Santander. Fundo de Resolução tira 2,5 a 3 mil milhões de capacidade de crédito ao mercado

Miguel Belo de Carvalho, administrador do Santander, afirma que o "Fundo de Resolução e contribuições pesam de uma forma muito significativa", retirando competitividade ao setor.

No debate da Money Conference sobre a banca no pós Covid-19, Miguel Belo de Carvalho abordou o tema das contribuições para o Fundo de Resolução.

Feitas as contas, o administrador do Santander aponta que o "Fundo de Resolução e as contribuições pesam de uma forma significativa". Somando os montantes de todos os players da banca para o fundo, Belo de Carvalho aponta se trata de "2,5 a 3 mil milhões de capacidade de crédito que o Fundo de Resolução tira ao mercado".

"Os bancos estão a pagar o Fundo de Resolução até 2046", afirma o administrador do Santander. "E isto é se não encontrarmos nenhuma pedra no caminho".

Também Miguel Maya, do BCP, aborda o tema do Fundo de Resolução. Em relação a eventuais contributos, o CEO do BCP aponta que a decisão "de emprestar ou não ao fundo" é feita "em termos de capacidade para pagar".

"No momento atual acho que é possível que suporte financiamento, consideramos participar", indica. "Os custos anuais para Fundo de Resolução são 47 milhões de euros por ano. Isto é que não é sustentável."

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de