Finalistas de 2015

WeWow precisa de 3 milhões para crescer

António Lima, fundador da Wewow. Fotografia:  Rui Oliveira  / Global Imagens
António Lima, fundador da Wewow. Fotografia: Rui Oliveira / Global Imagens

Ferramenta para consultas online é um dos novos desenvolvimentos da startup do Porto. Vai ser aplicado em Marrocos

Depois do Veedmee, que permite adicionar o vídeo ao e-mail tradicional, sem anexos ou downloads, chegaram o Veedmed e o Veedmind. O primeiro permite fazer consultas online e está pensado para países onde o número per capita de profissionais de saúde é muito baixo. O segundo, foi desenvolvido em parceria com bolseiros da Universidade Nova, e permite procurar seja o que for num vídeo a partir de imagens, textos ou sons. Uma ferramenta extraordinária numa altura em que as autoridades se defrontam, muitas vezes, com a necessidade de analisar, em curto espaço de tempo, horas de filmagens à procura de um rosto ou de um objeto suspeito. Todas estas tecnologias são da responsabilidade da WeWow, startup do Porto que precisa de investidores dispostos a financiar o crescimento internacional da empresa e o desenvolvimento destas novas soluções.

Criada em janeiro de 2011 por António Lima e Paulo Benguela, a WeWow nasceu com dez colaboradores e um capital social de cinco mil euros. Mas, entretanto, já investiu mais de 2,5 milhões de euros, precisando, por isso, de financiadores. “Todo o trabalho que desenvolvemos está contratualizado e é para avançar. Mas a velocidade e a capacidade de desenvolvimento serão diferentes com ou sem investidores”, explica António Lima.

A empresa faturou, em 2015, cerca de 600 mil euros, mas este ano conta já chegar a um milhão. E dá já emprego a 15 pessoas, número que deverá crescer substancialmente em breve. “Vamos precisar de muitos mais trabalhadores, mas, para isso, é preciso concretizar o que temos em carteira”, acrescenta.

Enquanto o projeto-piloto do uso do Veedmee na banca – para facilitar o contacto com os clientes – não está concluído, a WeWow avança com outros parceiros, como a AICCOPN, a associação da construção, que usa esta ferramenta para divulgar aos seus cinco mil associados as novidades no que aos concursos públicos diz respeito ou à promoção de materiais de construção.

A mesma ferramenta passará em breve a ser usada pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Colombiana para divulgar oportunidades de negócio aos associados em Portugal e na Colômbia. Contrato similar está já adjudicado para o Equador.

Quanto ao Veedmed, vai ser instalado, já em em setembro, em farmácias em Tânger e Casablanca. O objetivo, mais tarde, é a criação de clínicas virtuais. Já o Veedmind, uma espécie de ctrl+f para vídeo, a meta é tornar a ferramenta aplicável ao Google, ao YouTube ou ao FB. “Ideias não nos faltam, desde que consigamos investidores”, frisa António Lima.

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