Navigator. Um papel muito produtivo

A empresa do grupo The Navigator Company, pertencente ao universo Semapa, liderado por Pedro Queirós Pereira, é uma das mais produtivas do país

O grupo The Navigator Company tem uma forte presença no ranking das empresas de bens mais produtivas no país: os três primeiros lugares da lista pertencem ao universo do grupo, outrora conhecido por Portucel Soporcel, agora completamente privado e na mão da Semapa, holding liderada pelo empresário Pedro Queirós Pereira.

A Navigator Pulp Setúbal é uma das empresas do grupo, sendo a unidade que produz pasta de papel situada na península da Mitrena, junto a Setúbal. É uma empresa sofisticada e muito eficiente, sendo por isso natural que tenha registado uma produtividade de 135 euros por trabalhador. O seu volume de negócios atingiu, em 2016, os 264,2 milhões de euros e um lucro de 21,4 mil milhões de euros. Aliás, são quatro a empresas da The Navigator Company que estão presentes no top 10 das mais produtivas: além desta na primeira posição, em segundo está a Navigator Pulp Cacia, em terceiro a Navigator Paper Setúbal, e em décimo, a a Navigator Paper Figueira.

“A The Navigator Company tem vindo a registar um crescimento sustentado das vendas, vendendo os seus produtos em 130 países. O setor da pasta e do papel é altamente competitivo ocupando a Navigator a liderança europeia na produção de papéis finos de impressão e escrita não revestidos sendo o maior produtor europeu, e o quinto a nível mundial, de pasta branqueada de eucalipto”, conforme nos explica fonte oficial da empresa.

A atividade de 2016 revelou-se particularmente desafiante para o grupo nacional não só por condições de mercado como pelas alterações regulatórias no setor, que penalizam esta atividade. Sendo a mesma fonte, a companhia mostrou capacidade de reação à adversidade e conseguiu, mesmo em condições adversas, superar o desempenho do ano anterior. O grupo atingiu vendas de 1,577 mil milhões de euros em 2016, e um EBITDA de 397 milhões de euros. Já os resultados líquidos foram de 217 milhões de euros, o que representou um ligeiro crescimento face a 2015.

Também os primeiros nove meses deste ano voltam a testemunhar uma boa performance, com o volume de negócios a evoluir 5%, com um forte desempenho dos negócios da pasta, energia e tissue. O valor de venda pasta cresceu 32%, com o aumento do volume comercializado e do preço da mesma e as vendas de energia elétrica aumentaram 16%, enquanto as vendas do papel tissue cresceram 11% em valor e em volume e valor.

Sendo um grupo focado essencialmente nas exportações, o mercado nacional representa apenas 4% das vendas, sendo que é, mesmo assim um mercado consolidado. O grupo é um dos maiores exportadores nacionais, com 3% do total das exportações totais do país, o que representa 1% do PIB (Produto Interno Bruto). Os seus maiores mercados são no centro e norte da Europa, Estados Unidos da América e África.

Investimentos de mil milhões

A companhia é também um dos maiores investidores nacionais. “A The Navigator Company investiu em Portugal, nos últimos 10 anos, mais de 1.000 milhões de euros, mantendo um ambicioso plano de crescimento”, explica fonte oficial da empresa. O ano de 2017 fica marcado pelo arranque de dois grandes projetos de desenvolvimento em Portugal, nomeadamente a construção da fábrica de tissue em Cacia, com capacidade de produção de bobines e de transformação, e a melhoria de eficiência produtiva de pasta e performance ambiental na fábrica da Figueira da Foz. “Em ambos os casos, os trabalhos conheceram o seu arranque este ano, envolvendo um montante total de cerca de 205 milhões de euros, estando a sua conclusão prevista para 2018”, afirma a empresa.

A The Navigator Company atravessa atualmente uma fase de crescimento, pelo que 2016 e 2017 têm sido marcados por exercícios de implementação ativa desta estratégia, sem perder de vista o rigoroso cumprimento de um importante programa de gestão de custos, cujo impacto positivo estimado foi de 18 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017.

“A gestão eficiente dos recursos naturais e a urgência em encontrar modelos de desenvolvimento sustentável têm feito parte integrante da agenda da The Navigator Company, mas, em 2017, o grupo deu novos passos no sentido de partilhar o seu conhecimento e experiência com a comunidade, de que é exemplo a parceria para a compensação das emissões de carbono da Web Summit e a realização da 5ª edição do Fórum de Sustentabilidade”, explica a empresa. “Num contexto de acontecimentos que estão a moldar o futuro da floresta portuguesa, esta partilha estendeu-se aos fornecedores, como o é caso do programa de apoio à certificação de madeira que desenvolvemos junto dos proprietários florestais que trabalham com a The Navigator Company”, explicou a mesma fonte.

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