Apex Capital: Uma montra para fazer render a carreira de ex-desportistas

A ideia nasceu durante o primeiro confinamento: dois desportistas e dois investidores criaram uma plataforma para atuais e ex-atletas ​​​​​​​poderem rentabilizar o seu património depois da carreira.

Uma montra para pôr a render os investimentos e o potencial de antigos e atuais desportistas. Esse é o objetivo da Apex Capital, que nasceu de uma ideia durante o confinamento de 2020 e ganhou tração durante o verão, graças aos investidores António Caçorino e Pedro Félix da Costa e aos pilotos António Félix da Costa e Mitch Evans. As duas primeiras apostas já foram feitas e com sucesso.

António Caçorino explica ao Dinheiro Vivo que esta é "uma plataforma de investimento onde alocamos oportunidades exclusivas a atletas de alta competição e que normalmente estão reservadas a investidores profissionais. Pelas exigências da carreira, estes atletas focam-se muito no sucesso desportivo e acabam por deixar de lado outras coisas".

Startups, empresas que precisam de escalar a nível internacional e ativos imobiliários são as principais oportunidades de investimento da primeira fase da Apex Capital e sem um fundo de investimento associado.

Na sua primeira fase, esta plataforma foca-se no aconselhamento, chamando a atenção para os níveis de risco das propostas de investimento para os desportistas, devidamente filtradas.

"Não estamos a dar aulas para investir. Mostramos casos práticos; fazemos a ponte, as oportunidades são apresentadas diretamente aos atletas, que depois podem falar com os líderes ou fundadores das empresas. Se decidirem investir, a Apex garante o acompanhamento mensal, faz relatórios e apresenta o que está a correr bem ou mal."

A Apex Capital vai viver do sucesso dos investimentos que forem feitos pelos atletas: se houver retorno, a empresa ficará com uma comissão. Das várias oportunidades apresentadas, duas já resultaram em investimentos: uma solução portuguesa na área das entregas e uma startup britânica ligada a bebidas. Há cinco desportistas que já se registaram na Apex Capital, mas a sua identidade não é revelada, sabendo-se apenas que estão ligados a desportos como futebol, desporto automóvel, ténis, golfe e surf.

Os papéis dos quatro sócios são claros: António Félix da Costa e Mitch Evans "ajudam a atrair mais clientes e a garantir que a Apex é promovida em todo o mundo do desporto". Quanto aos dois investidores, gerem as operações diárias e andam sempre à procura de novas oportunidades de investimento.

O nome da startup Apex Capital vem do mundo dos circuitos: apex é o termo inglês que define o ponto perfeito para cortar uma curva de forma a garantir a melhor trajetória e conseguir ganhar tempo durante uma volta. A ideia surgiu quando o coronavírus nos obrigou a ficar em casa e António Caçorino se mudou para casa de António e Pedro Félix da Costa.

O piloto português, na altura, questionou-se: "Quantos atletas com 18 anos não vimos já fecharem contratos milionários, mas não serem depois bem acompanhados? Quantos desportistas não acabam as carreiras sem terem gerido a fase em que tinham dinheiro para conseguirem viver bem depois? Eu próprio não percebia a linguagem dos bancos e poderia ser enganado muito facilmente", conta o atual campeão da Formula E (competição de topo de monolugares elétricos).

A ideia solidificou-se depois da sondagem aos pilotos, que até manifestaram vontade de serem acionistas na Apex Capital. Mas isso não será para já. Agora, o objetivo é ganhar confiança e atrair mais desportistas e apresentar oportunidades em toda a Europa.

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