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Aceleradora apoiada por Gates e Bezos anda à procura de startups

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Village Global tem 150 mil dólares para investir em cada startup e um programa de aceleração que arranca janeiro e até oferece participação virtual

Bill Gates, Jeff Bezos, Mark Zuckerberg, Marissa Mayer e Eric Schimdt são alguns dos nomes mais sonantes por detrás da firma de investimento Village Global, que foi criada este ano com um fundo de 100 milhões de dólares. E os empreendedores que forem escolhidos para o seu programa de aceleração, Network Catalyst, poderão ter a oportunidade de os conhecer cara-a-cara. Esse é um dos atrativos do programa que arranca em janeiro, ainda que uma aceleradora que leva startups a Silicon Valley para mentoria e investimento não precise de mais argumentos para convencer empreendedores.

“Estamos entusiasmados para receber candidaturas de startups portuguesas”, disse ao Dinheiro Vivo Anne Dwane, cofundadora e partner da Village Global. “Investimos globalmente”, adiantou a responsável.

As candidaturas podem ser feitas a partir de qualquer ponto do globo até 7 de dezembro e o programa de aceleração arranca a 14 de janeiro de 2019, mas Anne explica que “os fundadores não precisam de se mudar para São Francisco para participarem.” Esse é outro diferenciador: as equipas “podem participar virtualmente ou vir a São Francisco apenas para o arranque e/ou para o final do programa.” É possível uma participação 100% virtual ao longo das 13 semanas/ três meses de duração.

Em termos do modelo de financiamento oferecido, há 150 mil dólares disponíveis em formato SAFE (Simple Agreement for Future Equity), equivalentes a 7% da empresa. Serão também organizadas apresentações a investidores e conexões a potenciais clientes e talento a recrutar.

Mas o que realmente distingue a aceleradora é a garantia de sessões estratégias com Reid Hoffman, o cofundador e ex-CEO do LinkedIn, e Ev Williams, cofundador e ex-CEO do Twitter e fundador do Blogger e Medium. Dois pesos-pesados do empreendedorismo que tornam a Network Catalyst uma oportunidade muito interessante para os fundadores escolhidos. Anne Dwane diz que as startups poderão conhecer ainda “outros luminários e especialistas”, cujos nomes estão na lista de luxo dos apoiantes da Village Global.

Cada startup terá um mentor selecionado, que oferecerá sessões semanais de aconselhamento. Haverá ainda “masterclasses” com Eric Ries, autor de “The Lean Startup” e “The Startup Way”, e com “outros especialistas” ainda não anunciados.

“Esta é uma comunidade de fundadores”, sublinhou Anne Dwane. “Fundadores em estágio inicial, fundadores bem sucedidos uns passos à frente e alguns dos fundadores mais bem sucedidos do mundo”, descreveu.

O tipo de startups que a Village Global procura é específico. Querem empresas no estágio de formação inicial, que ainda não tenham levantado qualquer financiamento institucional. Procuram startups muito ambiciosas, que usem software e TI “para transformar ou criar indústrias globais”, adianta Anne Dwane. Estão de olhos postos em empresas que possam escalar rapidamente, com fundadores que queiram “criar grandes empresas, que mudem o jogo.” Não têm é muitos lugares: planeiam selecionar 10 startups para este programa de aceleração. Quem quiser candidatar-se pode fazê-lo aqui.

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