Fazedores

Agência Espacial Europeia pisca o olho aos empreendedores

empreendedores; fazedores; startups

A Agência Espacial Europeia tem um programa para startups que trabalhem com tecnologia espacial mas que possa ser adoptada por outros setores.

A Agência Espacial Europeia quer apoiar as startups que tenham tecnologia espacial e que pode ser usada por outras áreas de atividade. Para isso, tem um programa de mentoria, cujas candidaturas estão abertas até dia 15 de abril e ao qual podem concorrer empreendedores europeus. Os vencedores, vão ter apoio técnico e empresarial para desenvolver os seus negócios.

Carlos Cerqueira, diretor de Inovação do Instituto Pedro Nunes, que alberga o centro ESA Space Solutions explica que “o objectivo deste programa é identificar startups e elevado potencial de crescimento a apoiá-las nesse caminho para o mercado e capacidade para se tornarem empresas globais, que gerem mais emprego e rendimento. Para isso, a ESA disponibiliza os seus recursos humanos, equipamentos e também a sua rede de contactos para chegar a clientes, investidores e potenciais parceiros”.

O responsável, em declarações ao Dinheiro Vivo, acrescenta que as startups vão ser selecionadas “em função do caráter inovador dos seus produtos e serviços, levando em consideração como podem contribuir para enfrentar os desafios colocados no
contexto das atividades espaciais da ESA”.

Chiara Manfletti, presidente da Portugal Space, lembra, por sua vez, que “quando hoje falamos de espaço, há várias dimensões a considerar, sendo que uma da mais importantes hoje são os de programas espaciais de navegação por satélite e observação da Terra”.

A área do espaço tem caraterísticas técnicas que se distinguem de outras áreas. Por isso, é natural que algumas empresas surjam a partir de “spinoffs universitários de alunos e investigadores” mas também sejam criadas por “quadros de grandes e médias empresas que conhecem bem o mercado final, e percebem que os ativos espácias podem gerar soluções mais competitivas, e também PMEs de sectores mais tradicionais que passam a incorporar tecnologia do espaço como forma de continuarem
a fornecer inovação ao seu mercado”.

“Ao longo dos últimos cinco anos (2015-2019) – duração da primeira fase do programa em Portugal – o ESA BIC Portugal incubou 30 empresas (seis por ano), criou mais de 100 novos postos de trabalho e gerou um volume de negócios total de cerca de cinco milhões de euros”, remata.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Fotografia: Gerardo Santos/Global Imagens

Economia portuguesa afunda 16,3% entre abril e junho

Visitantes na Festa do Avante.

Avante!: PCP reduz lotação a um terço, só vão entrar até 33 mil pessoas por dia

covid 19 portugal casos coronavirus DGS

Mais 235 infetados e duas mortes por covid-19 em Portugal. Números baixam

Agência Espacial Europeia pisca o olho aos empreendedores