frisa Sofia Menezes Frère. "Mas há uma coisa muito atrativa: os prémios são bons - além do prémio monetário de 20 mil euros para cada um dos seis primeiros rankeados, estes terão também acesso a mentoring específico e a uma grande notoriedade."

As várias horas de mentoria ficarão a cargo de diversos especialistas de topo da comunidade Santander X, a maior plataforma universitária e de empreendedorismo do mundo, afirmam, e da Fundação Oxentia, entidade criada para combater a desigualdade mundial com recurso à inovação e empreendedorismo e que é parceira deste desafio Santander. Já a "grande notoriedade" será a vasta exposição global de que gozarão as seis empresas vencedoras, a que será dada a máxima visibilidade nas redes sociais e canais Santander.

E vão dois desafios

Este não é o primeiro projeto global de empreendedorismo do Santander Universidades. Em 2020, o primeiro desafio do género lançado foi o Santander X Tomorrow Challenge, de que curiosamente saiu vencedor um português com o seu projeto para era pós-Covid, como chegou a ser noticiado no Dinheiro Vivo.

Porquê este investimento do Santander Universidades nestas questões de fundo, desta feita com a sustentabilidade à cabeça?

"O empreendedorismo é um dos principais eixos da estratégia do Santander Universidades (SU), além da educação e da empregabilidade, e por isso (o SU) quer acompanhar as instituições do ensino superior, os seus planos e ações orientados para melhor as capacidades criativas e empreendedoras das suas comunidades", explica Sofia Menezes Frère.

"Aliado a isso, como tem vindo a público, o Santander tem grande preocupação com o meio ambiente, mantendo um forte comprometimento com o progresso e o crescimento inclusivo e sustentável", acrescenta.

Sofia de Menezes Frère afirma que o Santander tem "várias áreas a caminhar neste sentido de cooperação com o meio ambiente". "Tentamos incentivar alguns créditos em energias renováveis, como, por exemplo, uma linha de crédito para a descarbonização e uma para a economia circular, temos soluções-auto para a compra de carros elétricos ou híbridos. Até, na área de fundos e investimento, lançámos o Fundo Santander Sustentável", enumera.

Desafio "complementar"

Segundo a diretora-geral do Santander Universidades, no fundo este Santander X Environmental Challenge veio complementar algumas das ofertas e dos desafios que o seu banco tinha em várias áreas. "Já em termos de corporate finance trabalhava-se muito pensando em projetos de energias renováveis, por exemplo; na área de asset management também, com os fundos sustentáveis; e agora, nesta área de empreendedorismo", diz.

Por outro lado, continua, também a área do Santander Universidades, o lançamento deste desafio que "vem complementar também o apoio que tem sido dado às próprias universidades em termos de projetos que potenciassem a diminuição da pegada ambiental". E refere, a título de exemplo, o recente apoio dado pelo programa que dirige à instalação dos painéis fotovoltaicos na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e também o patrocínio do Eco-Campus sustentável da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Até mesmo "em casa", o Banco Santander está a envidar esforços para reduzir a sua pegada de carbono. "O Santander alcançou a neutralidade de carbono nas suas próprias operações, utilizando energia renovável e outras iniciativas de eficiência, e compensando também quaisquer emissões remanescentes".

Um marco que foi conseguido, segundo a responsável, com a redução de eletricidade consumida no banco, graçàs à passagem crescente para as energias renováveis, a instalação de sensores de movimento para acenderem as luzes numa série de salas, nos sanitários e nas garagens., usando lâmpadas LED.

"Portanto, tem havido uma série de iniciativas, mesmo a nível do retalho e da área comercial, por exemplo, iniciámos a distribuição dos primeiros cartões bancários biodegradáveis, que têm um selo de qualidade Carbon Neutral", avança Sofia Menenzes Frère.

E a concluir, citando palavras da presidente do Grupo Santander, Ana Botín, refere: "Nós somos um dos bancos, aliás, um dos maiores bancos do mundo, já com 148 milhões de clientes, portanto, o tema e a responsabilidade de apoiar a transição verde e de incentivar mais pessoas e empresas a serem sustentáveis é grande".

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