Startup Lisboa. Prémio reconhece Coverflex empreendedora do ano

Startup de Miguel Santo Amaro levou para casa o prémio João Vasconcelos, no valor de dez mil euros, entre seis candidatos.

Mariana Coelho Dias
Miguel Santo Amaro (dta) recebe Prémio João Vasconcelos © Rita Chantre / Global Imagens

A Fábrica do Pão do Hub Criativo do Beato acolheu, na passada terça-feira, os Entrepreneurship Awards, iniciativa da Startup Lisboa para promover e reconhecer o trabalho desenvolvidos pelos empreendedores ao longo do último ano. O evento, no qual participaram mais de 300 pessoas, contou com três momentos-chave: um demo day, no qual um conjunto de 15 startups da incubadora lisboeta teve oportunidade de apresentar o seu pitch de negócio; debates promovidos pela Google for Startups (principal parceira), nos quais se fizeram representar os unicórnios Remote e Feedzai e as scaleups Unbabel e Casafari; e, por fim, a entrega do Prémio João Vasconcelos - Empreendedor do Ano 2022, cujo valor monetário são dez mil euros.

O galardão do dia, entregue pelas mãos do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, foi atribuído aos fundadores da Coverflex Miguel Santo Amaro, Rui Carvalho, Tiago Fernandes, Luís Rocha e Nuno Pinto. O desempenho da startup destacou-se das restantes candidatas Pleez, RealFevr, sheerMe, Zomato e Utrust.
Fundada em 2019, a Coverflex criou uma solução de compensação flexível, que já é usada por mais de seis mil empregados e mais de 270 as empresas-cliente. Com 48 colaboradores, a empresa prepara-se neste momento para a sua expansão internacional.

Não só o projeto de Miguel Santo Amaro saiu vencedor. Foram atribuídos mais dois prémios. A Assetfloow, que criou o primeiro software de inteligência artificial comportamental capaz de fornecer métricas sobre os movimentos dos compradores dentro de uma loja, foi eleita a Startup Mais Promissora, tendo direito a cinco mil euros. Já a RealFevr, startup especializada na comercialização de NFT de futebol em formato vídeo, fundada por Fred Antunes, apresentou aquele que foi considerado pelo júri o Melhor Pitch, recebendo um prémio de 2500 euros, destinado a doação a uma instituição de caridade.

Para Gil Azevedo, diretor executivo da Startup Lisboa, este foi "um dia marcado pelo feito de conseguir juntar o ecossistema de empreendedorismo pela primeira vez no pós-pandemia". Ter a Google for Startups como parceira contribuiu, segundo o CEO, para ter "uma dimensão agregadora e abrangente, uma vez que se trata de uma empresa global". A perspetiva para a próxima edição, conta ao Dinheiro Vivo, é tornar este um evento de cariz nacional, além Lisboa. "Vamos reforçar com mais prémios, alargar a mais categorias e incluir outras incubadoras e outros players no demo day", revela o dirigente.

Uma década a incubar

A Startup Lisboa celebra este ano o seu décimo aniversário. Durante a ´´última década, já foram incubadas cerca de 450 startups, uma média de 45 por ano, tendo recebido mais de 4500 candidaturas - "uma taxa de aceitação de 10%", observa Gil Azevedo, acrescentando que este desempenho "permitiu que cerca de 70% dos projetos que foram incubados se mantenham ativos até hoje". Pela incubadora da capital já passaram, desde o início de atividade, cinco mil pessoas, tendo estas startups criado seguramente mais de 4500 postos de trabalho, acrescenta o responsável.

Cerca de dez colaboradores, 115 mentores, 100 parceiros e 70 investidores - "com quem há um contacto regular" -, compõem a lista daqueles que cooperam para fomentar o empreendedorismo da cidade. Ao momento, são mais de cem as startups que integram a incubadora, que tem três programas regulares para acelerar fazedores. São eles o Rocket Program, programa de capacitação oferecido a todas as incubadas que integrem a Startup Lisboa, o From Start to Table, que procura empreendedores da área da foodtech, e o Launch in Lisbon, destinado a empreendedores estrangeiros que queiram conhecer a realidade da capital.

"Estamos neste momento a implementar a maior transformação estratégica desde que a Startup Lisboa foi fundada, para dar resposta aos desafios atuais e à estratégia da Câmara Municipal de Lisboa para os próximos dez anos. O objetivo é conseguirmos apoiar mais startups durante mais tempo, na fase de crescimento, de forma a potenciar o seu sucesso e a sua capacidade de crescer de forma acelerada e sustentada", revela Gil Azevedo.

A Fábrica de Unicórnios, projeto que será anunciado por Carlos Moedas na Web Summit, em novembro, "vem dar corpo à estratégia de desenvolver uma cidade que tem uma forte componente de inovação e fazer com que esta seja reconhecida a nível internacional, para poder atrair os melhores empreendedores, investidores e talento", afirma. Para levar esta fábrica a bom porto e conseguir ultrapassar os desafios da atual conjuntura económica, será fundamental trabalhar em conjunto com os diferentes stakeholders, explica o CEO. Uma "visão estratégica, alinhada e colaborativa" será o ingrediente-chave para esta nova missão.

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