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AHRESP dá voz a empreendedores do setor

Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, com os responsáveis das startuos  que vão participar na  primeira Cimeira sobre Alojamento Local e Hotelaria, o European Hospitality Summit ,que irá decorrer no dia 13 abril na Academia das Ciências, em Lisboa. 
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)
Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, com os responsáveis das startuos que vão participar na primeira Cimeira sobre Alojamento Local e Hotelaria, o European Hospitality Summit ,que irá decorrer no dia 13 abril na Academia das Ciências, em Lisboa. (Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

S@ra, Classihy, Breadfast, Checklist Fácil e Gato Gelados vão ter a oportunidade de dar a conhecer as suas soluções a cerca de 500 participantes.

O futuro da hospitalidade e as tendências digitais no turismo vão estar em debate amanhã na primeira cimeira sobre alojamento local e hotelaria promovida pela AHRESP. A European Hospitality Summit 2019 tem lugar na Academia das Ciências em Lisboa e promete apresentar um formato dinâmico.

“A ideia é partilharmos experiências, estarmos próximos, criar networking e pormos as pessoas todas a falar umas com as outras”, conta Ana Jacinto, secretária-geral da Associação de Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

O evento contará com várias sessões de debate, painéis e workshops, que decorrerão em dois palcos em simultâneo. A responsável garante que se tratarão de temas “sérios e importantes” como o boom do alojamento local, as megatendências digitais e a evolução da sustentabilidade no turismo, mas de uma “forma descontraída e mais próxima”.

Com cerca de 500 participantes já confirmados, Ana Jacinto salienta que este evento “destina-se a quem quer continuar a apostar na inovação porque é o segredo”. “Para se ajustar a este modelo nada melhor do que trazer as startups com produtos inovadores, com estratégias e caminhos diferentes”.

O Dinheiro Vivo falou com as cinco startups que terão a oportunidade de marcar presença na cimeira e dar a conhecer o seu trabalho. Desde plataformas que apresentam metodologias para facilitar o controlo de qualidade até à entregue de pequenos-almoços, todas elas partilham o mesmo sentimento em relação à sua participação no evento. Dar a conhecer o seu produto, fazer contactos e, quem sabe, arranjar investidores.

Revolucionar o sistema de controlo de qualidade
Já presente em “centenas de estabelecimentos”, a S@ra é uma metodologia que permite realizar todos os registos de HACCP obrigatórios numa situação de inspeção pela ASAE através de dispositivos móveis. “Queremos passar a mensagem de que a S@ra é um agente facilitador”, aponta Ângela Leal, promotora da metodologia.

“No fundo isto é a forma de digitalizar toda a metodologia que eu apliquei ao longo destes anos de trabalho para conseguir mudar comportamentos e motivar as equipas a fazerem o HACCP, a registarem tudo de uma forma correta e também para garantirem a segurança dos alimentos que estão a disponibilizar aos consumidores”.

A S@ra funciona ainda como uma assistente digital que alerta os utilizadores quando algo está em falta e a quem podem ser colocadas questões.

Para já, a solução prevê cobrir todo o país mas, uma vez que o HACCP tem por base o regulamento comunitário, o sistema pode ser aplicado em todos os estados-membros da União Europeia.

Staff “cinco estrelas”
Chama-se Classihy e tem como objetivo avaliar o desempenho dos funcionários de restaurantes e hotéis em tempo real. “É uma plataforma onde os clientes de restaurantes ou hotéis podem dar o seu feedback diretamente aos empregados. Seja empregado de mesa, barman, chef ou rececionista. O gerente terá acesso à avaliação (entre uma e cinco estrelas e diferentes critérios) e podem ver o que é que os clientes acharam do serviço no seu estabelecimento. Os elementos do staff também têm as suas próprias contas e poderão ver onde estão bem e onde podem melhorar”, explica a CEO da Classihy, Ariane de Melo.

A ideia surgiu em setembro de 2018 e a plataforma está online desde janeiro sob a forma de website, para já.

“O objetivo é ajudar os funcionários a serem melhores profissionais. É valorizar a profissão”, destaca a CEO da startup.

Para já a experiência só está disponível em restaurantes, mas ainda este mês a Classihy vai entrar no ramo da hotelaria com a Feels Like Home. Depois de consolidar a atividade em Lisboa, Ariane de Melo quer expandir para o resto do país e internacionalizar. França, onde nasceu, é o primeiro país.

Pequeno-almoço porta à porta
Mário Tarouca decidiu criar a Breadfast depois de procurar e não encontrar uma solução que lhe enchesse as medidas para entregar pequenos-almoços nos seus alojamentos locais. Com uma cozinha centralizada no Campo das Cebolas, em Lisboa, “nós produzimos todas as manhãs, inclusive fim de semana, natal e fim de ano”.

Além de levar o pequeno-almoço a cerca de 700 apartamentos em Lisboa, Mário Tarouca explica que “qualquer pessoa pode encomendar desde que esteja na nossa área de entregas”, que vai desde o Parque das Nações a Algés, da 2ª Circular à Baixa. “O centro de Lisboa, basicamente”.

A Breadfast também trabalha com empresas. “Várias empresas recorrem aos nossos pequenos-almoços, ou porque querem fazer coffee breaks ou porque oferecem o pequeno-almoço às sextas-feiras, por exemplo”.

Para já só em Lisboa, estes pequenos-almoços podem chegar em breve a outras cidades.

Fazer “check” de forma rápida e fácil
O nome não engana. Checklist Fácil é uma aplicação de verificação de processos, com base em núvem (cloud) que substitui o uso de papel ou Excel. “É uma solução que reduz o tempo entre a identificação de um problema e a sua resolução. E tem vantagens como economizar o uso de papel, otimizar o tempo das pessoas que compilam os dados depois, mais confiabilidade e a geração de relatórios automaticamente”, conta Guilherme Rocha, analista de novos negócios da Checklist Fácil.

“Qualquer empresa de qualquer segmento que utilize alguma forma de lista de verificação nos seus processos internos pode utilizar a nossa ferramenta para migrar do analógico para o digital”.

Diretamente do Brasil, Guilherme Rocha tem a expectativa de fazer contactos em Portugal para conquistar o mercado europeu.

Gelado 100% sem açúcar
A Gato Gelados nasceu de uma necessidade. João Vaz gosta de gelados, mas é diabético tipo 1. “Criei uma marca de gelados sem açúcar para colmatar essa necessidade que era minha”, conta. Durante dois anos vendeu exclusivamente através do Facebook e em dezembro de 2018 abriu uma loja ao Público na zona do Beato, por perceber que o seu produto agradava não só aos diabéticos como também ao público em geral.

“Acredito profundamente que os meus gelados são tão bons ou melhores que os outros artesanais com a grande vantagem de serem muito mais saudáveis”. E mais. Toda a fruta é portuguesa.

A Gato Gelados está neste momento a entrar no alojamento local e na restauração. “Espero que a restauração represente 20 a 30% do negócio”. Além disso, no horizonte está também a expansão de mais lojas próprias.

A secretária-geral da AHRESP garante que a cimeira veio para ficar. “Enquanto for útil nós obviamente que a queremos replicar porque o que se passa no dia 13 daqui a um ano está completamente desajustado”.

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