Finalistas de 2015

Telecoms e seguros na mira da Glintt

Pedro Felix, responsável pelo projeto Mobile na Glintt. Fotografia: José Manuel Ribeiro / Global Imagens
Pedro Felix, responsável pelo projeto Mobile na Glintt. Fotografia: José Manuel Ribeiro / Global Imagens

Tecnológica procura alargar a solução de assinatura eletrónica a novas áreas, depois da banca e do crédito ao consumo

O Banco Privado Atlântico, em Angola, é o mais recente cliente da nova solução de desmaterialização de processos desenvolvida pela Glintt, a Assinatura Digital Autografa (ou e-signing), que permite a abertura de contas através de um sistema digital. Uma parceria que abre um novo mercado para o serviço assinaturas eletrónicas da Glintt, que em Portugal está em funcionamento no ActivoBank e na Cetelem.

“Esta é uma iniciativa que remonta a 2012 como resposta a uma necessidade concreta da banca de retalho de agilizar processos e poupar custos, mas obriga a todo um processo de aculturação do mercado financeiro”, reconhece Pedro Félix, responsável pelo projeto mobile da Glintt. A solução tem vindo a ser apresentada e, embora haja vários bancos em fase de decisão, quer na área do retalho quer no investimento, a verdade é que não há, ainda, novos contratos.

Pedro Félix reconhece que Portugal está a demorar a aderir ao e-signing, mas admite que a questão é, sobretudo, cultural. “São processos morosos, tem que ver com a nossa mentalidade mais conservadora na adoção de novas soluções.”

Este ano, a aposta da Glintt passa por alargar a presença desta nova ferramenta ao mercado das seguradoras e das telecomunicações. “Temos já várias iniciativas em marcha, umas em fase de implementação outras em fase de decisão.” Em 2018, o objetivo é alargar ao mercado de utilities. “Estamos convictos de que as iniciativas que temos junto das multinacionais implantadas no mercado português, nos vai permitir replicar a solução às suas subsidiárias no estrangeiro e por conseguinte replicar naturalmente o negócio para outras geografias europeias”, acrescenta.

Nascida da fusão entre a Consiste e a Pararede, a Glintt decidiu o ano passado centrar-se, sobretudo, na área da saúde e alienou áreas de negócio não-core, nomeadamente as subsidiárias Glintt Business Process Outsourcing, Netpeople (outsourcing de recursos com competências tecnológicas) e Glintt Technology Enabled Services (Terminais de Pagamentos Seguros, TPA/POS).

Tem agora 955 trabalhadores, número em constante atualização, fruto da sua estratégia de crescimento e internacionalização, e faturou, no ano passado, 69,5 milhões de euros. Mais de meio milhão correspondem ao negócio de desmaterialização de processos com recurso à solução de assinatura eletrónica.

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