Aprenda primeiro, pague depois. Ironhack ajuda talentos digitais

Escola de programação vai financiar cursos em Portugal a partir do início de 2020 para alunos com menos posses graças a parceria com a StudentFinance.

Não ter dinheiro suficiente para tirar um curso de programação vai deixar de ser um problema na Ironhack. A escola de programação espanhola fechou um programa de financiamento de cursos em parceria com a StudentFinance e que vai apoiar os alunos mais talentosos mas com menos posses. O programa vai arrancar no início de 2020 com 15 alunos.

"Através deste programa, estamos a financiar de antemão, e na totalidade, o curso dos alunos selecionados, sendo que estes só pagarão de volta o respetivo custo se formos bem-sucedidos a conduzi-los a um emprego estável. Na eventualidade de tal não acontecer, não cobraremos um único cêntimo”, explica ao Dinheiro Vivo o diretor-geral da Ironhack para Portugal, Álvaro González.

Esta iniciativa vai começar em janeiro para o bootcamp de Web Development em regime full-time, que custa 6500 euros. Para beneficiarem deste programa, “além de ter cidadania portuguesa, os candidatos terão que ser submetidos ao habitual processo de admissão, composto por uma entrevista pessoal seguida de uma entrevista técnica, sendo que apenas os melhores (e que não tenham capacidade financeira) terão depois acesso a este programa”. As inscrições podem ser feitas a partir daqui.

Os candidatos selecionados vão entrar num acordo de rendimento partilhado. Na primeira fase, a Ironhack vai financiar, a 100%, o curso destes alunos. Depois de completarem a formação e quando tiverem emprego, os alunos vão começar a devolver o montante financiado, sem juros.

StudentFinance. A fintech que investe na criação de talento

“Cada aluno pagará 12% do seu rendimento mensal bruto desde que este seja, no mínimo, de 1250 euros. No entanto, caso o aluno não consiga encontrar emprego ou o seu rendimento mensal bruto seja inferior a este valor de referência, os pagamentos ficam automaticamente suspensos e serão apenas retomados quando o aluno voltar a estar numa situação mais estável”, detalha o diretor-geral da Ironhack Portugal.

Enquanto a Ironhack é titular dos acordos de rendimentos, a recolha dos pagamentos e a verificação dos salários ficará a cargo da StudentFinance. “Ao estarmos a investir nos alunos por esta via, assumindo todos os riscos envolvidos, reforçamos a nossa confiança nos nossos cursos, assim como o nosso compromisso para com o talento português”, destaca Álvaro González.

A causa

A parceria entre a Ironhack e a StudentFinance (fundada por Mariano Kostelec, Miguel Santo Amaro e Marta Palmeiro) nasceu por causa da falta de capacidade financeira para alguns dos candidatos conseguirem pagar os cursos. Ao mesmo tempo, web development é considerada como uma das oito profissões emergentes para 2020.

“Temo-nos cruzado com candidatos com enorme potencial durante o processo de admissão que, infelizmente, se viram impedidos de prosseguir porque não dispunham dos recursos financeiros necessários para pagar o curso. Temos conhecimento de alguns casos em que tentaram inclusive obter um empréstimo junto de entidades bancárias e foram rejeitados por o seu perfil não cumprir os requisitos base, seja por causa da idade ou da falta de fiadores/garantias dadas.”

Programador€$: a rentável carreira do futuro

Depois do primeiro teste, a Ironhack tenciona levar este programa a mais alunos e abranger os outros cursos desta escola. “Esperamos que a adesão seja elevada, pelo que, num futuro próximo, a nossa meta é estar a disponibilizar esta opção a centenas de alunos em Portugal.”

A Ironhack chegou a Portugal no início de 2019, depois de um investimento inicial de um milhão de euros. Instalada, para já, nas Galerias São Bento, um espaço de trabalho partilhado no centro da capital. Esta escola vai começar a dar formações em 2020 no cowork Heden de Santa Apolónia.

Heden. Cowork com vista para o rio, amigo do ambiente e da cultura

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