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Aqui, a qualidade dos criativos vale mais do que o preço

A equipa da ProKubo
A equipa da ProKubo

É uma das pragas do mercado de trabalho moderno: o desemprego atingiu proporções tais que o trabalho freelance foi a solução encontrada por muitos. As empresas aproveitam-se do desespero por um trabalho e escolhem quem cobra menos. A história é resumida por Hugo Ortiz, mas podia ser contada por milhares de criativos que querem mostrar serviço. Agora, há uma plataforma que põe a qualidade em primeiro lugar.

A ideia da ProKubo partiu de Ricardo Marques, designer que conhece na primeira pessoa a experiência dos freelancers. Juntou-se ao amigo de infância Hugo Ortiz, engenheiro informático, que trouxe consigo Tiago Coelho, outro engenheiro informático. Depois de um ano a desenvolver a plataforma, a ProKubo foi lançada no mês passado.

“As plataformas com ofertas para criativos freelancer começaram a ser conhecidas como “plataformas de design barato”. As empresas tiravam partido de haver muitas pessoas no desemprego para criar concursos, o que gerou uma série de problemas”, explica Hugo Ortiz. Se, por um lado, “os profissionais não se empenham nos trabalhos que enviam porque sabem que a probabilidade de serem escolhidos é muito baixa”, por outro, os clientes escolhem os trabalhos mais baratos.

A equipa quis “criar uma plataforma que desse emprego aos criativos e que facilitasse a procura por parte dos clientes, mas cuja base não fosse a competição dos preços, mas a qualidade do trabalho”. Assim, “as startups ou PME que precisem de serviços esporádicos, mas que não têm estrutura para contratar a longo prazo”, já têm onde procurar.

O processo é simples. O cliente começa por dizer o que precisa: um logótipo, slogan, vídeo ou sessão de fotografias – há mais de 100 serviços disponíveis. Escolhe o profissional que mais se adequa ao projeto – há mais de 2500 programadores, redatores, designers, videógrafos e marketeers por onde escolher – e define quanto está disposto a pagar e qual o prazo para a entrega do projeto. Depois de contactado o profissional e acordado o projeto, o dinheiro fica depositado num sistema safe pay. O depósito nunca sai da conta do cliente, mas não pode ser usado para outros serviços e é desbloqueado para o profissional quando o projeto for entregue. Com este sistema, resolvem-se vários problemas: “Acaba-se com o trabalho especulativo, com o atraso nos pagamentos e com a possibilidade de os profissionais deixarem um trabalho a meio”. Além disso, a plataforma conta com um sistema de avaliação feito pelos clientes aos profissionais e são feitas apresentações intermédias, para que o trabalho final “seja do agrado dos dois”, explica Hugo Ortiz.

A solução é totalmente gratuita para os clientes. Os profissionais têm duas hipóteses: um perfil básico, gratuito, ou um premium, pago, com o qual podem comprar destaques na página principal e na página dos resultados da pesquisa. A ProKubo está disponível para Portugal e Espanha e conta com mais de 250 clientes. O objetivo é chegar, até ao final do ano, aos 6 mil profissionais, 2 mil clientes e 1 milhão de euros em serviços contratados.

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