Eticadata ultrapassa confinamento sem alterar investimento e espera subir vendas

O ano de 2019 foi de muito boa memória. 2020, no 30º aniversário da Eticadata, prometia seguir o mesmo caminho, até que em março, chegou a Portugal a Covid-19. A empresa, de Braga, encerrou portas, mas não parou de trabalhar.

Trabalhar na área do software tem, neste caso, muitas vantagens. Quando o estado de emergência foi decretado no país, por causa da pandemia do novo coronavírus, a administração da Eticadata, especialista em software de gestão, decidiu mandar para casa toda a equipa. 50 trabalhadores deixaram de se deslocar diariamente para a empresa, mas não deixaram de trabalhar. O teletrabalho foi a primeira, única e mais óbvia solução para todos.

José Gonçalves, CEO da Eticadata, afirma que os desafios impostos pela Covid-19 não foram difíceis de ultrapassar."Fomos todos para casa a trabalhar à distância. Felizmente é uma situação que se coaduna com o nosso negócio. Não tivemos essa dificuldade, correu tudo normalmente. Não tivemos que recorrer ao lay-off. Não posso dizer que trabalhar à distância é a mesma coisa, mas estivemos bem". O regresso também foi tranquilo. Julho é o mês que marca o reencontro entre todos os funcionários, nas instalações da empresa, em Braga.

A Eticadata não está a passar incólume ao impacto na economia da pandemia de Covid-19. As vendas vão baixar, depois de uma ano de 2019 fulgurante, mas ainda assim, há margem para crescer. José Gonçalves estima que a descida não será brusca. "Tivemos uma quebra muito ligeira até agora. Contamos recuperar até ao final do ano e chegar a Dezembro com a vendas a subirem entre dez a quinze por cento. A não ser que haja uma segunda vaga".

27 de junho de 1990. O calor aquecia o que sobrava do São João. No rescaldo da festa popular de Braga, ainda com as ornamentações a darem nas vistas, José Gonçalves dirigiu-se ao notário para fazer a escritura da Eticadata. Nascia, assim, a empresa que quis apostar numa área em que a concorrência é grande e forte. "É sempre difícil quando alguém se quer intrometer num mercado que já está instalado. Nós tivemos que lutar para chegar aqui, mas conseguimos".

O que distingue a Eticadata no mercado? "Desenvolvemos software amigável do operador. É muito fácil e intuitivo. Desde a primeira hora fez escola nesta casa, uma vontade de adaptar as nossas soluções à forma como que se trabalha nos escritórios. Nós alinhamos os passos que o operador tem que dar, de acordo com aquilo que é a realidade nas empresas e nos escritórios".

A internacionalização é outra aposta da Eticadata. "Continuamos a apostar na internacionalização. Já operamos em três continentes: Europa, África

e América Latina . Todos estes países também estão com problemas, mas não vamos desistir". O mercado interno continua a absorver a maior fatia do trabalho desenvolvido na Eticadata.

30 anos depois, José Gonçalves tem orgulho no percurso feito. "A viagem tem sido feita com altos e baixos. Felizmente estamos bem economicamente. Estamos a fazer os investimentos que tínhamos previsto fazer. Não alteramos rigorosamente nenhum. Não temos financiamentos ativos. Não devemos nada a ninguém. Fechamos o ano muitíssimo bem. Não é esta pandemia que nos vai deitar abaixo".

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