Standvirtual. 60% dos condutores pensa comprar um veículo elétrico no futuro

A pesquisa de automóveis usados, no Standvirtual, duplicou durante a pandemia, mas a procura por veículos elétricos (VE), nesta plataforma ainda é residual. Esta foi uma das conclusões do estudo Marktest/Standvirtual, apresentado, esta tarde, no último dia do Portugal Mobi Summit, por Daniel Rocha, analytics director da empresa.

O estudo procurou analisar a relação dos consumidores (B2C) e gestores de frotas (B2B) com os VE. No que respeita aos particulares, 90% dos inquiridos nunca teve um VE , 70% garante que nunca o experimentou, mas 60% admite comprar um veículo sem emissões no futuro.

Ainda em relação aos particulares, a redução de emissões de carbono e os baixos consumos de carbono e os baixos consumos são as principais vantagens que os inquiridos associam aos VE. Já em relação às desvantagens, o custo de aquisição é a primeira preocupação, seguida de perto pelas questões relacionadas com autonomia e com o tempo de vida das baterias.

Preço é entrave

Segundo Daniel Rocha, um dos dados interessantes do estudo é que a "maioria dos consumidores tem uma noção correta dos tempos de carregamento público e doméstico", sendo que a autonomia ideal, segundo os inquiridos, oscila entre os 500 e os 700 quilómetros".

Confrontados com o preço que estariam dispostos a pagar por um VE, os consumidores particulares ouvidos pelo estudo apontam para os 25.000 euros como limite.

Autonomia é desvantagem

No caso das gestoras de frotas, a perspetiva em relação aos VE difere um pouco. 40% das frotas já têm algum VE na sua composição. De acordo com Daniel Rocha, "os baixos consumos são a principal vantagem na compra de um VE," sendo que a "ansiedade causada pela autonomia das baterias surge como a principal desvantagem". A "melhoria da autonomia dos VE" é outro fator-chave na decisão de adquirir um modelo destas características.

Segundo o estudo Marktest/Standvirtual, a maioria dos gestores de frotas vê "como muito provável" a aquisição de modelos 100% elétricos nos próximos cinco anos.

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