Serviço de babysitting à medida conquistou Academia de Inovação

Esta foi apenas uma das ideias de negócio vencedoras com participantes portugueses. Houve estudantes nacionais em oito das dez equipas premiadas

Chama-se Baby Sister e é uma plataforma que oferece serviços de babysitting muito diversificados e adaptáveis às necessidades de cada família. Para já, as contratações de profissionais são feitas por e-mail, mas de futuro as "encomendas" de babysitter poderão ser totalmente realizadas online. A ideia partiu de uma equipa de jovens estudantes, de entre os quais três portugueses, e o projeto foi um dos vencedores da 2ª edição da Academia Europeia de Inovação, que terminou há um mês no Estoril. Esta foi apenas uma das 10 ideias inovadoras premiadas na EIA 2018 e em que figuraram jovens empreendedores portugueses. Em oito das dez equipas vencedoras houve um ou mais estudantes nacionais.

Numa altura em que a falta de vagas nas creches nacionais ocupa a atualidade noticiosa, os responsáveis da Baby Sisters poderão ter acertado em cheio numa ideia de negócio que tem tudo para se tornar uma startup de sucesso – fito primordial da Academia de Inovação.

"O nosso serviço é prestado por babysitters profissionais com experiência, fluentes em mais de 10 línguas, certificadas com um curso de primeiros socorros pediátricos e cobertas por um seguro de responsabilidade civil", explicou Margarida Menezes. A jovem diretora executiva (CEO) do projeto tem 20 anos, acabou agora a licenciatura em Engenharia e Gestão Industrial e já decidiu dedicar-se em full-time à Baby Sisters ao longo do próximo ano.

Segundo a responsável, o tipo de serviços que a plataforma está preparada para prestar tanto pode ser esporádico e com uma duração de apenas algumas horas – para os pais que querem ter um jantar romântico ou ir ao cinema, por exemplo –, como mais regular, "em que a babysitter vai buscar as crianças à escola, leva-as a casa, brinca com elas, dá-lhes banho, jantar, etc.", explicou. Mas "temos também babysitting durante semanas em full-time, em que a babysitter vai uma semana ou mais com a família e fica como se fosse uma espécie de ama e temos serviços mais específicos, como ocasiões ou dias especiais", ilustrou Margarida Menezes.

O segredo do negócio que conquistou o júri de investidores de risco da final da EIA 2018 reside no facto de ser um serviço de babysitting on-demand, isto é, cujo tipo de supervisão e cuidados prestados às crianças podem ser moldados à medida das necessidades do cliente. "Por hora, os serviços vão desde os 8€ (serviços regulares) até aos 11,5€ (serviços esporádicos). Depois, decerto que os pedidos de semanas full-time ou ocasiões especiais variam conforme detalhes mais específicos", avançou a responsável.

A Baby Sisters já está em funcionamento, através da sua página no Facebook e por contactos de e-mail (geralbabysisters@gmail.com), mas o objetivo é tornar todo o processo automático e imediato, com o lançamento da plataforma final. Agora, "temos sempre alguém permanentemente a responder aos pedidos e a falar com as babysitters, o que nos tira um pouco de tempo", explica Margarida. "Por isso, pensamos lançar a nossa plataforma, tipo Airbnb, em que o cliente é que escolhe a babysitter conforme experiência, rating, comentários, etc.., no início do próximo ano, em Portugal. Irá facilitar imenso os processos", concluiu.

Para começar, o projeto já saiu premiado da EIA 2018: ao longo de um ano, os responsáveis da Baby Sisters – Margarida Menezes, João Serra (ambos da U. Nova de Lisboa), João Gonzalez (Inst. Superior Técnico), Max Miller (U. Portsmouth) e Margie Jiang (UC Berkeley) – vão receber mentoria por parte de especialistas de aceleradoras ligadas à European Innovation Academy. "Este prémio vai-nos ajudar a otimizar processos dentro da empresa e também a obter feedback de pessoas com um background incrível e com muita experiência", garantiu Margarida Menezes.

A Academia Europeia de Inovação voltou este ano a Portugal pela segunda vez, com o apoio de patrocinadores como o Banco Santander ou a Beta-i, e o saldo demonstrou-se positivo para os jovens empreendedores portugueses: no top 10 das melhores ideias de negócio da EIA 2018 (na sigla inglesa) participaram 18 estudantes de universidades e institutos politécnicos portugueses. E em oito das dez equipas vencedoras houve um ou mais estudantes nacionais. Só com patrocínio do Banco Santander e universidades suas associadas, por exemplo, foram 100 os estudantes de 20 instituições do Ensino Superior portuguesas a participarem na Academia.

No final, foi ainda sorteado um 11º vencedor e o agraciado foi o projeto InPower, cuja equipa que o desenvolveu contou também com dois elementos de uma universidade portuguesa, no caso, Mariana Cardoso (CEO do projeto, com quem o Dinheiro Vivo falou) e Bárbara Ferreira, ambas da Universidade do Porto. A InPower criou uma solução que visa melhorar a qualidade de vida de pessoas com incapacidade, colocando-as em contacto com entidades empregadoras, ajudando assim a combater a discriminação laboral.

Além da U.Porto, as universidades de Évora, Madeira, Nova de Lisboa e Lusófona, o Instituto Superior Técnico e os politécnicos da Guarda, de Setúbal e do Cávado e do Ave foram as instituições de Ensino Superior que viram jovens por si formados sair premiados da EIA 2018.

Os prémios da European Innovation Academy incluem uma oportunidade de contacto com aceleradoras e incubadoras de empresas de topo, tais como a Alchemist Accelerator, Dybaw Venture Capital, AG Consulting, Hunter & Bard, Pitch60 e a Nixon Peabody.

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