Prémio Inovação NOS

Agroop. O Big Brother está prestes a chegar à sua produção agrícola

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Aplicação ajuda agricultores a monitorizar as atividades no campo e a fazerem contas das despesas com a produção. Projeto está a ser testado por 20 agricultores. Em setembro estará disponível para todos

O número de mirtilos plantados e prontos a colher está agora à distância de um clique. Bruno Fonseca, 29 anos, estava a tirar o mestrado em Design de Comunicação quando começou a trabalhar no rebranding da marca de um agricultor. “Foi ele quem me falou da possibilidade de desenvolvermos um software de gestão operacional de campo que permitisse apontar as atividades que ia realizando, as despesas inerentes a cada uma das culturas e que possibilitasse monitorizar todos os custos de produção da sua atividade.”

A ideia surgiu assim. O passo seguinte foi, juntamente com o sócio, Bruno Rodrigues, explorar o que havia no mercado – muito pouco, confessa – e perceber em que é que a Agroop podia ser diferenciadora. Foi desse processo que nasceu a Agroop operacional, uma aplicação que é o primeiro produto lançado pela startup portuguesa. “A questão primordial é termos criado uma ferramenta bastante intuitiva, com designers na génese do projeto. Depois, a questão de ser web based, portanto, com acesso à cloud: assim, o software não tem de ser instalado”, diz.

A app permite que o agricultor faça contas à produção e constrói, a partir daí, uma rede que servirá de base a uma base de dados de e-commerce, onde os agricultores poderão vender os seus produtos a importadores internacionais. Mas antes de o futuro chegar – a vertente comercial da aplicação está prevista para o último trimestre de 2016 -, a Agroop operacional já está à experiência, em versão beta, em 20 explorações agrícolas diferentes, e estará disponível para todos os agricultores que a queiram usar a partir de 1 de setembro.

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O agricultor pode, de uma forma rápida e intuitiva, adicionar as atividades que vai realizando, monitorizá-las e alocar despesas. E, imaginemos que identifica um fungo numa determinada planta mas não o conhece: pode tirar uma fotografia com o smartphone, mandar diretamente para um técnico, associação de produtores ou assistência, e fazer logo a triagem prévia”, diz. E continua: “O mais importante da ferramenta é o facto de conseguir dar ao agricultor – porque, nesse caso, informação é poder – os custos associados a cada uma das suas culturas. Para que possa saber qual é o preço a que deve vender esse mesmo produto.” Bruno confessa que, talvez por ingenuidade, os primeiros doze meses de desenvolvimento da ideia foram usados para amadurecer o conceito e procurar quem quisesse embarcar na experiência.

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Com um investimento de 160 mil euros e uma equipa atual de sete pessoas, a app foi o primeiro projeto português a levantar investimento na Seedrs, uma plataforma de equity crowdfunding, e apresenta uma versão beta que está já a ser experimentada em culturas como arroz, mirtilo, vinha, laranjeira e maceeira. Uma das primeiras colheitas monitorizadas pela app vai ser feita em breve em Canha, Setúbal, pela equipa de Ricardo Machado, fundador e CEO da Organic to Life, produtora de mirtilos biológicos.

“A vantagem de passar de uma ferramenta em excel para a cloud tem muitas vantagens: posso estar no campo, ter o meu tablet e utilizar. Além de ser uma ferramenta inteligente, consigo saber na hora qual é a produção que estou a ter, o rendimento de cada sector e de cada planta para saber quanto cada trabalhador consegue apanhar. Posso estar em qualquer lugar com acesso à minha plantação”, diz.

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