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200M: Fundo de co-investimento vai apostar em mais cinco startups

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Fundo gerido pela PME Investimentos está ainda a analisar mais três candidaturas ao fundo 200M. Parceiros são europeus e norte-americanos.

Há mais cinco startups portuguesas que vão contar com o investimento do fundo 200M em conjunto com outras sociedades de capital de risco. A novidade foi anunciada por Marco Fernandes, presidente da PME Investimentos, a entidade que gere o fundo 200M, em declarações ao Dinheiro Vivo. Desde que entrou em vigor, esta medida da estratégia de empreendedorismo Startup Portugal já apoiou o investimento em três startups nacionais;

“Temos cinco empresas submetidas para o fundo 200M e já temos três startups investidas. Há ainda mais cinco startups em fase de candidatura e recebemos várias intenções de co-investidores da Europa e dos Estados Unidos”, adianta Marco Fernandes.

O terceiro investimento do 200M deverá ser anunciado nas próximas duas semanas e contará com o apoio de um fundo francês. Esta operação vai envolver uma empresa com um ano de vida na área das ciências (life sciences), segundo apurou o Dinheiro Vivo. Os restantes cinco investimentos deverão ser anunciados nos próximos dois ou três meses, acrescenta o líder da PME Investimentos.

Até agora, o programa de co-investimento já apostou nas startups Biosurfit e 360imprimir, que já contam com quase uma década de existência, ou seja, em fases muito avançadas no negócio. “No caso de life sciences, biotech ou de dispositivos médicos, como a Biosurfit, falamos de empresas baseadas em tecnologias avançadas, pelo que demoram muito tempo a ir para o mercado. O que conta para as capitais de risco com fundos europeus é o período a partir do ponto em que a empresa tem a sua primeira venda comercial.”

Os 3 acordos já fechados representam um investimento acima de 30 milhões de euros, com um aporte do Fundo 200M de cerca de 11 milhões de euros.

Futuro promissor

Marco Fernandes comenta ainda o futuro do investimento do ecossistema empreendedor nacional e refere que haverá 300 milhões de euros para investir em startups nacionais nos próximos três anos, entre operadores públicos e privados.

“As perspetivas de investimento para os próximos anos são muito interessantes. Além dos 300 milhões de euros disponíveis para startups, há um conjunto renovado de empresas portuguesas e estrangeiras que nos procuram para criarem aqui o seu negócio. Nota ainda que as startups que já têm tração terão rondas normais de crescimento (séries A e B) nos próximos anos”.

Para concretizar isso, “é preciso trazer para Portugal cada vez mais capital estrangeiro de investidores tecnológicos com experiência internacional e ajudar a colmatar o gap de capital para séries A e B em Portugal.

 

O 200M, contudo, “também pode coinvestir em startups na fase inicial, em áreas como o digital, desde que com investidores qualificados e experientes e em rondas acima de um milhão de euros; abaixo desse montante, há outros investidores no mercado que podem suprir essa necessidade”.

 

Nos últimos meses temos assistido a um leque de novos investimentos e outros em perspetiva pelo que se sabe, nomeadamente pelos investidores institucionais de VC, público ou os privados, que começaram a retomar a aposta no investimento nestas fases muito iniciais. Temos pex. a Portugal Ventures, mas também a Indico e a Armilar que receberam novos fundos e que os começam a aplicar, temos ainda os investimentos associados ao universo Sonae como a Bright Pixel e, ainda, os business angels a investir em tickets mais pequenos essenciais no começo das empresas.

Felizmente está a começar a crescer e esse é um dos grandes desafios e onde se deve manter o foco: trazer para Portugal cada vez mais capital estrangeiro de investidores tecnológicos com experiência internacional. O fundo 200M tem aqui uma das suas razões de existir e, assim, colmatar ainda o gap de capital para series A e B em Portugal.

O programa de co-financiamento 200M é composto por 100 milhões de euros de fundos públicos e por outros 100 milhões de fundos privados e deverá durar até 2020. Em novembro de 2016, altura em que decorreu a primeira edição da Web Summit em Lisboa, o governo português anunciou este programa, no qual a decisão de investimento recai sobretudo sobre os privados.

 

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