ACI: Eles estão por dentro das baterias

As principais marcas de carros internacionais são suas clientes. A ACI faz proteções para recobrir cabos elétricos para a indústria automóvel.

A ACI, Automotive Compounding Industry, é uma empresa que faz extrusão de compostos plásticos, nomeadamente PVC e poliolefinas (polímeros com moléculas de olefinas; polietileno, no caso da olefina etileno, polipropileno com olefina propileno). Estes compostos plásticos têm como destino, praticamente em exclusivo o recobrimento de cabos elétricos para a indústria automóvel.

Fernando Amaral, diretor-geral da ACI Portugal explica que a empresa fabrica estes compostos plásticos “em grão, que mais tarde é usado pelos clientes para fazer o isolamento dos fios elétricos que vão para os automóveis”. O produto sai da fábrica em forma de granulado, em sacos de 1200kg, sem cor. O corante que vai dar a cor a cada um dos fios é adicionado depois pelo cliente.

“Produzimos para praticamente todos os construtores europeus. O nosso produto é usado pela Renault, pelo grupo PSA (Peugeot e Citroën), pela BMW, pela Daimler Chrysler (Mercedes), pela General Motors, pela Ford e pela KIA”, explica.

É a própria ACI – detida em 61% pela espanhola Perplastic (empresa familiar com fábricas em Espanha, na Roménia e na Tunísia) e por Fernando Amaral, que detém os restantes 39% – que exporta grande parte do material que produz. Fernando Amaral explica que, “em 2013, o ano de consolidação da empresa, uma vez que a ACI arrancou em 2012, a empresa faturou 16 milhões de euros, sendo 64% para o mercado interno e o restante para o externo”.

“Praticamente toda a nossa produção destinada ao mercado interno é absorvida por uma empresa produtora de cabos, a Coficab”, explica o diretor-geral da ACI, sublinhando a relação forte de parceria entre as duas empresas. Tão forte que, “quando eles iniciam operações em alguma zona do globo, nós temos tendência para os seguir”. “Foi o que aconteceu na Tunísia, de onde este grupo é natural, foi o que aconteceu na Roménia e é o que vai acontecer agora no México. Este nosso cliente tem uma fábrica a operar lá e temos já um contrato de seis anos para uma parceria”, frisa Fernando Amaral que afirma ter já pessoal expatriado naquele país para dar início às operações.

A Caixa Geral de Depósitos entra no arranque da unidade de operação na Guarda. Instalada no parque industrial da Guarda, Fernando Amaral explica que a ACI “teve, através da Caixa, a contratação de um empréstimo de médio e longo prazo”. “Fizemos um PME Investe através da Caixa e este ano atualizámos as nossas necessidades com um PME Crescimento. Temos também algumas linhas de curto prazo com eles”, diz Fernando Amaral. A empresa também tem uma relação financeira com outras instituições bancárias, mas o diretor-geral da ACI – Automotive Compounding Industry confessa: “Sem desprimor para os outros bancos, a Caixa é o parceiro bancário de referência.”

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