Remeet: O reencontro de amigos que acaba a ajudar lojas

Aplicação móvel quer juntar até quatro amigos no mesmo sítio em troca de benefícios para cafés, restaurantes e outros estabelecimentos aderentes. Coca-Cola é parceira.

Diogo Ferreira Nunes
Milton Martins fotografado num dos restaurantes aderentes da Remeet em Almada. © Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

A Remeet está no mercado para promover o reencontro entre os amigos depois de dois confinamentos. Milton Martins é o fundador da aplicação móvel, disponível desde maio e que já conta com mais de 300 parceiros.

Cafés, restaurantes e empresas de animação turística são algumas das atividades que já aderiram a esta iniciativa, que conta com a ajuda da Coca-Cola.

Os amigos podem reencontrar-se em grupos de até quatro pessoas e há duas opções de serviço, social e casual. "Voltem a conviver, ajudem os estabelecimentos a terem mais negócios e tenham benefícios com isso", destaca o criador da Remeet.

Na opção social, os utilizadores podem escolher para o local do reencontro um dos espaços parceiros da aplicação. Aí, terão acesso a um de três benefícios: desconto no preço final, oferta de um artigo ou mesmo a possibilidade de comprar pontos.

Depois de acumulados, os pontos poderão ser trocados gratuitamente por experiências - no caso das viagens de avião, os pontos ajudam a reduzir o preço da viagem.

Na opção casual, o reencontro pode ser marcado para qualquer lugar com os amigos, sem acesso a quaisquer benefícios na aplicação.

Com os millennials e a geração Z como principais alvos, a aplicação conquistou o interesse da Coca-Cola, parceiro estratégico e que dá mais visibilidade na aplicação aos cafés e restaurantes seus parceiros. A experiência em Portugal poderá servir como "tubo de ensaio para exportar o conceito" nos próximos anos, acredita o fazedor.

Apesar de ser gratuita para utilizadores e parceiros, os espaços aderentes poderão promover-se na aplicação através de "pacotes de visibilidade", que são a principal fonte de receitas, para lá da publicidade.

Para promover a solução junto dos utilizadores, há três embaixadores: o atleta Nelson Évora, o músico Filipe Gonçalves e o empresário Guillaume Lalung.

A aplicação foi desenvolvida por uma equipa de 14 elementos, todos em trabalho remoto. O negócio arrancou com um investimento de 50 mil euros de José Carlos Rodrigues, mais conhecido como Zeca Rodrigues no mundo do futebol, onde é capitão da seleção da Grécia e joga nos dinamarqueses do FC Copenhaga.

Originalmente, a Remeet tinha lançamento previsto para setembro, aproveitando a fase mais calma da pandemia ao longo do último ano e meio. O agravamento da covid-19, contudo, atrasou sucessivamente o arranque da solução. Depois de outras duas tentativas falhadas - em novembro e janeiro - a aplicação finalmente foi disponibilizada em maio.

Milton Martins nunca tinha criado uma aplicação móvel. "A minha vida profissional sempre foi ligada aos recursos humanos", recorda. Depois de ter sido diretor de formação do Holmes Place em Portugal, o fazedor trabalhou noutra empresa na mesma área, com ligação a empresas energéticas.

A ideia para a Remeet nasceu durante o primeiro confinamento. "Quando falava como amigos dizia-lhes sempre: "a ver se vamos ao cinema ou a uma discoteca". Era preciso arranjar um sistema para as pessoas se reencontrarem". E assim nasceu a aplicação.

Consolidar a empresa nos próximos meses e acrescentar parceiros e utilizadores em Portugal são as principais prioridades para Milton Martins.

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