Maioria dos trabalhadores está de volta ao escritório, mas pouco feliz

A conclusão é de um questionário realizado pelo Dinheiro Vivo, com apoio da PHC, que procurou perceber a relação dos colaboradores de várias empresas e o impacto das políticas de recursos humanos na sua vida.

Ao fim de quase dois anos em contexto pandémico, as empresas e os seus trabalhadores começaram, a pouco e pouco, a regressar à normalidade pré-covid. Para avaliar como está a ser feito este regresso ao escritório, mas também a forma como os colaboradores se sentem no trabalho e o impacto que a gestão de recursos humanos tem na sua vida, o Dinheiro Vivo desenvolveu, com o apoio da PHC, um questionário online, cujos resultados analisamos agora.

Entre os dados mais interessantes, destaque para o modelo de trabalho adotado pelas empresas. A larga maioria dos inquiridos (60,7%) afirma estar de volta ao escritório a 100%, enquanto 37,2% refere manter, nesta altura, um modelo híbrido e apenas 2% diz manter-se exclusivamente em teletrabalho. À pergunta sobre se a empresa onde trabalha permite equilibrar a vida pessoal e profissional, a maioria diz que não e 47% reconhece ser possível garantir esse balanço de forma saudável.

Porém, é no nível de felicidade dos inquiridos que se encontram dados reveladores do espírito destes colaboradores. Numa escala de 1 a 4, de nada feliz a muito feliz, 21,5% assinalam o nível 1, 31,3% o nível 2, enquanto os níveis 3 e 4 conquistam o mesmo número de respostas - 23,5% cada.

Sobre se a escolha de uma empresa para trabalhar está, de alguma forma, relacionada com a política de gestão de recursos humanos, 39,2% garante ser um dos aspetos mais relevantes na altura da candidatura, 31,3% admitem mesmo ser prioritário, 19,6% de importância média e apenas 9,8% dizem não ter muita importância. O questionário mostra ainda que a maioria das empresas (54,9%) não utiliza software de gestão de recursos humanos e quando questionados sobre a utilização que é dada a essa ferramenta, apenas 3,9% diz ser para gestão de talento e 13,7% para indicadores de desempenho. 9,8% acredita ser uma forma de economizar tempo, 5,9% um facilitador de conexão com as equipas e a larga maioria (66,6%) aponta outra opção como razão.

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