ISS. Instalada no Porto, quer contratar 10 vezes mais trabalhadores

Empresa dinamarquesa chega para desenvolver um novo software a partir da cidade Invicta. Promete oferecer um salário de quase 4200 euros, o que se traduz em 50 mil ao ano por cada funcionário.

Filipa Quito
Markus Sontheimer CIO/CDO da ISS e Klaus Straub CEO e cofundador da Xelerate.tech © Pedro Granadeiro / Global Imagens
Novo Hub de empresas Xelerate.tech, situado no Porto © Pedro Granadeiro / Global Imagens
ISS Techteam © ( Pedro Granadeiro / Global Imagens )

A dinamarquesa ISS World Services, empresa focada em experiência de trabalho e gestão de instalações, chega agora ao Porto com um novo hub digital dedicado ao desenvolvimento de software. O hub, que estará totalmente operacional até ao fim do ano, conta já com 10 profissionais, sendo que o objetivo é recrutar mais 100 engenheiros de software até ao fim de 2023. Data science, machine learning e matemáticos são algumas das áreas para as quais a ISS está à procura de pessoas.

Quem ajudou a ISS a abrir portas foi a luso-alemã Xelerate.tech aceleradora de empresas, que escolheu o Porto para instalar o seu Tech Hub. "Estamos muito contentes em conseguir ajudar a ISS a desenvolver software engineering, uma empresa global, a desenvolver-se aqui no Porto", afirma o CEO e cofundador da Xelerate.tech, Klaus Straub.

O ISS Tech Portugal, que vai apoiar a empresa a nível global a partir do país, pretende que a equipa do Porto desenvolva soluções tecnológicas integradas, mais especificamente nas áreas de IoT (Internet das Coisas), mobile e data, e que marquem a diferença pela inovação.

Com dois centros tecnológicos, na Dinamarca e na Polónia, a cidade Invicta foi uma escolha "sem pensar duas vezes". O gestor descreve o Porto como "um bom local para instalar empresas, onde há muita cultura. É uma cidade bem desenvolvida em termos tecnológicos".

Na segunda cidade do país, o objetivo é chegar perto dos estudantes universitários para atrair recursos humanos. "Há muitos universitários na cidade, existem muitos talentos a ser captados". "Queremos incluir nas instalações estes jovens para desenvolverem mais capacidades tecnológicas. Estamos abertos a jovens que se queiram juntar a nós para trabalhar".

Apesar de quererem juniores para o trabalho, também é importante contratar talento sénior para as equipas de IT. "Precisamos de juniores e seniores, é importante para diversificar e aprimorar o trabalho que vai ser desenvolvido na ISS", avança Klaus Straub.

Falemos de valores. São 100 novos profissionais, com uma média salarial de 50 mil euros por ano, o que se converte em 4167 euros ao mês, somando dá cinco milhões de euros apenas de salários da ISS. A par das pessoas, há também "um forte investimento em tecnologia", conta ao Dinheiro Vivo o CIO/CDO da ISS A/S, Markus Sontheimer.

Ainda sobre o software que será desenvolvido no Porto, Markus Sontheimer acredita que "vai ser diferente", comparando com o que é feito nos outros países. "Queremos desenvolver mais ferramentas que facilitem a vida aos clientes, por exemplo, um software integrado entre clientes e trabalhadores, de forma a otimizar o negócio", explica Markus Sontheimer.

Dados os novos formatos de trabalho, "é importante estar a par de outras tecnologias. É importante que a ISS desenvolva soluções para os clientes, para ajudá-los a adaptarem-se ao mundo do trabalho atual. Temos de orquestrar o futuro tecnológico", vinca.

Já o CEO da Xelerate.tech sublinha que "estamos a auxiliar a ISS a ser mais rápida a construir este software. Queremos ajudar a encontrar as pessoas certas para se construir a tecnologia. Daqui a um ano e meio a aplicação vai estar desenvolvida".

Pela estrada fora

A passos largos em Portugal, é preciso relembrar que a ISS marca uma forte presença pela Europa, e não só. "Na ISS operamos em 30 mercados a nível mundial. Europa, Indonésia, Austrália, Singapura, EUA e México são os mercados onde estamos", enfatiza o responsável.

"Para nos tornarmos o líder tecnológico da indústria, não só estamos a investir em tecnologia de ponta, mas também a aumentar a capacidade interna à escala global", acrescenta.

E em que áreas? "A saúde, logística, manutenção de hospitais, são alguns exemplos". A empresa também dispõe de "soluções para escritórios, indústrias e aeroportos. Assim, conseguimos estar pelo mundo e empregar mais de 50 mil pessoas".

O responsável juntou-se à equipa em junho do ano passado e pensou no que podia mudar e melhorar. "O que posso fazer com tecnologia num segmento onde o fator humano tem muito peso? Como construímos uma plataforma que possa crescer a nível mundial?"

É neste ponto que está o negócio. "Estamos a transportar tudo para uma plataforma cloud, o que nos irá permitir ser muito mais ágeis", diz.

O futuro em tecnologia nem sempre é previsível e há que ter os pés assentes na terra. "Primeiro, temos de andar antes de correr. Vamos ver o que o futuro nos reserva enquanto estamos a desenvolver este novo projeto", refere o CIO/CDO da ISS.

A ISS conta com 350 mil colaboradores e quase 40 mil clientes globais.

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