Trilhos Santander são mais um passo na concretização do eco-campus da UTAD

A universidade nortenha tem instalações exemplares do ponto de vista da sustentabilidade, em parte construídas com o apoio Santander Universidades.

Foi o primeiro e é o maior eco-campus universitário do país e da Península Ibérica - afirmam os seus responsáveis -, e agora está dotado de vários quilómetros de trilhos para caminhadas criados com o financiamento do Santander Universidades e que, por isso, receberam o nome do seu patrocinador. Os recém-inaugurados Trilhos Santander da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) representam apenas mais um passo deste complexo no caminho para "Uma eco-universidade para o futuro", lema do plano estratégico de uma instituição comprometida com a sustentabilidade.

"O campus da UTAD representa uma área de 130 hectares, onde está enquadrado um dos maiores jardins botânicos da Península Ibérica, e no qual foram criados trilhos pedonais onde os estudantes e toda a comunidade académica podem desenvolver a sua atividade diária, nomeadamente ao nível de modalidades de desporto e de saúde - aquilo que nós diríamos hábitos sustentáveis", explica o reitor António Fontainhas Fernandes, referindo-se à recente inauguração dos Trilhos Santander.

Ligando a entrada do campus à sua zona histórica, os Trilhos Santander são "um espaço público, seguro, inclusivo e verde, reduzindo o impacto ambiental", afirma o banco num vídeo lançado para divulgar a obra.

Esta não é a primeira vez que a UTAD e o Santander Universidades se unem na promoção dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável 2030 da ONU. Além do apoio em diversas ações das faculdades e estudantes - como a iniciativa "Do lixo se faz música", que incluiu a atuação de uma eco-orquestra, sessões de cinema e oficinas reutilizando objetos tidos como lixo -, o apoio do banco contribuiu também para a ambição da UTAD de se tornar uma universidade digital, com infraestruturas e soluções digitais de gestão.

A UTAD é, por exemplo, uma das instituições que oferece aos seus alunos o Cartão Inteligente, uma aposta tecnológica do Santander Universidades, que pode ser gerido através de uma app para telemóvel e que pode servir como documento de identificação, meio de controlo de acesso a recintos do campus e a computadores, permite a gestão de empréstimos de livros nas bibliotecas, a obtenção de descontos no comércio e até faz de porta-moedas eletrónico, para pagamentos dentro das universidades e nos transportes.

"O Santander, desde a primeira hora, percebeu que poderia vocacionar parte dos seus apoios para a visão estratégica que a universidade tinha definido da criação de um eco-campus certificado", afirma António Fontainhas Fernandes. "E, em boa hora, tem vindo a apoiar anualmente diferentes medidas, diferentes ações que são de todo o interesse para a estratégia da universidade, mas também do planeta", conclui.

Esta semana, chegou a vez dos Trilhos Santander. Para o reitor da UTAD, os trilhos respondem à necessidade de incorporar a ética ambiental na atividade da instituição que dirige. E isso, no seu entender, passa pela requalificação de 10 km de passeios (que inclui o alargamento destes e a redução do espaço do trânsito automóvel, que fica só com uma via estreita) e pela construção de 7 km de ciclovia, privilegiando-se mecanismos de mobilidade sustentável.

Os Trilhos Santander são, portanto, apenas uma pequena parte deste projeto maior da UTAD, que inclui ainda intervenções nas sete principais praças da cidade universitária, em que se retira o asfalto e o automóvel e devolve-se o espaço ao ar livre as estudantes. Um projeto que está em curso, implica um investimento de três milhões de euros e que o reitor da UTAD quer ver concluído até março de 2021, antes de terminar o seu segundo mandato à frente da reitoria.

"É uma intervenção única, num campus que tem como marca diferenciadora o jardim botânico e a sustentabilidade", frisou Fontainhas Fernandes.

Um campus com eficiência energética e inteligente

Três milhões de euros foi também quanto custou a melhoria da eficiência energética da UTAD. "Removemos 35 m² de amianto, que substituímos por materiais amigos do ambiente; substituímos 12 mil lâmpadas convencionais por outras de sistemas LED; e o aquecimento passará para biomassa, com caldeiras para utilizar resíduos. Isto vai traduzir-se na diminuição do consumo de energia e de cerca de 70% as emissões de gases com efeito de estufa", disse António Fontainhas Fernandes.

O responsável máximo da UTAD canta ainda que esta instituição de ensino tem também um plano de gestão de resíduos, que os edifícios académicos estão certificados e que foi reforçada a banda larga digital "dez vezes mais", o que permite aos estudantes "estarem no meio do campo e terem rede móvel no exterior, para fazerem os seus trabalhos e os seus estudos".

Na sua ambição de ser uma Universidade Digital, pensada à imagem e semelhança das chamadas smart cities, diz o docuemnto que define a Estratégia Ambiental da UTAD que esta está progressivamente a pôr em prática "soluções e aplicações de monitorização, baseadas em redes de sensores e dispositivos sem fios e internet das coisas (IoT), construídos sobre aplicações capazes de comunicar com sensores, fixos e móveis, fornecendo dados para a gestão do campus e disponibilizando informação em tempo real". Também a qualidade do ar e do ruído, a intensidade energética e o tráfego são monitorizados e geridos de forma integrada por sistemas inteligentes.

Para o reitor da UTAD, a universidade deve constituir-se como exemplo, assumindo um compromisso com a sustentabilidade ambiental, o que obriga à definição de uma agenda que contemple operações físicas, programas académicos e de investigação, dinâmicas de natureza desportiva, cultural e tecnológica.

Por isso, diz o reitor, "a UTAD tem um campo de ténis dentro do campus, uma nave desportiva dentro do campus. Tem um campo multiusos, que tanto dá para basquete como para futebol, que foi patrocinado pelo Santander, onde as pessoas treinam - equipas mistas, não é rapazes contra raparigas. E a própria pista de atletismo está sempre disponível, à hora do almoço ou em qualquer hora do dia em que o aluno tenha um 'furo' no horário".

O prõprio reitor conta que nos seus intervalos e horas de almoço, tal como a maioria dos seus aluunos, não fica fechado nos gabinetes e corredores: come depressa - a sau salada e iogurte proteico, refere - vai fazer caminhadas, apanhar ar, aproveitar as instalaçoes que tem.

"E há outras rotinas que passam também pela mudança de hábitos", refere António Fontainhas Fernandes. "Desde logo, nos consumos de alimentos mais sustentáveis, no hábito de trazer debates aos estudantes - os próprios estudantes e os núcleos de estudantes dinamizam ações em que mostram que é preciso consumir menos e iniciar um novo percurso", sublinha o reitor, concluindo: "Os recursos naturais da Terra terminam em agosto. Nós não podemos continuar neste caminho de gastar mais do que um planeta para os nossos hábitos diários. É preciso mudar de paradigma e, desde logo, as universidades devem ser um exemplo, porque é nas universidades que se formam os futuros líderes, os diplomados que vão liderar as consciências no futuro".

UTAD, uma universidade única

A UTAD desenvolveu, assim - e como sublinha o seu reitor -, um plano estratégico que visa criar uma agenda ambiental para toda a universidade e que está articulado com os objetivos da agenda da ONU para o Desenvolvimento Sustentável 2030. Nomeadamente, enumera o responsável, "no domínio da gestão dos recursos hídricos, das energias renováveis, de um campus inteligente e sustentável, da produção e do consumo também sustentável e ainda medidas que englobam componentes de ação climática e da proteção da vida terrestre".

"E, no âmbito destas agendas, destes roteiros do compromisso da universidade com o ambiente, este é o primeiro campus certificado internacionalmente do ponto de vista dos sistemas de gestão ambiental e dos sistemas de gestão de energia", salienta o reitor da UTAD. "Esta é a marca diferenciadora da UTAD: um campus inteligente, sustentável, pensado à luz das novas universidades digitais", afirma António Fontainhas Fernandes.

Para o chefe máximo desta instituição do ensino superior nao restam dúvidas de que esta é uma universidade única. "Primeiro, porque é prática corrente que as universidades tenham edifícios situados em espaços diferenciados das cidades. Mas, neste caso , toda a atividade letiva, toda a atividade de investigação e de valorização do conhecimento estão concentradas num campus único, num espaço único, que está certificado do ponto de vista ambiental e da energia ao nível internacional e onde todas as práticas têm como denominador comum preparar uma nova geração para a agenda do ambiente", explica o reitor.

"Por outro lado, está situado num jardim botânico que, em termos de dimensão, estamos a falar de um dos maiores da Península Ibérica e está classificado pela Associação de Jardins Botânicos", frisa.

Com todos estes atributos, e num aaltura em que António Fontainhas Fernandes está a menos de um ano de terminar o seu mandato como reiro da UTAD, o que é que falta fazer?

"Em primeiro lugar comunicar", diz, perentório. "Perceber que a questão da sustentabilidade é algo que é uma prática diária e que nós temos que melhorar, não só do ponto de vista da proteção e do uso dos recursos naturais, mas também viver de forma mais amiga do ambiente, em que é preciso ultrapassar o automóvel, escolher mecanismos de mobilidade mais sustentáveis e isso exige uma nova forma de comunicar", defende.

"E também há outro tipos de eventos que o Santander apoia que é criar, dentro das unidades curriculares, dentro da forma de ensinar, que os objetivos da ONU, os 17 objetivos do Desenvolvimento Sustentável estejam presentes no ensino. E este formato, também é um formato a que o Santander desde logo aderiu e o qual achamos fundamental", avança o reitor.

"Se prepararmos jovens mais competentes e mais responsáveis, de certeza que o futuro do planeta será melhor"conclui António Fontainhas Fernandes.

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