algo. Estes suplementos querem levar criatividade à sua saúde

Se Christian Balivet tivesse dito ao avô, Gualdim Redol, antigo engenheiro de corridas da Mercedes e fundador da Biocol Labs, que viria da agência de publicidade onde era criativo, em Londres, para começar a trabalhar com cientistas num laboratório, provavelmente nem ele acreditaria.

É que mesmo para o patriarca, a quem todos chamavam louco quando, em 1977, abriu o laboratório independente e defendeu que as pessoas deviam deixar de beber leite, a ideia podia parecer de um lunático. Só que, para o publicitário, o convite da família foi o desafio que faltava. Mudou-se para o laboratório e decidiu começar a operar aquilo a que chama uma "revolução criativa".

"Estamos a dar substância à palavra laboratório que, nos dias de hoje, não significa nada. Não há nenhuma inovação. O que fizemos foi ir aos tempos experimentais em que por dia surgem cem ideias diferentes. As descobertas são feitas entre experiências, e até os cientistas se transformam em criativos e pensam o produto enquanto marca", explica, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

O resultado do primeiro ano de trabalho converteu-se na algo, uma marca que integra, numa primeira fase, dez suplementos alimentares diferentes, naturais e totalmente desenvolvidos pela equipa de 32 pessoas da Biocol Labs.

A intenção de Christian e da namorada, Christine Pausewang, gestora da marca, que também se mudou para Portugal, foi desenvolver uma marca de origem, não descurando a qualidade mas tendo como foco muito mais do que isso. "Interessa-nos comunicar a inovação técnica por trás do produto num laboratório onde todas as equipas trabalham juntas, mas, ao mesmo tempo, a nossa ambição é tornarmo-nos obsoletos para termos sempre esta fome de constantemente resolvermos problemas. Em 2022 não podemos ter as mesmas soluções porque significa que não resolvemos o problema", diz Christian.

Para isso, a revolução: quando chegou, o criativo decidiu trazer pessoas com experiências distintas, que nada tinham que ver com os cuidados de saúde. Depois, decidiu acabar com o departamento de i+d e criar um novo, a que chamou técnico e criativo. No entanto, sempre mantendo a base: os cientistas continuam a assegurar que a qualidade dos produtos seja à prova de bala.

"Se tivermos a nossa base científica para manter o rigor e a qualidade ao longo dos anos, isso dá-nos a rede para sermos provocativos. Preocupa-me que, ao longo destes anos todos, os cientistas nunca tenham tido uma voz, nem um espaço", diz. À venda em farmácias e parafarmácias de todo o país, a marca quer faturar meio milhão de euros no primeiro ano. Como plano de expansão, as fórmulas são vistas de forma global - como se fosse uma empresa de moda -, a ideia é divulgá-la em cidades, não em país. Londres, a próxima paragem, já tem marca. Londoners, do you need something?

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