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Mário Ferreira: "Ninguém sai desta crise mais forte, só com mais preparação"
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Mário Ferreira: "Ninguém sai desta crise mais forte, só com mais preparação"

O dono da DouroAzul viu a sua empresa de cruzeiros fluviais atingida em cheio pelo impacto económico da Covid-19. O setor do Turismo sofreu uma travagem a fundo. O empresário diz que apesar de tudo, há que valorizar o lado positivo. Entenda-se, olhar par as novas oportunidades que a nova normalidade permite. Se 2019 já tinha sido bom, 2020 seria ainda melhor. O ano começou com a perspetiva mais positiva possível. Estava a começar a melhor época e sempre para o Turismo no Porto, o melhor de sempre. Na DouroAzul era esperado uma subida de vendas acima dos trinta por cento. Menos de três meses depois, os planos foram por água abaixo. Mário Ferreira, dono da empresa depressa percebeu que já não seria assim. O melhor ano de sempre ficou adiado, "não aconteceu, nem vai acontecer tão cedo. Os anos de crescimento acelerado vão contrastar, agora, com anos de recuperação lenta". Plano zero Em meados de março, depois de vários países europeus registarem casos positivos foi a vez de Portugal sucumbir à Covid-19. "Só quanto atingiu a Itália é que se percebeu o que iria acontecer no continente europeu". Nessa altura, Mário Ferreira não perdeu tempo. "Dormi pouco nessa noite. No dia seguinte cheguei à empresa e reuniu a equipa financeira. Demorámos dois dias a traçar um plano. Chamamos-lhe o plano zero". O nome não surgiu ao acaso. Mário Ferreira optou por traçar o pior dos cenários, à espera, no entanto, que ele não se concretize. O que seria da DouroAzul se terminasse 2020 sem faturação? O empresário do Norte não tinha dúvidas, "se a empresa sobrevivesse a isto, sobreviveria a qualquer coisa". Sem saber quando poderia retomar a atividade dos cruzeiros fluviais no rio Douro, Mário Ferreira não dispensou nenhum dos mil e duzentos funcionários. Mas recorreu ao regime de lay-off simplificado, criado pelo governo para a época de pandemia. "É uma situação difícil e complicada. Quinhentos trabalhadores tiveram de ficar em lay-off, mas esperamos chamar rapidamente cerca de setenta por cento". 2020: "ímpar, único, sem memória" O ano vai terminar com resultados nunca vistos, mas o dono da DouroAzul espera não afundar a empresa numa crise sem salvação. Valeram os esforços do anos anteriores. A almofada financeira que amealhada no passado vai salvar o presente o futuro da empresa. "Claro que vamos ter resultados negativos, mas temos poupanças, por isso o investimento que tínhamos previsto, de 100 milhões de euros, vai manter-se". A DouroAzul é a maior operadora europeia de cruzeiros fluviais. No Rio Douro explora uma dúzia de navios-hotel, que estiveram todos parados durante três meses. O regresso às aguas que conhecem de cor e salteado, está quase a acontecer. Junho é o mês do regresso. Não para todos, porque a procura ainda não justifica tanta oferta. "Será um começo lento". As viagens serão retomadas com adaptações às novas circunstâncias, "desde a bagagem que não entra no navio sem ser desinfetada, os passageiros vão passar por um túnel de desinfeção com luzes UV e com vaporizador, que também mede a temperatura e deteta se as pessoas estão a usar máscara e temos testes serológicos para quem quiser realizar a prova. Compramos para todos os clientes". "A partir de agora vou deixar de olhar para as desgraças e ver novas oportunidades de negócio. Ando entusiasmado". Para os meses de julho e agosto, Mário Ferreira traçou como clientes-alvo, os turistas nacionais. Os portugueses, com pouco peso até agora no negócio da DouroAzul, poderão compensar a ausência, mais que provável, dos norte-americanos que nunca falhavam. Da Europa podem chegar também mais alguns, pelos menos é esse a expectativa de Mário Ferreira. "Acreditamos que o mercado alemão vem em força, o mercado francês, suíço e austríaco também já confirmaram e que o mercado inglês deve começar a dar sinais em agosto, porque os operadores ingleses acreditam que em setembro eles vêm em força". Para quem não consegue vislumbrar qualquer atratividade num cruzeiro do Douro, Mário Ferreira garante que está longe "de ser monótono. O Douro tem muito para ver, desde monumentos, cidades, vilas e quintas". O futuro Que lições se podem tirar do impacto da Covid-19? O que parecia ficção tornou-se realidade. "Um vírus parou o mundo. No início do ano ninguém acreditaria que isto podia acontecer". Mas aconteceu. Mário Ferreira viu o que nunca pensou ver, mas não paralisou. Já só pensa na retoma sabendo que o caminho será longo e lento. "Dois ou três anos é o tempo que vai demorar a recuperar. E para chegar ao nível de 2019. Nós estávamos numa euforia fantástica, de preços elevadíssimos na hotelaria e com taxas de ocupação muito boas". Mário Ferreira, dono da DouroAzul, não acredita que depois da Covid-19 algum empresário saia mais forte da crise. "Quem disser isso não está a ver bem a situação. Ninguém sai mais forte de uma situação destas. Pode, sim, sair com mais conhecimento e preparação" para enfrentar uma réplica da pandemia. [audio mp3="https://www.dinheirovivo.pt/wp-content/uploads/2020/06/reboot-portugal-douro-azul-sonia.mp3"][/audio]

Quem pressiona o botão "on" da economia nacional?
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Quem pressiona o botão "on" da economia nacional?

Proteger a saúde e as vidas dos portugueses é a prioridade das medidas de isolamento social. Mas urge também dar voz a quem se esforça para reacender o desenvolvimento económico no nosso país. Não haveria outra forma de vencer a covid-19 que não fosse por um abrandamento transversal das nossas vidas. O vírus ameaçou (e e ainda ameaça) o planeta inteiro. Enquanto não fosse encontrada uma vacina, a ciência determinava que a única forma de travar a propagação da infeção seria a paragem e o isolamento social. Só assim se evitaria o colapso dos serviços de saúde, com prejuízos humanos e económicos incalculáveis. Certo é que depois de uma paragem que significou avultados prejuízos e desafios sem precedentes para os agentes económicos de Portugal e do mundo, importa agora pensar no momento em que as empresas voltarão a ligar as engrenagens. A vida voltará à normalidade. Os trabalhadores regressarão ao trabalho e chegará o dia em que as linhas de fabrico recomeçarão a produção indispensável para fazer a economia funcionar. É precisamente neste momento crítico - de avaliação de riscos e de antecipação de estratégias - que a TSF e o Dinheiro Vivo se unem numa abordagem inédita para registar a resiliência das empresas que estão a fazer face às dificuldades e a antecipar o seu "relançamento", com o projeto Reboot Portugal. Pretendemos demonstrar a força das nossas empresas e instituições e apresentá-las como benchmark inspirador sobre como recomeçar num mundo pós-covid-19. E pela soma desses diferentes contributos chegaremos a um puzzle representativo do renascimento do tecido empresarial português. Queremos ser mobilizadores da ideia de "começar de novo" com mais força, numa visão que será assumidamente inspiracional para o público e para as empresas. Conheça algumas das empresas e instituições em destaque: IFTHENPAY DECUNIFY FRICON Instituto Politécnico de Coimbra

Uma educação polivalente e prática
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Uma educação polivalente e prática

O ensino em Portugal está cada vez mais diversificado, muito devido à dinamização e variedade que as universidades e politécnicos disponibilizam. O Instituto Politécnico de Coimbra, localizado na "cidade dos estudantes", é uma instituição de ensino superior pública e um dos dez maiores estabelecimentos de ensino superior portugueses e abrange diversas áreas de formação nas suas seis unidades de ensino: Escola Superior Agrária, Escola Superior de Educação, Escola Superior de Tecnologia da Saúde, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Instituto Superior de Contabilidade e Administração e Instituto Superior de Engenharia. Devido à evolução rápida da pandemia COVID-19, o Politécnico de Coimbra adotou várias medidas de prevenção à doença e, ainda antes da declaração do estado de emergência, suspendeu as atividades letivas presenciais e implementou o teletrabalho a todos os funcionários cuja função o permitisse. Apesar do grande desafio que foi a rápida transição para as aulas através de videoconferência, todos responderam da melhor forma a esta mudança. Por outro lado, o Instituto Politécnico de Coimbra está bastante envolvido na sua região neste momento de combate à COVID-19. Como tal, e respondendo ao apelo lançado pela sociedade, o Politécnico de Coimbra realiza parcerias com municípios e instituições de responsabilidade civil e apoia a realização de testes à população da Lousã e de Mortágua, fornece refeições a carenciados da cidade de Coimbra, disponibiliza uma residência para alojar profissionais de saúde, produz viseiras e álcool gel e promove conhecimento científico sobre o impacto e comportamentos sociais durante a pandemia. De olhos postos no futuro, mas com o foco no presente, o Politécnico de Coimbra procura retomar as atividades presenciais nesta altura, nomeadamente aulas práticas e estágios, bem como outros serviços, como é o caso dos refeitórios, cafetarias e serviços académicos, sempre de acordo com as orientações veiculadas pela DGS. O Instituto Politécnico de Coimbra está a trabalhar para que esta fase seja ultrapassada da melhor forma, sendo uma instituição cada vez mais unida, aberta ao mundo e capaz de formar e apoiar todos os seus estudantes.

A prevenção fez a diferença
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A prevenção fez a diferença

A Fricon, apesar da pandemia que se faz sentir neste momento, conseguiu manter todos os seus trabalhadores a tempo inteiro, fazendo algumas alterações aos seus processos. E vÊ o futuro com otimismo. Fundada em 1976, a Fricon está sediada em Vila do Conde, contando com uma outra unidade fabril no Brasil desde 1995. As empresas nasceram sob o impulso de Artur Martins de Azevedo e são hoje continuadas pelos seus familiares. Segundo Hércules Zurita, Assessor da Administração da empresa, "a aposta da Fricon em áreas de atuação complementares abrange o setor doméstico, de bebidas, de congelados e, de forma muito especializada, a produção de equipamentos para retail". A Fricon é ainda a escolha de vários grupos para congelar, refrigerar e conservar os produtos, como é o caso da Unilever, Jerónimo Martins, Sonae, Carrefour, Cencosud, Wal-Mart, Intermarché, Danone, Coca-Cola, Nestlé, Unicer, Heineken, entre outros. Hércules Zurita frisa ainda que a Fricon emprega mais de mil pessoas, 240 delas em Portugal e 800 no Brasil. O assessor da administração acrescenta ainda que "a nível de faturação, a empresa portuguesa fatura cerca de 25 milhões de euros em solo nacional mas, a nível global, esse valor é superior a 100 milhões de euros, estando presente em mais de 115 mercados. A Fricon conta ainda com uma delegação comercial e apoio pós-venda em Madrid desde 2013 e o peso da exportação para a Fricon Portugal, em 2019, foi de 83%". A pandemia levou a que a que a empresa acabasse por implementar "bastantes transformações", como explicou Isabel Azevedo, CEO da Fricon, que passaram pela criação de condições de segurança, com "meios de proteção individual, trabalhando com mais turnos para aliviar o número de pessoas em cada linha de produção, evitando dessa forma o cruzamento entre saídas e entradas, recorrendo ao teletrabalho nas funções compatíveis e reforçando muito a desinfeção das instalações", elogiando ainda o sentido de "partilha de experiências entre empresas": "Sentimos um verdadeiro espírito de entreajuda, mesmo entre concorrentes". https://youtu.be/edOb5M-eMoo Contudo, estas medidas implicam custos inesperados, algo que a empresa preparou, devido à reserva de uma parte significativa dos resultados financeiros, sobretudo dos seus melhores anos, como explica a CEO da empresa: "Assim podemos responder a momentos menos positivos. Num passado recente, embora numa crise diferente, a empresa não se inibiu de reforçar os seus investimentos. Nas últimas semanas realizámos várias reuniões para manter o nosso plano de investimento e delinear novos." A CEO frisa também o facto de não ter sido necessário recorrer ao lay-off, acrescentando que "foi fundamental a cooperação de todo o pessoal técnico, administrativo, comercial, que aderiu com grande empenho pessoal e sentido de equipa". No entanto, estas medidas acabam por ter ainda custos extra, "devido à criação de turnos, ao cancelamento de viagens e feiras das atividades comerciais, ao reforço antecipado do stock de matérias-primas para evitar a rotura, aumento de custos resultantes da quebra de vendas face aos custos fixos, encomendas suspensas ou adiadas, entre outros" explicou Abília Azevedo, membro do conselho de Administração da Fricon. Houve, contudo, outros aspetos positivos, como "um pequeno aumento na procura do equipamento doméstico e novas aberturas de supermercados de pequena dimensão", acrescentou a administradora. No entanto, a Fricon projeta o futuro com otimismo, visto que este assenta no "facto de a Fricon ter novas soluções de frio e da produção portuguesa depender a 80% dos mercados externos", afirmou Isabel Azevedo, acrescentando que "teremos todos de unificar esforços para levantar a nossa economia, uma tarefa exigente, mas que será tão mais simples e rápida quanto melhor nos protegermos e mantivermos as regras de segurança definidas pelas autoridades de saúde. Estamos convictos que teremos que viver com esta pandemia mais algum tempo, sem prolongar o atrofiamento da nossa economia.".

Como otimizar o seu negócio em tempos de pandemia
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Como otimizar o seu negócio em tempos de pandemia

Muitas empresas vivem momentos complicados devido à situação atual do país. Soluções tecnológicas vão ter um papel essencial para retomar negócios e apaziguar o impacto da crise. No mercado desde o ano 2000, a Decunify atua no mercado das Tecnologias de Informação e Comunicações desenvolvendo projetos de todas as dimensões, de acordo com os clientes com que trabalha e adaptando-se às necessidades de cada um deles, através de tecnologias e serviços inovadores.

As empresas que vão reerguer Portugal
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As empresas que vão reerguer Portugal

A iniciativa Reboot Portugal pretende dar voz a empresários portugueses de diversos setores de atividade, de forma a demonstrar que, apesar de não ser fácil, é possível sair desta pandemia. Os meses que se adivinham constituirão um desafio, quer para o setor da saúde como para o social e económico. Como tal, e numa altura em que manter uma economia a funcionar para que a sociedade se mantenha ativa parece ser uma tarefa impossível, as boas ideias e a perseverança são uma comodidade valiosa. Para proteger e preparar os passos seguintes, e para preservar os postos dos seus colaboradores, vários empresários deram a sua visão de como vão sobreviver a esta pandemia que carrega, sobretudo, muita incerteza. O projeto Reboot Portugal pretende então dar voz aos vários empresários portugueses e demonstrar de que forma se posicionam para atacar esta crise e sair de forma financeiramente equilibrada. Está na hora de ajudar a reerguer Portugal, voltando a mostrar que os portugueses, para além de não virarem as costas a uma batalha, não o fazem também à reconstrução do seu país.